Smurf – Rescue in Gargamel’s Castle – Atari [Botão Solitário]

O Atari e os seus clássicos.

Uma das qualidades dos jogos do Atari era a inovação, lembrando que naquela época, após o estrondoso sucesso de Pac Man os produtores de jogos só queriam lançar “Pac Mans genéricos”, por esse motivo quando vemos um game inovando em alguma coisa temos que elogiar, ainda mais se é um game divertido como foi o Smurfs – Rescue in Gargamel’s Castle que lembraremos hoje na coluna Botão Solitário.

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O jogo:

O desenho dos azuizinhos já era sucesso na TV quando foi lançado o game, e nele um Smurfs precisa sair da sua casa na Vila dos Smurfs, percorrer a floresta e todos os males que ela esconde até chegar a casa do Gargamel e conseguir salvar a Smurfette.

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Assim como Bobby is Going Home, esse jogo também tinha uma pegada Mario, ação em side scrolling.

Gráfico e Som:

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A paleta de cores do Atari era muito restrita, por isso quando eu via algum jogo que fugia do padrão fundo preto já era um grande motivo para deixar me animado. Apesar de ser tudo quadradão (como na maioria dos jogos) os cenários eram bem fáceis de entender, principalmente os inimigos. É claro que muitas telas se repetiam, mas já estávamos acostumados com isso então o que importava era o fator diversão.

Um dos poucos jogos que tinha trilha sonora, já que a maioria era apenas composta de efeitos sonoros, e nesse game podíamos identificar três músicas diferentes: A da fase normal, a da tela da aranha e ao salvar a Smurfette.

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Jogabilidade e desafio:

Como em quase todos os jogos de Atari, aqui o que conta é saber apertar o botão no tempo exato, na verdade o grande desafio do jogo é esse. Você não pula ao apertar o botão e sim ao colocar a alavanca do controle pra cima, mas na primeira vez que segurar ele vai pular apenas no mesmo lugar (e baixo), na segunda vez é que o pulo será alto e pra frente. Isso transforma esse game infantil em algo extremamente desafiador.

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Diversão:

Sempre que você ver alguém falar que se divertia muito com o Atari, lembre-se que naquela época esse era o único entretenimento eletrônico disponível. E como era gostoso jogar esses games simples. Afinal a dificuldade de muitos deles eram incríveis, a ponto de existirem várias lendas urbanas do tipo: Dei 10 voltas no Enduro e apareceu um super troféu na tela inteira, terminei River Raid e apareceu os créditos finais, ou então, salvei a Smurfette 5 vezes e apareceu o gato do Gargamel.

Saber se essas lendas eram verdades ou não era parte da diversão.

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Minha nota para Smurfs é 8 de 10 (já inserido o fator nostalgia é claro).

Gameplay:

 

 

Se você curte jogos antigos, visite as colunas Botão Solitário (Atari), NEStalgia (Nes) e 16 Bits Fever (Mega/Snes).

E ouça aos podcast que gravamos desses consoles clássicos.

FGcast Atari AQUI.

FGcast Mega Drive AQUI.

FGcast Nintendinho AQUI.

Até a próxima e bons jogos.

Fui pro game…

Leandro Vallina
Formado em Comunicação Social. Tem como prioridade na vida cuidar da filha, jogar videogame, alimentar e passear com os cachorros, alimentar e passear com a esposa e jogar mais um pouco de videogame.

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  • Luiz Augusto

    Quem disse que jogos do Atari não tem fim?
    Adorava esse jogo apesar de ser bem curto.
    Cheguei a disputar com um amigo quem terminava mais vezes sem morrer, era emocionante…rs

    • leandrovallina

      é verdade Luiz, podemos dizer que esse game tem fim. E concordo que as disputas desses games de Atari sempre foram emocionantes 🙂