Análise – Homefront

Games FPS, eles me conquistaram, por isso nos próximos textos irei tentar fazer uma análise de todos os FPS que eu joguei do PS3, e olha que foram muitos games que eu gostei: Killzone3, Crysis 2, Bulletstorm, Bordelands, Bioshock 1 e 2, Black Ops entre outros que não me lembro no momento.

Porém vou começar com um bom FPS que me surpreendeu bastante até agora, o jogo é Homefront.

O jogo é um bom FPS como outros bons games que já saiu, acho que até a jogabilidade poderia ser um pouco mais solta, mas nada que atrapalhe o game e com o tempo a gente acaba se acostumando aos controles.

O que me causou muito impacto é a violenta realidade na qual o game me colocou.

Assim como fatos ocorridos recentemente, no game o lider da Coreia do Norte também faleceu e seu filho assumiu a sua posição, até ai tudo normal, só que no game a coisa ficou um “pouquinho” diferente do que estamos vivendo hoje.

O lider coreano que assumiu o lugar do pai, colocou terror geral na nação,  e os Coreanos realizaram uma invasão aos EUA.

A  Coreia do Norte, agora unificada com a Coreia do Sul, está mais forte do que nunca e com um grande poder de destruição e tudo isso é retratado no jogo atraves de uma bela apresentação que nada mais é que uma montagem muito bem feita de cenas reais de reportagens e documentários antigos e transformados em ficção contando como a invasão ocorreu.

Confiram o vídeo de apresentação do game:

 

Ao começar o jogo (não é spoiler) o seu personagem acorda em um país já invadido e é capturado pelo exército Coreano. Enquanto está sendo levado dentro de um ônibus ao campo de concentração, ele olha pela janela e vê cenas realmente assustadoras de como os coreanos estão dominando o País, uma destas cenas é extremamente cruel e me deixou até chocado.

Nessa cena vemos uma criança chorando aos prantos, enquanto a mãe grita para ela não olhar o que será a execução dos pais. Recomendo que o vídeo abaixo só seja clicado caso você tenha certeza de que possa suportar tanta carga emocional de violência.

O que me preocupa é que após assistirmos tanta violência na nossa realidade do dia-a-dia, com assassinatos nas ruas e escolas por bullying ou outros motivos banais, será que as produtoras de games não estão dando motivos para a sociedade começar a censurar estes jogos?

 

Com tanto racismo no mundo, um jogo deste tipo não pode incentivar ainda mais este tipo de violência?

 

É impossível para quem está jogando Homefront, não se sentir “tocado” com o que os coreanos realizam. A cada fase do jogo eles fazem mais e mais atrocidades. Em certa parte do game, o seu personagem tem que se esconder em uma cova de cadáveres de civis americanos para não ser encontrado pelos coreanos.

Esta realidade que o game passa me preocupa muito, afinal no ano passado, tivemos no nosso congresso alguns deputados querendo colocar censuras em jogos por causa de sua violência. E ao jogar um game como Homefront, ainda não sei como ele passou tão despercebido por autoridades no nosso país.

Isso por que no Japão ele foi censurado, mas apenas mudaram o nome do ditador e tiraram o nome da Coreia do Norte para “Algum país do Norte”.

 

Eu não sou hipócrita e sou contra a censura aos games e principalmente adoro jogos violentos como God Of War 3, Splatterhouse e Mortal Kombat 9, por exemplo, porém acho que Homefront ultrapassou uma barreira perigosa, barreira que jogos do tipo Mortal Kombat e até GTA apenas chegaram próximos.

 

Em resumo o Homefront é um bom jogo de FPS, possui gráficos acima da média e a dificuldade do game não é absurda. Tem fases divertidas em que se pilota helicópteros o que muda um pouco a dinâmica do game.

Não sei se toda essa violência foi necessária para se fazer um bom jogo? Mas ele conseguiu me segurar no game.

 

Dou nota 7,5 /10 para este game, e lembro que o efeito sonoro dele é maravilhoso, os sons das armas foram extremamente reais, de uma forma que eu nunca ouvi num game antes.

Em breve eu analisarei outros FPS por aqui.

Abraços

Fui pro game…

 

*parte deste texto foi recuperada da minha antiga analise para o blog NosGeeks

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