Mass Effect – [IDKFA]

Fazia muito tempo que eu não jogava RPG. Na verdade tenho de fazer uma diferença prática aqui, fazia muito tempo que eu não jogava RPG japonês e, até onde eu me lembro, o único RPG americano que eu já tinha jogado fora Shadowrun para o SNES e nunca havia gostado de Diablo.

Feita a pequena enrolação inicial, desde Final Fantasy XII, creio que em 2006, Kingdom Hearts e The World Ends With You, eu não havia dedicado muito tempo para jogar quaisquer tipos de RPG’s que foram lançados daquela época até 2010. Foi então que eu ouvi falar de Mass Effect e aquilo me abriu os olhos.

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Tudo que fora mostrado nos trailers, desde a história que queria ser contada, a trilha sonora e os gráficos incríveis, me chamara a atenção, e não tinha como não chamar. Vários elementos de seriados e filmes de ficção científica de sucesso estavam ali. Guerra nas Estrelas, Jornada nas Estrelas, Babylon 5, FarScape, entre outros estavam bem sumarizados nos parcos minutos de trailer mostrados na E³ daquela época e, depois, ao ler a história, vi que ali tinha algo muito bom.

Para quem não conhece segue o enredo do jogo:

O jogador assume o papel de Shepard (Primeiro Oficial do Capitão Anderson na nave Estelar Normandia – pertencente a Aliança Terrestre: Organização que responde por toda a humanidade em assuntos interplanetários).

Shepard é designado para uma missão onde precisa encontrar um dispositivo proteano milenar em uma colônia humana: Primeiro Eden (Eden Prime), que pode ser a chave para o desenvolvimento de novas tecnologias. Ele é supervisionado por um turiano chamado Nihlus (um agente dos Espectros), para mais tarde fazer parte do mesmo. Com um pequeno time, Shepard acaba em uma situação tensa em Primeiro Eden, depois que Nihlus é abatido por outro Espectro turiano, Saren, que tem seus próprios objetivos em relação ao artefato. A traição do agente acaba criando uma crise diplomática. O Conselho entra em choque com a Aliança Terrestre e, em especial, com o protagonista, que precisa encontrar provas para fundamentar as acusações. Além de descobrir o que há por trás das intenções de Saren e quais segredos o item alienígena guarda. Shepard deve se relacionar com vários indivíduos – alguns que se juntarão a ele em sua jornada – e explorar vários planetas à procura de pistas.

Dito isto, vemos que Mass Effect não é apenas mais um joguinho, mas uma forma interativa de contar uma história que iria evoluir a cada minuto dentro do jogo. Particularmente falando, apesar do fim meia boca do terceiro Mass Effect, todo o resto foi conduzido de forma quase que impecável.

Os gráficos deixam os olhos bem cheios com a quantidade de detalhes que o pessoal da Bioware fez para com o jogo. Cada cenário tem uma especificidade e que traduz de forma bem trabalhada o que a equipe do jogo queria passar ao jogador. Os personagens são bem trabalhados e com inúmeros detalhes, estes melhorados no segundo jogo, assim como a movimentação dos mesmos que são bem fluídos.

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A trilha sonora, então, nem se fala. Parece que o jogador está num filme e a ambientação ajuda muito isso. Meu único porém é com a jogabilidade. Ou foi falta de costume meu ou por qualquer outra coisa, mas o H.U.D de decisão e estratégia do jogo é completamente confusa a priori e tive de reiniciar várias partidas por conta de um erro estratégico qualquer, mais por conta de um clique errado do que qualquer outra coisa, este problema foi sanado no segundo jogo.

Apesar disto, Mass Effect, seja só um jogo, ou todos os três, é um título que vale a pena ser jogado. De vez em quando aparece em promoção no Steam e no Origin e quando tiver bem barato, comprem, porque compensa.

O jogo foi lançado para XBoX 360, PC e PS3.

Daniel G. Fernandes
Este ser é um viciado em games, sejam de consoles, sejam de PC's e tem uma paixão arrebatadora em Tecnologia, aficcionado em filmes dos anos 1980 e 1990, ele pode não se lembrar o nome do diretor, do filme ou do ator, mas quando tem opinião ele fala mesmo! SegaManiaco de Coração, ele também bate ponto nos sites Gamehall, Marketing & Games, Blast Processing, Brazuca Gamer e Comunidade Mega Drive!

Daniel G. Fernandes publicou 48 posts. Veja outros.

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  • mau_franco

    Me parece um daqueles jogos com curva de aprendizado monstruosa…
    Daqueles que vc tem que jogar umas 30 horas só pra “dar uma chance” ao jogo…
    Ainda não comecei por preguiça.