Terror no Pântano (Hatchet, 2006) – [Scary Shit]

O primo pobre do Jason Voorhees também é muito divertido

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A história você já conhece, um garoto nasce deformado em uma cabana afastada, é humilhado por todos e cresce (cresce até demais) isolado do mundo. Morre em um trágico acidente mas volta para se vingar matando de formas extremamente violentas e criativas os turistas que visitam a região.

Hatchet1Não, não estamos falando da série de filmes Sexta-Feira Treze, que teve no personagem Jason Vorhees (a partir do segundo filme) um serial Killer pra lá de carismático.

“Terror no Pântano”, ou “The Hatchet” (no nome original em inglês, que poderia ter sido bem traduzido por “Machado”) é um filme de 2006, portanto bem mais recente que sua óbvia inspiração, dirigido por Adam Green (um diretor inexpressivo que fez também suas duas continuações e o interessante “Pânico na Neve”)

 

No filme conhecemos Ben (Joel David Moore, que esteve em Avatar mas ninguém vai se lembrar dele) como o protagonista do filme, com cara e atitudes de um verdadeiro bobão, ele viaja com amigos para o “Mardi Gras” em New Orleans, uma festa estilo carnaval onde a tradição diz que as mulheres devem mostrar os peitos quando solicitado (por essas e outras que eu sou um cara tão tradicional).

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É claro que o diretor se aproveita desta tradição para jogar em tela algumas dezenas de seios de todos os formatos e tamanhos logo no inicio do filme e manter a garotada ligada.

O Objetivo de Ben com a viagem é esquecer um recente relacionamento que acabou mal, mas ao invés de passear pelas ruas e apreciar os seios à mostra, ele prefere se inscrever em um passeio noturno de barco pelo pântano, que diz a lenda, é assombrado por um certo Victor Crowley.

Lá eles se juntam a um casal de velhinhos, duas gostosas genéricas e o diretor de um filme no estilo “Girls Gonne Wild”, além de uma garota misteriosa, que parece ser a única ali que acredita na lenda do assassino do pântano. Ou seja, temos todos os estereótipos de vítimas possíveis, as gostosas que aparecem peladas e fazem perguntas idiotas, o engraçadinho que sempre solta uma pérola até nos momentos mais tensos, o sem noção que sempre faz uma besteira e coloca todos em perigo e os pobres velhinhos. Carne fresca e em abundância para a diversão do público e, principalmente, do maníaco assassino.

O “background” de Victor Crowley por sua vez é bem mais elaborado que o de Jason, quando a lenda é contada descobrimos que ele foi morto pelo próprio pai em um terrível acidente que chega a emocionar. Além disso, Victor não faz questão de usar máscara ou se esconder nas sombras, aqui é cara deformada (e com  uma bela de uma marca de machado no meio da fuça) na tela o tempo todo.

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Victor Crowley

Mas quem assiste a este tipo de filme não está esperando conhecer a profunda história por trás do assassino, quer ver mesmo é sangue rolando e, neste quesito também, o filme não decepciona em nada.

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O nerd bobão e a gatinha misteriosa

Daí pra frente não há muito mais o que acrescentar à trama. É claro que Crowley aparece e começa a matar uma a uma, todas as pessoas das formas mais violentas e divertidas possíveis. E o principal, no melhor estilo anos oitenta não temos em “Hatchet” absolutamente nenhuma cena com CGI, é tudo na base dos efeitos práticos, com muita borracha sendo rasgada e muita tinta vermelha espalhada pra tudo que é lado.

Se “Terror no Pântano” tivesse sido lançado em meados dos anos oitenta, possivelmente Victor Crowley seria hoje um ícone, quase com o peso de Jason, mas o cinema de horror mudou muito e o filme acabou não fazendo todo o sucesso que faria em outra época, apesar de não ter sido considerado um fracasso, tanto que gerou duas continuações.

Didi Mocó não faria melhor

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Vale muito a pena para os fãs dos slasher’s oitentistas que certamente vão se divertir lembrando do tempo em que o cinema de terror era, antes de assustador ou grotesco, muito divertido.

Uma outra evidencia de que o diretor quis fazer uma grande homenagem ao terror dos anos oitenta é que a primeira pessoa que aparece em tela é ninguém menos que Robert Englund (o eterno Freddy Krueger), como um caçador de crocodilos que acaba sendo a primeira vítima de Victor Crowley. Além dele o Sr. Tony Todd, mais conhecido como Candyman, também empresta seu rosto manjado de “Candyman” para “Hatchet” como um dos comerciantes do local.

Veja sem medo…quer dizer, divirta-se com medo…sei lá.

Trailer legendado:

 

Mais imagens:

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Como não gostar deste filme?

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Não é um remake, não é uma sequência e não é baseado em um filme japonês

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Mau Franco
Formado em ciências da computação e pós-graduado em administração e gerenciamento de projetos, trabalha 9 horas por dia em uma grande empresa. O pouco tempo que lhe resta é passado com sua esposa, filhos, cachorros, alguns poucos games e algumas centenas de filmes.

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