O Hobbit – A Desolação de Smaug – Crítica

Como grande fã do Hobbit eu fiquei satisfeito com Uma Jornada Inesperada, que mesmo com várias mudanças no roteiro soube trazer toda a essência do livro. E agora depois de toda a expectativa, A Desolação de Smaug traz a segunda parte da aventura de Bilbo e companhia.

Poster_F&G

No primeiro longa, muita gente reclamou do início do filme, que só depois da primeira hora que realmente começava a engrenar. O segundo já começa no ritmo acelerado que vimos no final do primeiro, com Bilbo (Martin Freeman), Gandalf (Ian McKellen), Thorin (Richard Armitage)e os outros anões em várias sequências de ação desde os minutos iniciais.

Algumas das melhores cenas de ação do filme são as protagonizadas por dois personagens que não fazem parte da obra original, Legolas (Orlando Bloom) e Tauriel (Evangeline Lilly). Os elfos foram introduzidos para ditarem um ritmo mais acelerado para algumas cenas, e eu digo que elas funcionam muito bem. Admito que fico um pouco incomodado com o romance que será desenvolvido entre a Tauriel e Kili, algo que diminui um pouco o significado da amizade Legolas/Gimli que acontece na trilogia Senhor dos Anéis.

E por falar em não fazer parte da obra original, os fãs que reclamaram nas alterações do primeiro que se preparem, A Desolação de Smaug traz muitas mudanças em relação ao livro. Tá bom, admito que esperava ver algumas passagens do livro fiéis no filme, como por exemplo, a cena dos barris ou a das aranhas, mas as alterações no roteiro não diminuíram em nada a experiência do longa, pelo contrário, eles trouxeram uma visão totalmente nova de uma das minhas obras favoritas.

E já que eu citei alguns personagens, deixe-me falar um pouco daquele que todos nós ansiávamos por ver: Smaug, O Terrível (Benedict Cumberbatch). Eu esperei por 11 anos para ver o Dragão mais icônico da literatura no cinema e digo que ele é definitivamente o dragão mais bonito que eu já vi na vida (aceito estatuetas, pôsteres e afins). E não é só sua beleza que chama a atenção, toda a personalidade e imponência de Smaug que notávamos no livro estão presentes no filme.

O design da película continua impecável não só em relação ao dragão, o cuidado para nos transportar de volta à Terra-Média vai desde as roupas dos personagens até os cenários. Ah, os cenários… Tudo ficou magnífico, seja a cidade do lago, a floresta das trevas ou, é claro, Erebor, a cidade dos anões que está maravilhosa, é difícil tirar os olhos dela.

A trilha-sonora continua a cargo de Howard Shore, que traz uma trilha épica que ajuda a aumentar ainda mais a imersão naquele mundo fantástico. Embora eu tenha achado a música tema do filme I See Fire do cantor Ed Sheeran meio deslocada do filme.

Novamente devo dizer que mesmo com as quase 3 horas de duração, A Desolação de Smaug tem um bom andamento, mas se arraste em alguns momentos, mas conclui bem e deixa um belo gancho para o capítulo final da franquia.

O Hobbit: A Desolação de Smaug diferente do seu antecessor, trouxe um roteiro mais adulto, mas sem deixar a fantasia que conquistou os leitores do livro, ao mesmo tempo que apresenta elementos novos e atraentes a essa história tão conhecida.

Nota do Autor: 7.5
Nota do público:(2 votos) 5.2
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Sinopse:

O segundo filme da trilogia que adapta a obra-prima O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, “O Hobbit: A Desolação de Smaug” continua a aventura do personagem Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) e sua jornada com o mago Gandalf (Ian McKellen) e treze anões, liderados por Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage) em uma missão para reaver o reino anão de Erebor.

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Guilherme Vitoriano
Devorador de Livros e Quadrinhos, domador de jogos.e Nerd assumido. Apreciador de uma boa música e apaixonado por suas meninas.

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