[Botão Solitário] Pitfall (Atari)

É possível não morrer no escorpião?

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Um amigo meu da escola sempre dizia pra todo mundo a seguinte afirmação: “Após pegar as manhas e treinar muito eu nunca mais morri no escorpião!”

Essa é uma das perguntas que sempre me intrigava nesse game, eu até posso concordar que nos jacarés isso pode ocorrer (não morrer). Afinal os jacarés estão parados e jogando o Pitfall hoje em dia eu pude perceber que nessa parte basta ter um pouco de paciência para não se jogar na boca dos jacarés, mas e o escorpião?!?!

Esse é diferente, ele está sempre em movimento e parece que apenas no primeiro pulo ele fica parado e já nos outros pulos o bicho resolve sacanear e vira pro outro lado pegando o seu personagem antes dele tocar no chão. Por isso eu resolvi tirar ele da gaveta e relembrar na nossa coluna Botão Solitário.

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O game e a história:

Um jogo dos primeiros games de plataforma que surgiu no Atari e um dos que fez mais sucesso, nele o seu personagem Harry que é um explorador, no melhor estilo Indiana Jones e tem que recuperar 32 tesouros perdidos pela floresta em um tempo determinado. Um dos grandes diferenciais desse game é que você pode começar o jogo indo para a direita (o comum nos games side scrolling) ou indo para a esquerda.

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Gráficos e som:

O jogo se passa na floresta que é bem representada através das árvores e animais que aparecem pela fase. Esse game costuma destoar da maioria dos games do Atari, justamente pelas suas cores claras. Se você está acostumado a jogar Atari, deve se lembrar de que a maioria dos games tem como fundo de tela um imenso preto e em Pitfall é tudo “claro” e colorido (na medida do possível é lógico).

O som também tem uma boa evolução em relação aos games daquele console, ele não tinha trilha sonora, mas os efeitos sonoros são marcantes, entre alguns deles eu destaco dois: o efeito quando o Harry pula em um cipó para atravessar o lago de jacarés, onde ele solta um grito de Tarzan, e o macabro som que o game faz quando o Harry morre em alguma situação no game.

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Desafio e jogabilidade:

Já estamos cansados de saber que o Atari conquistou muitos jogadores graças ao belo desafio cativante dos seus jogos, com Pitfall não era diferente. A simples jogabilidade, andar e pular, faz com que qualquer pessoa possa se arriscar nesse game, mas só os mais habilidosos e principalmente os mais pacientes é que irão conseguir ir adiante.

Dois momentos mais difíceis desse jogo já foram citados no inicio desse texto (pular o escorpião e os jacarés), mas o lago que abre e fecha também levava muitas vidas embora.

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Conclusão:

Um jogo que marcou a vida do console e de muitas pessoas, Pitfall teve boas continuações e remakes em outros consoles, mas ninguém esquece a sua origem. Esse jogo é sem duvida o meu Top 3 do Atari e merece ser conhecido e desbravado por quem nunca jogou.

Minha nota para Pitfall é 9 de 10.

E se você também conseguia passar pelo escorpião sem morrer escreva lá nos comentários.

Se você curte jogos antigos, visite as colunas Botão Solitário (Atari), NEStalgia (Nes) e 16 Bits Fever (Mega/Snes)

Até a próxima e bons jogos.

Fui pro game…

 

Curiosidade:

Os games para o console Atari tinham excelentes comerciais de TV, o Pitfall foi um dos que mais comerciais teve, sendo que em um deles o ator Jack Black aparece (ainda criança) falando do game. Porém o comercial que eu mais gosto do Pitfall é esse ai embaixo.

 

Comercial Pitfall:

Comercial do Pitfall com Jack Black:

Comercial da Actvision do Pitfall e Keystone Kapers:

Leandro Vallina
Formado em Comunicação Social. Tem como prioridade na vida cuidar da filha, jogar videogame, alimentar e passear com os cachorros, alimentar e passear com a esposa e jogar mais um pouco de videogame.

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