50 Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey, 2015)- Crítica

Pouco romance… pouco sexo…

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Finalmente estreia no Brasil o tão aguardado filme baseado no fenômeno mundial que se tornou a trilogia de livros de  E. L. James, e o filme acaba se mostrando fraco, justamente nos dois quesitos que tornaram os livros este sucesso todo, quem for ao cinema atrás de romance vai se decepcionar e quem for atrás apenas do sexo, também vai se sentir frustrado.

A história segue Anastasia Steele (Dakota Johnson, de Need for Speed) uma pudica estudante de literatura que tem a vida transformada após conhecer um bilionário boa pinta, mas com sérios problemas de relacionamento.

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Christian Grey (o desconhecido Jamie Dornan) teve uma infância muito complicada, sofrendo com a violência de uma amiga tarada de sua mãe adotiva, o que fez com que ele se tornasse uma homem também violento, sem conseguir desenvolver um relacionamento sadio com as mulheres.

É justamente na história destes dois, como duas pessoas tão diferentes sexualmente e emocionalmente se ajudam mutualmente que o filme tenta se basear, mas falha ao não entregar para os expectadores, e principalmente para as milhões de expectadoras fãs dos livros, o romance, e nem o sexo, esperado.

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Os atores, absolutamente sem carisma, também não conseguem fazer com que nos importemos com os personagens. Nem mesmo as surras que Anastasia leva durante o filme causam qualquer tipo de emoção nos expectadores, afinal, a garota concordou com aquilo e inclusive assinou um termo autorizando este tipo de comportamento. Além disso, na maioria das vezes, ela estava gostando de toda aquela dor.

As tão faladas cenas de nu frontal que certamente vão ajudar a arrastar os namorados para o cinema estão lá, mas a adepta de Claudia Ohana, Dakota Johnson, está bem longe de causar o mesmo impacto que causou nos homens, por exemplo, Sharon Stone com o seu inigualável Instinto Selvagem.

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Aliás, algumas das cenas de sexo nos remetem a grandes sucessos picantes do cinema, como não lembrar de 9 1/2 Semanas de Amor na cena do gelo…

Enfim, o que muitos temiam se mostrou a pura verdade, um filme feito sem o menor capricho, apenas para aproveitar o enorme público já conquistado na literatura e que certamente vai fazer dinheiro, pegando carona no sucesso dos livros. Mas é bom que o segundo filme tenha um pouco mais de conteúdo, ou certamente teremos uma trilogia de bilheteria decrescente…

Nota do Autor: 5
Nota do público:(12 votos) 2
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Trailer Oficial:

Mau Franco
Formado em ciências da computação e pós-graduado em administração e gerenciamento de projetos, trabalha 9 horas por dia em uma grande empresa. O pouco tempo que lhe resta é passado com sua esposa, filhos, cachorros, alguns poucos games e algumas centenas de filmes.

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