A Entidade 2 (Sinister 2) – Crítica

Nem todo filme precisa de uma continuação.

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O filme é uma continuação quase que imediata do primeiro filme. O policial (James Ransone, Cymbeline) que ajuda na investigação de Ellison (Ethan Hawke, O Predestinado) não está mais trabalhando para o departamento e investiga as estranhas ondas de assassinato sozinho. No meio de sua investigação, ele conhece Courtney (Shannyn Sossamon, Caminho Para o Nada), uma jovem mãe que vive com seus dois filhos em uma casa, que teve um terrível assassinato que se conecta aos outros da investigação. Agora, ele terá de concluir esta tarefa enquanto Dylan, um dos filhos de Courtney sofre tentações por outros espíritos que tentam fazer com que ele se torne como eles.

Não vou falar que a história de A Entidade 2 é ruim nem boa, porque o longa se apoia completamente no primeiro filme, assim como foi Sobrenatural: Capítulo 2 em relação ao seu antecessor. Isso não é algo que se despreze, pois muitos filmes fazem isso, e A Entidade 2 corresponde todas as expectativas, até que o mesmo começa a se alongar e personagens desinteressantes surgem cada vez mais em cena, deixando de lado todo o suspense que o primeiro conseguia criar com maestria, e focando em coisas sem sentido. Talvez esse seja o grande problema: o filme ter um antecessor que foi muito bom para os longas de terror da atualidade.

Com relação às suas atuações e personagens, eu devo dizer que não passa de um mero “ok”. James Ransone, como protagonista não consegue segurar o filme nem perto do que Ethan Hawke fez no primeiro. Mas não o culpo completamente, já que boa parte do filme ter defeitos é graças aos roteiristas. Os personagens de A Entidade 2 são completamente unilaterais, sendo assim, ou você é bom ou mau. Isso é algo tremendamente desanimador, já que o primeiro longa possuía personagens interessantes e de personalidades envolventes.

E não são apenas os personagens que pecam, mas toda a história deixa muito a desejar. Um dos motivos deste filme me deixar com o pé atrás foi justamente o fato de ser uma continuação e o outro de não ser do mesmo diretor. O diretor, Ciarán Foy, trabalha neste filme tão bem quanto Scott Derrickson fez no primeiro filme. E aí vem a ironia: Scott Derrickson foi o roteirista do primeiro e deste filme também. Portanto, créditos a Ciarán Foy que consegue segurar o filme com o que pode.

Mas o melhor fator, de longe, é a fantástica trilha sonora que é excelente. Ela realmente consegue te passar um clima de tensão, inclusive nos momentos, que também existiam no primeiro, em que o personagem está vendo filmes snuffs.

Eu não sei se a minha indignação com A Entidade 2 se deve ao fato de ter gostado do primeiro. Infelizmente, as comparações são um pouco inevitáveis e o filme é tão conectado com o antecessor, que o entendimento completo só será dado aos que viram o de 2012, mas ao mesmo tempo, virá a decepção.

Nota do Autor: 5
Nota do público:(15 votos) 6
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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