The Walking Dead: 3º Episódio da 2ª temporada

DIA DE LOS MUERTOS

 Zumbi sem perna é que não pode correr

 

Alguns procuravam por tensão, pois são fãs da angústia que alguns dramas/suspense/ação podem proporcionar-lhes. Acho que nesse episódio encontraram.

Mas antes queria falar de algo que vi em muitos lugares. Li comentários por ai falando a respeito de os zumbis correrem e disso ser um absurdo. Vou usar o grande diretor Danny Boyle (Quem quer ser milionário, 127 Horas) para explicar a parada. Ele deu novos ares à criação de George Romero ao filmar Extermínio (28 days later). No filme um vírus se espalhava pelo mundo transformando vivos em mortos e estabelece praticamente o fim da raça humana. Boyle reinventa o comportamento dos zumbis, que acaba sendo um pouco diferente ao qual estamos acostumados. Os mortos vivos correm freneticamente atrás de seus alvos, sem cansar. Mas a explicação é simples: são “pessoas” com o funcionamento cerebral usado apenas para saciar sua fome. Quer dizer então que todos os seus valores, limites e lógicas desapareceram. Correto? Ou seja, ele quer comer? Não importa qual seja a carne. Seu alvo está longe? Então ele correrá em busca da vítima, não importando o seu estado físico, já que não sabe qual é a “hora de parar”. Ah, “mas não existia na primeira temporada”. Puxa, saber que se os zumbis lentos já eram um problema, imagine agora sendo maratonistas. Legal demais! O que me incomoda de verdade é ver gente matando-os com tiros no peito.

Explicado o caso com os comedores de gente, vamos falar sobre o terceiro episódio da saga, que mais uma vez tem momentos brandos, beirando o excesso, mas a “parceria” entre Shane e Otis faz com que os 40 minutos de duração sejam poucos. Eles partiram em busca de materiais para que Hershel, o dono da fazenda, possa operar Carl. E a busca se alonga após serem cercados por uma multidão de zumbis. As cenas de fuga já garantem o episódio, mas o desfecho é sensacional, épico.

As buscas por Sophie prosseguem e cada vez mais Daryl se torna um personagem interessante. O bate papo entre ele e Andrea, ainda que um alívio cômico nos dá detalhes a respeito de seu passado. Rola também um climinha entre Glenn e Maggie, filha de Hershel.

Acho que o 2º e 3º episódio deixaram a peteca cair um pouco. Não quero estragar com spoilers para quem ainda não viu. As situações ainda são poucas, mas o desfecho do episódio garante um bom suspense pelo o que há de vir. Virá a fazenda se tornar um lugar de paz para a família Grimes e seus amigos? Shane tem novamente como companheira a insanidade, que já o visitou no ano anterior da série. Dessa vez é pra valer? Será que ele irá embora como prometeu no primeiro episódio dessa nova temporada? São perguntas que o episódio deixa no ar, construindo novamente um bom clima de tensão.

Pra fechar, se você não viu Extermínio, pare de ler essa crítica e corra freneticamente como um zumbi doido, até uma locadora. O filme é uma grande inspiração para Walking Dead, inclusive a cena de abertura de ambos, no hospital, é praticamente a mesma. Amazing!

  

Renan
Designer gráfico, dono de casa e pai de dois labradores. Passa o tempo tentando arranjar mais tempo. Ouve heavy metal e nas horas vagas pop. Games, séries e filmes fazem parte de seu dia a dia. Tem problemas para escrever na 3ª pessoa.

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