Guacamelee! – Análise (PS3, Xbox360)

Os estúdios “indie retro” e seus lindos jogos.

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Praticamente de três em três meses somos surpreendido com um novo game indie. Por mais que as superproduções como Destiny, The Last of Us ou Watch Dogs também tenham seus méritos, são games como Aritana entre outros que estão se destacando com cada vez mais força no meio dos jogadores.

Guacamelee! é o game da vez, um jogo indie com uma boa pitada de humor e que levou novamente o termo MetroidVania (Metroid + Castlevania) aos quatro cantos das redes sociais, afinal essa é a classificação ou gênero em que estão enquadrando o game.


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A história e o game:

DrinkBox é o pequeno estúdio responsável por Guacamelee. No jogo você controla Juan, um simples mexicano que tem a missão de salvar a filha do presidente, sua “namorada”, que foi sequestrada e levada para o mundo dos mortos por Carlos Calaca. Logo no início da jornada Juan acaba se encontrando com o vilão que o mata. No mundo dos mortos Juan encontra uma máscara de um antigo Luchador (lutador de luta livre) e com isso ele consegue reviver e passear entre os dois mundos conquistando poderes e golpes especiais para facilitar a sua jornada.

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O game segue o gênero side-scrolling dos games de 8 e 16Bits, com muita (mas muita) plataforma e vários inimigos na tela. Uma pequena inserção de RPG talvez seja o grande diferencial desse game, já que além de comprar poderes, golpes e energias extras. Você também pode voltar a qualquer uma das cidades e resolver pequenas missões entre os habitantes, afim de ganhar recompensas.

Gráficos e Som:

Um game com cores vivas, mas gráficos pobres, os cenários de fundo relembram bons clássicos do passado, mas não parecem dessas últimas gerações, é claro que a falta de cenários em HD não atrapalha a qualidade do game mas deixa-o, neste quesito, abaixo de inúmeros games indies feito com mais capricho no visual (como Braid).

Na parte sonora a trilha mexicana é alegre e combina perfeitamente com o clima do game. Por mais que pareça se repetir quase que durante o game inteiro, sofrendo pequenas variações entre algumas fases.

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Jogabilidade e dificuldade:

Simples e intuitivo. O game começa com apenas dois botões de comando a serem usados, pulo e soco, isso facilita muito a interação do game com os jogadores inexperientes, mas não se engane pois ele começa a ficar cada vez mais difícil.

Conforme o seu personagem vai evoluindo (quebrando estátuas) novos golpes são aprendidos, outro botão é inserido na jogatina. As lojas espalhadas pelo game também oferecem a chance de deixar o personagem mais forte, com mais energia e com capacidade de dar mais golpes especiais em menos tempo. Porém com tantos poderes podemos até nos achar invencíveis aos inimigos, e na verdade os inimigos são os que menos irão te atrapalhar na jornada. O que irá te deixar maluco e, se bobear te fazer desistir, são os desafios em plataforma que o game vai te mostrar.

Você deve passar se agarrando nas paredes sem tocar nas engrenagens vermelhas

Você deve passar se agarrando nas paredes sem tocar nas engrenagens vermelhas

Além de você ter que decifrar por qual caminho passar por telas rodeadas de espinhos com paredes que se movem, você também terá que ser rápido e certeiro nos controles, já que os golpes especiais aprendidos no decorrer do game (esquiva, uppercut, etc) serão essenciais para atravessar esses pontos.

Conclusão:

Um game que começa divertido pra todos, porém são poucos que irão conseguir terminar, indo na contramão dos games atuais, Guacamelee desafia a paciência e o reflexo do jogador até as últimas consequências.

Esse game representa exatamente o lema dos retro-gamers: “Não precisamos de bons gráficos, apenas de bons e desafiantes jogos”.

Nota do Autor: 9
Nota do público:(3 votos) 9.8
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Assista o vídeo abaixo com nossas primeiras impressões do game.

Gameplay:

Leandro Vallina
Formado em Comunicação Social. Tem como prioridade na vida cuidar da filha, jogar videogame, alimentar e passear com os cachorros, alimentar e passear com a esposa e jogar mais um pouco de videogame.

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