Transistor [IDKFA]

Belissima Red.

Belíssima Red.

“Quando você fala tudo o que eu ouço é silêncio

Cada palavra um desafio

Eu posso ouvir, oh, eu posso ouvir”

Com este pequeno verso podemos entender um pouco da história deste maravilhoso jogo indie lançado há pouco tempo para PS4 e PC (via Steam) e de como as músicas podem se tornar parte importante – e não apenas integrante – de um jogo. Transistor é o nome, criado pela SuperGiant, a mesma produtora de Bastion – que ganhou vários prêmios, entre eles, de melhor música original, no qual não duvido que Transistor ganhe este ano.

A história do jogo é mostrada em várias sequências faladas pela Espada Transistor e fica a cargo do jogador compreender, ou pelo menos tentar, o que se passa na cidade de CloudBank. Mas para ajudar muitos aqui que terão problemas de compreender melhor a história – como foi o meu caso – deixo um embasamento melhor a seguir.

Red, uma famosa cantora da cidade de CloudBank, é atacada pelo Processo, uma força robótica comandada por um grupo chamado Camerata. Durante o embate ela é transportada para um local mais distante e acaba achando uma espada chamada Transistor, uma arma no qual seria usada para assassiná-la. A espada está profundamente enterrada no peito de um homem completamente desconhecido que ali jazia morto; mas, assim que ela se aproxima a espada ganha vida, parece que a consciência e a voz daquele homem foram absorvidas pelo Transistor, assim como foi a voz de Red. A Camerata continua a ir atrás de Red e do Transistor usando os Processos, pois os mesmos querem a arma por alguma motivação desconhecida.

Certo, este enredo inicial pode não ajudar em muita coisa, mesmo porque ela é mostrada quase que no início do jogo. Mas tentar entender as motivações da Camerata e dos próprios personagens é algo que torna o título um desafio à parte da mesma forma que o é com Bastion.

Tanto neste jogo quanto no anterior da SuperGiant, a narrativa é contada em terceira pessoa, um personagem que parece saber de tudo, ou quase tudo, passa as motivações, os anseios, o progresso, tudo que acontece ao redor do personagem para um melhor entendimento. Se acostumar com esta maneira de contar uma história é algo realmente bem interessante e desafiante para jogadores acostumados com algo mais direto.

A empresa que trouxe uma nova forma de narrativa...

A empresa que trouxe uma nova forma de narrativa…

Deixando a história de lado, temos a jogabilidade em questão. Assim como Bastion, Transistor segue o estilo de Action RPG, isto é cada luta é decidida com um combate direto que pode ser certeiro ou não, mas existe um pequeno diferencial. Agora o jogador pode optar por uma partida que se parece com turno

Depois de uma barra cheia, o jogador aperta um botão que aciona o turno e com o uso da barra fará jogadas estratégicas para acabar com os inimigos. Desta forma se o jogador for um bom estrategista em menos de 3 turnos pode acabar com todos os inimigos da tela, senão, poderá ter sérios problemas!

Os gráficos do jogo são algo a parte, assim como o é Bastion, lindos que mais parecem ser pintados à mão, vemos o trabalho tão bem criado pelo pessoal da SuperGiant, em que cada cenário é uma pequena obra de arte.

A trilha sonora dispensa qualquer tipo de elogio, já que a mesma é fantástica como um todo e não ouçam as músicas antes de realmente começar o jogo, pois de acordo com os produtores as mesmas podem ser consideradas spoilers.

O jogo foi lançado para PS4 e PC Windows.

Nota do Autor: 8.5
Nota do público:(1 voto) 9.5
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Daniel G. Fernandes
Este ser é um viciado em games, sejam de consoles, sejam de PC's e tem uma paixão arrebatadora em Tecnologia, aficcionado em filmes dos anos 1980 e 1990, ele pode não se lembrar o nome do diretor, do filme ou do ator, mas quando tem opinião ele fala mesmo! SegaManiaco de Coração, ele também bate ponto nos sites Gamehall, Marketing & Games, Blast Processing, Brazuca Gamer e Comunidade Mega Drive!

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