Atari – Halloween (1983)

Para muitos jogadores isto pode ser uma surpresa, afinal aquele cartucho que você tem guardado na sua gaveta há mais de 20 anos e com o titulo de Sexta- Feira 13, nada mais é que uma copia do game Halloween para Atari.

Passamos a poucos dias pelo Halloween porém ainda estou meio no clima de terror então que tal relembrar com uma análise simples a primeira vez que você viu “sanguinho” na sua TV através do seu vídeo game?

Sexta feira 13 ou Halloween? A música dá a resposta

Halloween saiu em 1983 para os consoles Atari 2600 e foi produzido pela Wizard Video Games, uma divisão da Wizard Videos, empresa detentora dos direitos das franquias O Massacre da Serra Elétrica e Halloween, e apenas como curiosidade vou mencionar que a Wizard fez um jogo horroroso para o Atari com a serie “O Massacre da Serra Elétrica”  e que não será feito um texto para ele, por que é muito ruim mesmo, mas segue um vídeo abaixo para se ter uma ideia.


 

História:

A babá tem que salvar as crianças que estão perdidas nas salas do hospital antes que o terrível assassino Michael Myers faça picadinho delas.

Personagem:

Você é a babá e além de fugir incansavelmente, de vez em quando você pode encontrar em uma das salas uma faca que mais parece um crucifixo e se defender do “serial killer” antes que você perca a cabeça literalmente.

Gráficos:

Atari, anos 80, não dá para se cobrar muita coisa dos gráficos, mas Halloween consegue se sobressair da maioria dos jogos de Atari, que costumavam ser uma reunião de quadradinhos na sua TV.

Você consegue distinguir quem é quem?

Neste game você precisa forçar a vista e a imaginação (bons tempos do Atari) para identificar os personagens, e não é que o Michael Myers, o assassino de Halloween, está bem parecido com o filme.

Outro detalhe interessante são as mortes. Pela primeira vez eu vi um game com “sangue”.

Na hora que se corta a cabeça da babá, ficam 3 traços vermelhos ao redor de seu pescoço dando uma nítida sensação de sangue espirrando. A mesma coisa acontece quando uma das crianças é assassinada pelo serial killer.

Som:

Este game tem apenas 1 música, e para falar a verdade não precisa de mais nenhuma outra, afinal o filme também tem apenas uma música.
Quando o seu personagem percorre a tela e o assassino não aparece, você escuta apenas sons dos passos da babá, mas é só o homem com a faca aparecer na tela que a musiquinha original do filme começa a tocar. Dando um clima de apreensão incrível ao game.
O console Atari conseguiu reproduzir bem a trilha sonora oficial do filme e dá um charme especial ao jogo.

É só o assassino aparecer que a música começa.

Desafio:

O jogo não é difícil, na verdade é pura habilidade e prática.
Depois que você praticar bastante, e já saber o limite exato da distancia que você pode ficar do assassino sem se machucar, você vai começar a brigar apenas por um placar de pontos maior. Sem dizer também da tática de mudar de tela, pois quando retornar a tela original o assassino terá desaparecido.

Se ele aparecer de um lado saia pelo outro lado e volte, ele terá desaparecido.

O seu personagem tem a velocidade bem maior do que a do seu inimigo, isso facilita muito a sua fuga e você vai acabar morrendo apenas quando ele te pegar desprevenido ou acabar de mudar de tela. Mas depois de um certo número de crianças resgatadas o vilão irá aumentar a velocidade, dai é só você ficar usando o truque de voltar a tela que ele some de novo.

Conclusão:

Eu me lembro até hoje, quando eu jogava este game, na época eu tinha os meus 8 anos e ficava me borrando de medo quando o mocinho da faquinha aparecia, eu não tinha referencias de filmes então não conseguia ligar um ao outro, mas era um game de arrepiar.
É claro que as comparações com jogos atuais do tipo Resident Evil ou Silent Hill faz este jogo parecer muito bobo, mas para os padrões dá época era um game que muitos “coleguinhas” de escola não jogavam de noite para não terem pesadelos.
Ou seja, ele exerceu muito bem a sua função. E merece ser jogado nem que seja só para curtir a sua música clássica.

 

Desafio Filmes e Games da semana:

Tarefa simples, para quem está acostumado com as habilidades que os videogames da geração atual exigem.
Faça o Michael Myers de “bobinho”, resgate uma criança e faça a sua babá ficar na parte alta da tela.
E toda vez que o vilão aparecer, de altas escapadas nele fazendo com que ele passe no meio de você e da criança resgatada. Depois de pegar o jeito é fácil acumular pontos.

Resgate a criança e dê altas escapadas dele

Bom semana e até a próxima.
Fui pro game…

Gameplay:

Leandro Vallina
Formado em Comunicação Social. Tem como prioridade na vida cuidar da filha, jogar videogame, alimentar e passear com os cachorros, alimentar e passear com a esposa e jogar mais um pouco de videogame.

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