As Infinitas Continuações…

Será que precisamos de tantas continuações?

Não é de hoje que uma pergunta como esta aparece vez ou outra para questionar de que maneira a indústria do entretenimento, como um todo, está seguindo caminho. Para quem tem seus 20, 30, 40 anos de idade, estas pessoas se deparam com produtos que parecem ser repetecos daquilo que já viram em sua infância e adolescência.

E a pergunta acaba por persistir, será que realmente precisamos de tantas continuações? Será que se faz necessário termos produtos de entretenimento que são “apenas” a continuação de um legado criado a 5, 10, 15 anos e a ideia original já se perdeu a muito tempo?

 

Só para citar o exemplo mais novo nos cinemas.

Só para citar o exemplo mais novo nos cinemas.

 

Para os fãs, isto é a coisa mais maravilhosa do mundo, pois sendo desta estirpe acaba-se por gostar de tudo que é criado para aquela franquia, peguemos, por exemplo, a série Assassin’s Creed, da Ubisoft, em seus primeiros jogos. A sua ideia original era bem interessante e seguia uma história intrincada e envolvente, depois, com o passar do tempo, a empresa francesa começou a lançar vários jogos usando o nome da franquia e para o público comum o interesse diminuiu, porquanto para o fã, se tiver mais jogos, melhor, mesmo que estes saiam completamente bugados.

Assim o vale para outros jogos como Final Fantasy, Fifa Soccer, Call of Duty, Need for Speed, The Legend of Zelda, Mario, Sonic e tantos outros. Onde será que foi parar a criatividade das empresas? Será que, agora, o mais importante é ganhar dinheiro, acima de tudo? Mesmo que o produto, por muitas vezes, não venha bem acabado ou com poucas novidades se comparada com os seus antecessores?

 

Já já a gente chega lá...

Já já a gente chega lá…

 

Claro que qualquer empresa não produz algo para, primeiramente, agradar fãs. A criação de uma Propriedade Intelectual, nos dias de hoje, é visada para o lucro, principalmente se a empresa tem ações nas Bolsas de Valores do mundo, precisando primeiro encher o bolso dos “donos” da empresa.

Esta propriedade intelectual tem de virar algo lucrativo, pois o desenvolvimento de um jogo Triple AAA, isto é, GRANDE (Gran Theft Auto, Metal Gear Solid, etc) é bastante caro e se não houver retorno financeiro imediato é bem provável que não teremos uma continuação e para aquelas empresas que investem em jogos inovadores, se estes não dão certo, lançam mais uma continuação meia-boca ou, a moda agora, criam remasterizações de jogos consagrados ou alguns remakes dos mesmos.

 

Bem baratinha a produção deste jogo fraquinho...

Bem baratinha a produção deste jogo fraquinho…

 

É por isto que muitos jogadores tem voltado os seus olhos para as chamadas empresas indies, estas que ainda criam Propriedades Intelectuais inéditas, algumas boas, outras ruins, mas que nos transportam de volta para os tempos em que muitas empresas se arriscavam mais, pois eles tinham de ganhar a grana dos consumidores.

Mas, até mesmo, as próprias indies acabam por criar as suas continuações e tendem a errar tanto quanto as grandes – ou são compradas por elas – e isto acaba criando um ciclo vicioso. Até quando veremos de continuações?

Daniel G. Fernandes
Este ser é um viciado em games, sejam de consoles, sejam de PC's e tem uma paixão arrebatadora em Tecnologia, aficcionado em filmes dos anos 1980 e 1990, ele pode não se lembrar o nome do diretor, do filme ou do ator, mas quando tem opinião ele fala mesmo! SegaManiaco de Coração, ele também bate ponto nos sites Gamehall, Marketing & Games, Blast Processing, Brazuca Gamer e Comunidade Mega Drive!

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