drive 2011 movie 1280x800 1024x640 Crítica   Drive (2011)

Um pouco sobre o filme

Um mecânico e dublê profissional durante o dia, um piloto de fuga a noite. Essa é a história de um homem sem nome (Ryan Gosling), uma pessoa comum aos olhos da maioria, mas que vive uma vida solitária em seu pequeno apartamento. Acaba conhecendo sua vizinha Irene (Carey Mulligan), uma mulher na faixa dos vinte e poucos anos que cuida sozinha de seu filho Benicio. Uma garota frágil e meiga que parece necessitar de proteção e amor, uma alma solitária. Um forte sentimento de paixão cresce entre o dublê e Irene, só que os fantasmas do passado da jovem moça impedem que algo maior aconteça entre os dois, pois Standard (Oscar Isaac), pai de Benicio,  que esteve preso por um longo tempo, agora retorna para casa com o objetivo de reconstruir sua vida com sua família. Como nem tudo é perfeito, alguns gângsters resolvem fazer uma “visita” a Standard, para receber uma certa quantia em dinheiro que o mesmo devia. Standard recusa a oferta de roubar uma loja de penhores e pagar sua divida com os gângster e então é brutalmente espancado na frente de Benicio. O homem sem nome então decide ajudar Standard a conseguir a quantia, sendo o motorista no roubo que irá ocorrer na tal loja de penhores. Mas as coisas não ocorrem como planejado…

Uma magnífica obra audiovisual

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Sem dúvida o diretor Nicolas Winding Refn fez um sublime trabalho na produção do filme, transformando uma historia que vista superficialmente parece algo extremamente clichê, em um verdadeiro cult moderno. Existe o encaixe perfeito de todo os elementos na cena, como se fosse um perfeito panorama de um ambiente e sua situação. O diretor deu ao filme uma sensação oitentista, desde as letras iniciais da cor rosa-flamingo passando pela trilha sonora que lembra um pouco as músicas eletrônicas retro estilo europop até a famosa jaqueta prateada com um escorpião dourado nas costas.

Os personagens

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Todos os personagens  por mais secundários que sejam, exercem um papel significativo na trama. Somente sabemos sobre eles aquilo que realmente devemos saber, sem nenhum desgaste de informações adicionais inúteis.

Ryan Gosling se destaca fazendo esse papel de um homem solitário e de poucas palavras, que pensar antes de agir e só fala quando necessário. Um herói estereotipado ao estilo hollywoodiano, com um palito no canto da boca e uma pose de bad-ass, que está disposto a ajudar quem precisa. O fato do personagem principal se parecer com um “Clint Eastwood moderno” é algo positivo, é um personagem com alma e carisma colocado em um filme genuinamente artístico e não mais um genérico G.I. Joe em um “budget movie” cheio de explosões ala Michael Bay.

O que o filme nos transmite

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Por quase todo o filme, temos uma sensação de solidão quanto a vida do personagem principal, que podemos observar através de uma trilha sonora serena e cenas com poucas luzes. Assim como podemos notar a suavidade das cenas iniciais, logo somos bombardeados por cenas de exorbitante violência, algo que se encaixa perfeitamente na película.

Sem dúvida, algo que realmente vale a pena reparar é a utilização de luzes de diferentes cores, conforme acontece uma situação ou surge uma emoção nos personagens. Podemos notar cenas com predominância da cor dourada, que representa alegria, tranquilidade, paz e harmonia. A cor negra ou azul-escura, representa a solidão, tristeza, angustia e depressão. Já o vermelho é utilizado para representar momentos de extrema fúria, ansiedade e ira.

Conclusão

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Esplêndido em todos os sentidos, Drive é um filme que possui todas as peças encaixadas no lugar certo. Quem estiver esperando um filme estilo Velozes & Furiosos é melhor ir tirando o cavalinho da chuva, pois Drive possui um ritmo lento. Uma pessoa sem um pouco de conhecimento artístico ou gosto por algo novo e diferente não irá entender a premissa do filme e irá pensar que foi apenas “mais um filme de ação ruim”.

Nota final: 10/10

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