Kate & Leopold – Crítica

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Kate & Leopold é um daqueles romances sessão da tarde, cheio de clichês bobos e de cenas previsíveis, mas foi justamente isso que me fez amá-lo, tanto que é o romance que assisti mais vezes – me perdi depois da 10ª. Pra quem não era fã desse gênero, sempre colocando a língua pra fora quando via algum romance achando tudo muito nojento, apaixonar-se por um filme que não muda sua fórmula foi algo engraçado.

A história gira em torno de Kate, uma mulher do século XXI, que se veste e age como um homem. Essa é sua armadura, fingir que é forte e mostrar pro mundo que ela pode sim se tornar o que tanto lutou durante anos. Trabalhando numa empresa de marketing e há anos tentando galgar a maior posição dentro da empresa, ela veste a armadura sempre que está na frente dos outros, principalmente de seu chefe.

O outro ponto da história fala de Leopold, um lorde do século XIX que precisa urgentemente se casar com uma mulher rica e retomar o poderio de sua família, caso não faça isso, corre o risco de perder todas as mordomias que obteve durante toda uma vida. E, claro, ele poderia se casar com qualquer mulher que desejasse já que Leo tem uma beleza extraordinária (ele é interpretado por Hugh Jackman).

Esses dois mundos se cruzam quando o ex de Kate, Stuart, descobre uma fenda no tempo-espaço e, sem querer, traz Leopold para os dias atuais. E já sabemos o que acontece: Kate com seu jeito defensivo tenta não se envolver com o Lorde, mas acaba caindo em seus encantos e… Os dois se apaixonam, como é de se esperar em todo romance. Mas é bonito o modo como eles ficam juntos, o modo como ele tenta conquistá-la com todo o romantismo que era característico do século XIX e é isso que torna o longa maravilhoso. A cena em que ele contrata um violista e compra flores para o jantar dos dois é, com certeza, uma das que mais tocam, justamente porque as pessoas não prezam mais essas simples atitudes, não estou generalizando, mas é perceptível como os casais se tornaram “secos” uns com os outros.

As histórias paralelas, de Stuart e do irmão de Kate, Charlie, também são muito interessantes, principalmente a do ex, que é considerado louco e acaba num manicômio (sei a cena da fuga de cor).

Enfim, o filme é bem bobinho e cheio de coisas românticas, mas é o melhor romance que vi até hoje, e isso já conta por aí uns 9, 10 anos. Pra quem gosta do gênero, vai adorar ver dois mundos misturados e ver como pequenos detalhes cheios de romantismo fazem a diferença.

Nota do Autor: 10
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Stefanny Oliveira
Formada em Letras Língua Portuguesa, faz Jornalismo e é viciada no Twitter. Vive nos cinemas e adora dar uma de crítica profissional. Assiste mil séries ao mesmo tempo e sempre tem um comentário na ponta da língua para cada uma delas. Nerd assumida e tudo por culpa do Tony Stark. Ama música e sempre está com seus fones de ouvido pra onde quer que vá. Ouve principalmente Indie Rock e odeia quem comete o homicídio de seus ouvidos.

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