Wolfenstein: The New Order [IDKFA]

Wolfenstein: The New Order é o típico FPS genérico que agora pipoca por aí. Você tem um valentão que saca tudo de arma, muitos inimigos sem uma IA muito boa e um chefão com uma motivação tacanha e…

Espera aí, mas isto é Wolfenstein! O Capitão William “B.J.” Blazkowicz é o típico personagem dos jogos de FPS de 1990, com uma diferença essencial do DOOMguy, os vídeos com os seus “colegas” de trabalho mostram-no como uma pessoa com sentimentos, em que o mesmo interage de uma maneira interessante, ao mesmo tempo que tem um ódio imenso dos nazistas e vê que o mundo que acordou é algo que ele sempre temeu.

Por um momento ouvimos ele filosofar sobre a sua própria vida ou sobre este mundo novo, esta nova ordem que toma a tudo e a todos e isto deixa o personagem bem mais humano, aproximando o jogador aquilo que ele controla.

Particularmente, B.J. se tornou algo muito mais louco que o Duke Nukem para mim, pois ele é um infeliz que aguentou um estilhaço na cabeça, leva várias facadas, é envenenado, quase é queimado vivo e ainda assim, tem tempo de transar com a sua paixonite no jogo! Além de um admirável respeito que ele cria naquele lugar.

O tempo faz um bem danado para algumas pessoas.

O tempo faz um bem danado para algumas pessoas

DOOMguy e Gordon Freeman agora tem mais um novo parceiro para entrar para história. E falando em história, este é o maior destaque do jogo: ver um mundo paralelo tomado pelos nazistas é algo que permite alimentar a imaginação de qualquer jogador.

Os trailers que vieram antes do jogo mostrando este passado/futuro aterrador só deixou ainda mais os jogadores no clima do título e os personagens ajudaram bastante para entrar neste clima, assim como as músicas de fundo e os próprios cenários e a estética em si. E ela realmente nos remete a um mundo onde o mesmo foi moldado ao ponto de vista nazista.

Muitas vezes o que falta nos jogos dos dias de hoje são vilões, sejam eles clichês ou não, nos quais possamos “matar” sem remorsos e isto Wolfenstein: The New Order consegue trazer de volta. Bons tempos que você jogava Battlefield, Call of Duty ou Medalha de Honra e atirava nos inimigos do Eixo – certamente os italianos, japoneses ou alemães não gostam muito disso, mas, vá lá, eles fizeram parte da história -, hoje em dia temos inimigos genéricos chamados terroristas e mesmo que eles tenham perpetrado grandes atrocidades no século XXI, eles não têm a mesma força e apelo histórico que os nazistas.

Nazista bom é nazista morto!

Nazista bom é nazista morto!

Imaginar viver, a todo momento, com um medo latente por onde quer que você passe, faz com que o jogo se torne ainda mais incrível com o tempo. Cartazes exaltando os nazistas, o rádio, as ruas e tudo o mais, faz com que você fique com um frio na barriga e uma vontade de, como diz BJ: “De matar estes porcos nazistas”.

O único problema é a jogabilidade que, mesmo depois de quase 25 depois do lançamento do jogo, não é tão desafiante quanto o original – no qual devido as suas limitações era mais trabalhoso em seu controle do que em sua dificuldade em si – e se demonstra mesmo ser um filho da atual geração dos FPS, onde o mapeamento falho da IA permite o jogador passar fases sem levar um único tiro.

O sistema Stealth é bom, mas não chega aos pés do Deus Ex: HR e fica no mesmo nível fraco de Burial At Sea, em que o mesmo é tão ruim quanto. Quem nunca jogou Deus Ex talvez até vá gostar deste sistema, mas para quem pegou o título da Eidos não gostará nenhum pouco do que a Irrational e a MachineGames fizeram em seus respectivos jogos. É uma pena, pois daria para adaptar de alguma forma o estilo Stealth de Deus EX de uma forma bem sutil e melhorar ainda mais o sentimento de “espião” infiltrado numa base cheia de nazistas.

De toda forma, The New Order é uma homenagem aos fãs desta franquia e promete não desapontar a quem gosta de um bom FPS! Foi lançado para PS3, PS4, XBoX 360, XBoX One e PC!

Nota do Autor: 8
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Daniel G. Fernandes
Este ser é um viciado em games, sejam de consoles, sejam de PC's e tem uma paixão arrebatadora em Tecnologia, aficcionado em filmes dos anos 1980 e 1990, ele pode não se lembrar o nome do diretor, do filme ou do ator, mas quando tem opinião ele fala mesmo! SegaManiaco de Coração, ele também bate ponto nos sites Gamehall, Marketing & Games, Blast Processing, Brazuca Gamer e Comunidade Mega Drive!

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