Divergente (Divergent) – Crítica

O que você vai querer ser quando crescer?

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Essa é a premissa do filme Divergente que é um best-seller da escritora Veronica Roth. Assim como as outras sagas juvenis (Crepúsculo, Jogos Vorazes, Dezesseis LuasInstrumentos Mortais e A Hospedeira) este filme segue a mesma linha, onde uma garota terá que confrontar a sociedade para conseguir ficar com o seu grande amor (ou apenas sobreviver).

Existe um incrível preconceito sobre essas sagas que acabaram criando um novo gênero de filme, também não sou muito fã desse tipo, mas reconheço que ele existe e faz muito dinheiro, e também reconheço que alguns são bons… outros são péssimos.

É claro que após ver o trailer eu já fui com umas cinco pedras em cada mão achando que o mesmo seria uma colcha de retalhos de todos esses outros mencionados, mas com o decorrer da sessão aos poucos as pedras iam caindo no chão. Calma que o filme não é “mil maravilhas”, mas pelo menos supera alguns desses citados (principalmente o fraquíssimo Instrumentos Mortais).

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Já assumo que não li o livro por isso não irei ficar fazendo comparativos com a história original. O filme mexeu comigo da mesma forma que irá mexer com o público normal (não os fãs da autora). Até porque a ideia de se fazer um filme sobre um determinado livro não é agradar fãs da escritora e sim trazer um novo público para os trabalhos dela.

O filme tem uma história bem bacana onde os países entraram em guerra e algumas comunidades acabaram se isolando do resto do mundo, desta forma os habitantes de uma cidade se isolaram e dividiram seus membros em cinco facções para assim conviverem em harmonia.

As facções são:

Abnegação (Abnegation – The Selfless)

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Aqueles que culparam o egoísmo pelas guerras criaram Abnegação.

“Livre-se de qualquer vaidade é vá cuidar do próximo.” É mais ou menos esse o lema desse grupo que não tem espelhos em casa, andam pelas ruas vestindo roupas cinza afim de não se destacar na multidão e apenas ajudar o próximo. Os que não têm cobiça pelo poder ou corrupção são os mais indicados para governar a sociedade naquele momento.

Audácia (Dauntless – The Brave)

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Aqueles que culparam a covardia fundaram a Audácia.

Jovens rebeldes praticantes de Parkour são a polícia do momento, sem medo e com treinamentos retrógrados dos antigos exércitos, a Audácia é formada por jovens que querem viver a adrenalina e defender sua sociedade com os punhos, apenas não tem o discernimento para saber qual lado defender.

Erudição (Erudite – The Intelligent)

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Aqueles que culparam a ignorância se tornaram Erudição.

Os cientistas são responsáveis pelas incríveis descobertas que fazem o homem sobreviver nos mais difíceis habitats. Aqueles jovens que se julgam inteligentes o suficiente para não precisarem defender os seus pontos com punhos e sim com pensamentos, estão na Erudição.

Amizade (Amity – The Peaceful)

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Aqueles que culparam a agressão formaram Amizade.

Os hippies também tem lugar na sociedade. São pessoas do bem que não querem saber de confusão, e caso a confusão esteja por perto eles são os caras do “deixa disso” e vão logo apartando a briga.

Franqueza (Candor – The Honest)

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Aqueles que culparam a duplicidade criaram a Franqueza.

“O que é certo é certo. Mas caso você esteja se achando enganado, a gente arruma um belo advogado para defender a sua causa. Afinal, sejamos francos…” Esse poderia ser um dos discurso dos membros dessa facção.

Ao completar 16 anos o jovem é obrigado a escolher uma facção, primeiro ele passa por um teste onde descobre em qual facção ele se encaixa melhor, mas existem alguns que não conseguem passar nesse teste, esses são considerados os Divergentes.

É muito bacana ver que mesmo as facções atuando ainda assim temos os abandonados (mendigos).

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Enquanto somos apresentados a aquela realidade, tudo é divertido e curioso, mas o filme começa a mostrar pra que veio quando se aprofunda no drama da divergente Tris (Shailene Woodley) que era da Abnegação e tenta migrar para a Audácia.

Ao contrário de Kristen Stewart (Bella), Shailene tem atitude, não só na personagem mas até a atriz que chegou a criticar corajosamente a mensagem perigosa que Crepúsculo passava nos primeiros filmes (se você não conseguir o seu amado não tem o porque viver, quase um incentivo ao suicídio). E a personagem Tris é bem resolvida e tem um carisma que vai conquistar o público. No início do filme dá pra entender bem a personagem e acabamos torcendo por ela ao acompanharmos o tenso treinamento dos novos integrantes na Audácia. Como estranhamente dentro da facção existe disputas, vemos as panelinhas se formarem e as inimizades são feitas. Não sei como foi o livro, mas nessas horas temos algumas boas cenas de luta entre a Tris e seus companheiros. Mas tenho certeza que o livro deve ser bem mais detalhista no treinamento, até porque temos a impressão que ela treinou um final de semana e já tá outra mulher.

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A produção alegou publicamente que não iria fazer o filme mais violento para não precisar entrar em uma classificação etária mais forte. Mas posso afirmar que a Tris toma umas boas bolachas.

Quando a guerra de poderes se desabrocha é que começamos a conhecer os personagens e passear pelos cenários bem elaborados. Nessas horas deu até pra lembrar um pouco do visual de The Last of Us. A trilha sonora também esta bacana e da um toque estimulante nas horas necessárias.

O ritmo do filme é bom, já que consegue explicar rapidamente as facções e como elas vivem, nós conhecemos também Four (Theo James) que é o mentor de Tris, o casal até que tem um carisma, mas confesso que é mais gostoso ver os dois no flerte inicial do que no final do filme, onde parece que o carisma deles cai.

Outro conflito legal que o filme apresenta é o “facção antes do sangue” e a personagem por várias vezes é obrigada a escolher entre a facção ou a família.

Infelizmente o filme tem uma resolução rápida e manjada para a vilã fraquinha da história, mas o enredo é tão bacana que eu acho que os próximos filmes vão dar uma bela melhorada nos personagens, lembrando que esse é apenas o primeiro de uma série. Insurgent que já começa a ser rodado em Maio e tem lançamento previsto para Março de 2015 e Allegiant será lançado em Março de 2016.

Minha nota para Divergente é 7 de 10, e sim, eu esperava dar uma nota bem menor para esse filme. Acredito que os fãs do livro irão dar notas maiores já que vão ver a obra da autora ser representada de forma respeitosa.

Sinopse:

Em uma Chicago futurista, onde as pessoas estão divididas em cinco facções com base em suas personalidades, uma adolescente descobre que ela é divergente — uma pessoa que não se encaixa em qualquer uma das facções — e logo descobre segredos em sua sociedade aparentemente perfeita

Saindo do Cinema:

Trailer:

Galeria de fotos:

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Leandro Vallina
Formado em Comunicação Social. Tem como prioridade na vida cuidar da filha, jogar videogame, alimentar e passear com os cachorros, alimentar e passear com a esposa e jogar mais um pouco de videogame.

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