Dessa vez voltei para falar de editoras pagas. Uma das maiores dúvidas de quem está para publicar um livro é se vale a pena pagar para uma editora o valor x que ela propõe para que seu livro seja publicado. Para se ter certeza, é preciso falar que cada caso é realmente um caso e depende muito do que você está disposto a fazer.

Editoras pagas são tão importantes quanto as não pagas. São editoras que – em geral – não visam ganhar uma quantia absurda de dinheiro, até porque estamos falando do país Brasil e alta quantia de dinheiro não é algo que todo mundo tem a ponto de dar a vista, ou mesmo parcelado em algumas vezes. Claro que publicar sem pagar é melhor, você não gasta dinheiro e, na teoria, ganha (mais tarde falaremos melhor sobre isso).

Todavia, você pode achar que uma editora – que não é menos editora que as outras por ser paga – cabe perfeitamente aos seus propósitos, oferece o que é suficiente para você e você se predispõe a pagar por ela para ter seus serviços.

Editoras pagas geralmente oferecem, incluído no preço, o ISBN, ficha catalográfica, capa e diagramação, além de incluir seu livro em, no mínimo, livrarias com venda virtual (saraiva, submarino, travessa, cultura, etc). São elementos variáveis, mas o básico é isso. Algumas oferecem wallpapers do seu livro, se preocupam com toda a divulgação do seu livro e utilizam as redes sociais e blogs parceiros para fazer seu livro chegar ao máximo de pessoas possíveis.

P1020529 300x225 Como Publicar Livros no Brasil: Editoras Pagas

Trais trabalhos são custosos, logo o preço dela reflete os serviços que oferece, e você aceita (podendo, em alguns casos, incluir mais alguns ou retirar outros) e é basicamente o que você paga para ter. Muitas vezes sai mais em conta você fazer contrato com uma editora paga, que irá fazer tudo isso por um preço que pode chegar a mil e poucos reais, que fazer tudo completamente sozinho (mais caro, mais trabalhoso e mais cansativo para o autor que, naturalmente, tem que ser multiuso).

Seus custos, ao fazer livros de forma independente, são os mesmos, tirando o fato de que pessoa física não tem facilidade alguma de colocar seus livros à venda em livrarias. Contratando freelancer, você pode elaborar sua capa (por volta de R$300,00), diagramação (por volta de R$400,00) e pensar na quantidade desejada para publicação.

É bom lembrar que o livro em si não é caro. Cada livro, pensando em até 250 páginas, pode custar aproximadamente quatro, cinco reais. Dependendo da gráfica onde você vai fazer, a preferência que eu mais vejo é pedir logo mil livros. Fora que o autor será o responsável por todo e qualquer custo extra para a divulgação.

Apesar do maior controle sobre seus livros, e a certeza de receber algum retorno financeiro “imediato” (algumas editoras pagas não dão direito autoral na primeira edição, por exemplo), unir-se à uma editora paga é certamente uma opção a ser levada em conta, não somente por questão de custos como também por divulgação. Um livro sem divulgação não vai longe, a não ser em casos a parte que, creio eu, a questão maior seja de sorte.

No fim, editoras pagas devem sim ser consideradas. Procure sobre o trabalho delas, olhe de perto suas ações, e converse com autores que já publicaram por elas. Não há melhor forma de decidir se vai investir em uma editora – paga ou não – vendo o que elas estão propondo e o que é falatório e fato verdadeiro. Editoras pagas não são mais, nem menos, editoras que outras. As ações delas e o compromisso com o autor e o livro é que fazem a diferença.