Estar meio lá e meio cá e vir falar do sumiço não muda o fato de que estive me perdendo e me achando nas linhas de um livro, lendo ou criando, pensando ou refletindo. Um livro tem sua linguagem própria, seu ar de quem sabe tudo sobre aquilo e quer passar a informação. O dia mundial do livro passou, e o que você esteve fazendo?

Queria falar um pouco dos leitores nacionais e internacionais, queria falar sobre como tem gente que às vezes vem pedir ajuda para publicar um livro e em como numa entrevista de trabalho eu disse que um sonho meu seria pegar todos os livros bons não publicados e colocá-los à venda em todo canto do Brasil para mostrar que brasileiro sabe escrever sim e que todo livro é vendável se houver um conteúdo, um início, um meio, um fim e um marketing em cima dele.

Queria gritar que é um absurdo que sequer saibam que existe um dia do livro, e que as pessoas acabam lendo um ou dois livros por ano. Livro é cultura, é entretenimento, é saber escrever direito a partir de uma leitura que também serve de ajuda na interpretação. E, caramba, tem jeito melhor de aprender português do que lendo?

Porém eu fiquei pensando comigo mesma: de que adianta tudo isso se tudo que eu for falar atingir somente aos que já leem? Eu sinto que preciso atingir mais, provar que a literatura tem muito mais a oferecer do que parece. Escolha uma literatura que te agrade, mostre porque ela te agrada, grite ao mundo que ela é a melhor literatura do mundo e junte mais fãs ao clube.

Ler faz bem. Ao português, à nossa vida, à alma. Vamos ler mais?