
Olá Saudosistas de plantão!
Hoje vou falar de um filme de 1974, filme este que assisti hoje (22/06/2012) no canal Max Prime e que me despertou a mesma angústia, a mesma aflição, da mesma forma que me chamou a atenção quando assisti o mesmo filme anos atrás.
O filme é Inferno na Torre, que de longe, na minha opinião, é um dos melhores filmes da safra de 70 dos filmes chamados na época de filmes catástrofes.
Vou começar destacando o espetacular elenco que conta com as brilhantes atuações de Steve McQueen, Paul Newman, Fred Astaire, Faye Dunaway, Richard Chamberlain, Willian Holden, os Roberts – Vaughn e Wagner (rsrs) além de outras feras e também a presença de O.J. Simpson neste clássico de 74.
Vamos ao filme!
Uma enorme festa com ilustres convidados, comemorando a inauguração de um arranha-céus chamado The Glass Tower, ou seja, A Torre de Vidro. Promovida pelo dono do empreendimento luxuoso, James Duncan (William Holden), tudo corre muito bem até James receber o telefonema de Doug Robert (Paul Newman) arquiteto responsável pelo empreendimento, que o informa sobre um preocupante incêndio causado pelo mal funcionamento elétrico em uma das estações de energia do complexo.
O mal funcionamento ocorreu devido o material utilizado, material este, dentro das especificações técnicas, mas de qualidade extremamente inferior ao solicitado pelas especificações apresentadas pelo arquiteto Doug Roberts. Uma forma de Duncan “economizar” uma graninha, entenda milhões de dólares.
Obviamente, o anfitrião da festa não quer perder a pompa diante de seus convidados, entre eles, o senador Gary Parker (Robert Vaughan) e mantém a festa como está. Doug, impotente diante da situação, informa o ocorrido ao Chefe do Corpo de Bombeiros Michael O´Hallorhan (brilhantemente interpretado por Steve McQueen), este por sua vez toma a decisão de comunicar o teimoso e mesquinho Duncan pessoalmente.
E a partir dai o filme desenrola, onde as proporções de perigo aumentam com os incêndios ocorrendo em diferentes locais do prédio e colocando as autoridades em estado de alerta máximo.
Os efeitos especiais são interessantes para a época e convencem. As cenas mais fortes te prendem na poltrona, pelo menos comigo foi assim, e não deixa nada a desejar aos bons thrillers de hoje, a lembrar de 2012 por exemplo.
Mas preciso dizer que hoje assistindo, vi uma cena inusitada. Em um dos momentos críticos e de desespero de uma mulher, a da imagem abaixo, ela pega fogo e, desesperada, se joga do prédio. Até ai “tudo bem”, mas porque ela tapou o nariz??? rsrs. Será que ela ia cair numa piscina? Ahh sim, a piscina do contra-regra…eu acho rsrsrs.
E assistindo a este filme, no momento de um dos resgates, do helicóptero resgatando um elevador panorâmico, vou falar, faltou o ar. É de filmes assim que eu particularmente gosto, filmes que te deixam de certa forma a “participar” do evento. Muito bom!
O filme compõe também um texto com citações de nível social e político para reflexão, o que torna este clásscio bastante interessante em todo o contexto.
Bom…a partir do momento que o pânico está instaurado, o prédio tá literalmente “pegando fogo” e as pessoas também, ai meus caros, é sentar e presenciar o desespero e nos deixar, como disse anteriormente, em ponto de reflexão. Através das lentes das câmeras, presenciamos uma tragédia extrema, mas nos mostra também que através do espírito de equipe, ser humilde e ter amor pela vida, poderemos sim mudar toda uma situação, por mais desesperadora que esta seja.
Nossa!!! Meu momento Zen veio forte agora! Rsrs
Então meus amigos, reflexões a parte, para quem não assistiu vale a pena sim, dar uma conferida.
Inferno na Torre de 1974…Filmão
Produção: Irwin Allen
Direção: John Guillermin
Trailer: