O Quarto Poder – 1997 (Mad City) – [Túnel do Tempo]

Olá saudosistas de plantão!

O filme que comentarei neste post tem um enredo simples em minha opinião, mas com uma mensagem forte que nos deixa fadados a muitas reflexões.

O filme é O Quarto Poder – Mad City – 1997

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Vamos lá!

Max Brackett (Dustin Hoffman) é um repórter que está à beira da decadência. Em meio a matérias sem muita expressão, se vê realizando mais uma delas, agora sobre um problema financeiro de um museu daquela cidade. Neste dia, Max é surpreendido pela invasão de um ex-segurança do museu que faz dele, da administradora do museu e de uma professora que fora visitar o local com várias crianças, seus reféns.

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Sam Baily (John Travolta) é o ex-funcionário que em um momento de desespero tem a infeliz ideia invadir o museu com uma espingarda e uma bolsa com explosivos e tem como foco a administradora, responsável por sua demissão.

Sam mostra não ter tato sequer para ser um terrorista, bandido ou sequestrador. O cara aparentava ser uma pessoa pacata, um pai de família que se dedicava ao extremo para manter sua família e seus benefícios seguros enquanto era funcionário do museu.

Ao perder o emprego Sam perde o controle e invade o museu com o objetivo de assustar e se fazer ouvir pela administradora, porém durante a infeliz empreitada, acontece o inesperado, Sam sem querer dispara a arma e acerta um tiro no seu colega de trabalho que é socorrido pela assistente de Max Brackett.

Durante o ocorrido, Max vê a chance de ter um grande furo de reportagem e percebendo que Sam não era uma pessoa má, começa um plano para dar uma guinada na carreira. Assim, propõe a Sam que o deixe ajudar utilizando todas as ferramentas da mídia a favor dele. É claro que Max não quer ser só o mocinho tentando ajudar Sam, quer também, dar um rumo em direção ao estrelato jornalístico e assim começa a orientá-lo e também a articular uma pauta sensacionalista.

Max consegue uma entrevista com Sam ao vivo para que ele diga o real objetivo daquela ação, logo o assunto toma proporções imensas e a popularidade de Sam cresce positivamente a cada minuto. Como esperado a notícia se espalha e outras emissoras vão até o local para cobrir o evento do momento. Pronto… o circo está montado.

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No meio disso tudo entra no circuito um ex-colega de trabalho de Max, Kevin Hollander (Alan Alda), âncora da emissora para a qual que Max tenta retornar. O cara esbanja insensatez e arrogância e pede para que Max arrume uma entrevista com Sam a todo custo. Como isso não acontece, o arrogante âncora faz o caminho inverso e de posse de uma ilha de edição e equipe faz o que bem deseja para seu bem próprio e começa criar uma imagem ruim para Sam. É a manipulação da verdade para objetivar seu sucesso a todo custo. Outras emissoras também fazem especulações e tornam a situação para Max e Sam quase que insustentável, até que acontece algo para desmoronar de vez a situação de Sam, seu colega de trabalho morre no hospital por não resistir aos ferimentos.

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Se o circo já era uma loucura, agora não poderia ser pior. Agência de investigação de um lado, a polícia local de outro, emissoras de TV vindo de todos os lados, a família de Sam sendo pressionada, articulações sendo feitas, opinião pública aflorando de tudo quanto é forma, enfim, uma confusão generalizada.

Mas o interessante deste filme é ver como as coisas vão acontecendo e como são criadas as situações e quais são seus resultados. Chega a dar certa angústia em minha opinião.

Com um desfecho inesperado, o filme O Quarto Poder realmente vale a pena ser visto.

O Quarto Poder – Mad City
Direção: Costa Gravas
Ano: 1997

Julio Cesar
Administrador de empresa. Nas horas vagas curte um bom game e curte assistir juntinho com a esposa dezenas de filmes por semana. Gosta de instrumentos musicais como contra-baixo, sitar indiano e percussão. Seu maior objetivo como gamer é, um dia, ou em alguma galáxia distante, detonar Shadows of the Colossus!

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  • Marcelo Chaves Goncalves

    Cara esse filme é muito bom e gostei deste post. Outro filme que curto com uma temática parecida (manipulação da midia) é o “Mera Coincidência (Wag the Dog)”