Faults – Crítica

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Quem conhece minha escrita e tem o costume de acompanhar meus posts aqui no Filmes e Games e nos outros sites para os quais escrevo, sabe que eu tenho uma queda por uma boa produção indie, cinema de baixo orçamento e alta criatividade, oriundo principalmente da indústria norte-americana.

Portanto, quando este Faults (EUA/2014) apareceu, para mim foi um verdadeiro prato cheio, já que discute um tema que sempre rende boas produções. Mas infelizmente, o resultado da produção é um tanto decepcionante.

De premissa original e atraente, o filme mostra o estado de plena decadência de Ansel (Leland Orser), um especialista em controle da mente, com foco em “resgatar” as mentes de indivíduos que sofreram algum tipo de lavagem cerebral em cultos. Na pior desde um resgate mal-sucedido, Ansel perdeu todo seu prestígio e dinheiro, e está devendo até para agiotas.

Ele então é procurado por um casal desesperado, que implora para que Ansel os ajude a trazer sua filha (a bela Mary Elizabeth Winstead) de volta para casa, após esta se envolver em um novo culto chamado “Faults”.

Ansel aceita o trabalho, que pode vir a se tornar tanto seu renascimento, como sua ruína definitiva.

O finado e meu crítico-inspiração Roger Ebert escreveu certa vez que todo ator, mesmo o mais desconhecido, sempre experimenta seu “momento protagonista”. É o que acontece aqui com o eterno coadjuvante Leland Orser, este expressivo ator de pequenos papéis em filmes como Seven: Os Sete Crimes Capitais, trilogia Busca Implacável e o ótimo thriller The Guest.

Neste Faults, o ator entrega de longe sua mais forte e importante performance, carregando o filme e o estranho roteiro do também diretor Riley Stearns (que faz sua estreia na direção de longa metragens) nas costas. Uma de minhas atrizes preferidas, a bela Mary Elizabeth Winstead (Duro de matar 4.0, Smashed) também está muito bem, em um papel difícil e dúbio, cujo destino define o filme. Chegada à uma produção independente, Winstead é também produtora do filme.

A obra funciona ao abordar um tema sempre delicado e polêmico, que já foi melhor abordado em produções como Martha Marcy May Marlene, A Seita Misteriosa, e o excelente The Sacrament. Todos filmes que valem uma espiada, caso você deseje se aprofundar no tema.

Mas em Faults infelizmente, o tema não é desenvolvido em sua totalidade, apesar da conclusão intrigante e até certo ponto, surpreendente.

Mas não tão surpreendente como a interpretação de seu pequenino e assombroso protagonista Leland Orser, sem dúvida o maior motivo para se ver o filme.

Nota do Autor: 6.5
Nota do público:(3 votos) 4.5
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Eduardo Kacic
Fanático pela sétima arte. Roteirista de longa-metragens (com duas obras registradas na Biblioteca Nacional) e crítico de cinema com mais de 2.000 textos publicados, Eduardo assiste à todo tipo de filme, desde blockbusters até experimentais, mas seu Olimpo é habitado por Spielberg, Eastwood, Scorsese e Tarantino. Seu filme preferido (e insuperável) é Os Bons Companheiros, do Scorsese. https://www.facebook.com/eduardo.kacic.7 https://www.instagram.com/kacicedu/ https://br.linkedin.com/in/eduardokacic https://twitter.com/edukacic1

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