Life is Strange – Episode 1: Chrysalis [Análise]

A transição entre a adolescência e a vida adulta é um dos momentos mais importantes na vida das pessoas, é quando moldamos quem pretendemos ser e impomos quem somos para o mundo, uma fase onde nossas decisões tem reflexos claros no nosso futuro. Quem não gostaria de poder rever as suas decisões se soubesse o que elas acarretariam?

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Essa é a premissa de Life is Strange, o adventure produzido pela Dotnod Entertainment e distribuído pela Square Enix que, assim como os jogos da Telltale, será lançado na forma de episódios. O primeiro episódio do jogo se chama Chrysalis, e conta a história de Max Caulfield, uma adolescente que sonha ser fotógrafa que retorna para sua cidade natal para estudar e acaba descobrindo que tem a habilidade de voltar no tempo. Assim ela acaba reencontrando uma antiga amiga, Chloe e juntas decidem investigar o desaparecimento de outra garota do colégio, Rachel Amber.

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O prólogo do jogo mostra Max próxima ao farol destruído por um tornado, e então ela acorda no meio da sua aula de Arte. Esse é o momento que temos as primeiras interações com os outros personagens, como seu professor Mark ou suas colegas, uma delas Victoria se torna instantaneamente uma antagonista. Após a aula, temos a oportunidade de conhecer outros personagens e a Academia Blackwell. Então chega a situação do banheiro, em que Max assiste uma garota ser baleada e então retorna à sua aula, como se tudo tivesse sido um sonho e é quando ela se dá conta de que pode viajar no tempo.

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Durante o jogo, existem várias atitudes que podem ser tomadas por Max, algumas delas não terão consequências graves, enquanto outras moldaram os relacionamentos e as intenções dos outros personagens. A adição de viagem no tempo torna essas tomada de decisões ainda mais interessantes, já que temos a oportunidade de rever essas decisões, mas sempre com o toque de efeito borboleta, já que sempre que tocamos o passado, o futuro sofre com as consequências. Outro ponto interessante, é que ao tomar uma decisão ruim, você pode voltar para um ponto anterior a ela e usar o que você aprendeu e ter um resultado satisfatório. Em vários pontos do jogo fotografias são usadas, já que são a paixão da protagonista, algumas delas parecem ou não tiveram propósito algum no primeiro capítulo, mas deverão ter uma importância maior nos próximos capítulos.

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Life is Strange intriga com um roteiro inteligente e que vai evoluir ainda mais com o aprofundamento dos personagens, além de fazer várias referências a cultura pop, que são muito divertidas de procurar. Graficamente o jogo é muito bonito, principalmente no que se diz aos cenários, você realmente se sente nos corredores de um escola ou do dormitório. A trilha sonora é outro ponto muito positivo, com músicas indie e melodias suaves, tornam a jogabilidade muito mais relaxada em comparação à tensão apresentada pela história. Agora um ponto meio contraditório é a  dublagem do jogo, que por mais bem feita que seja e passando bem a intenção dos personagens, é triste pela falta de sincronia com a boca dos personagens, levando em consideração a tecnologia que temos hoje.

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Chrysalis (Casulo) foi um capítulo excelente para introduzir os personagens e a habilidade de Max, embora a maioria das decisões chave não tenham influenciado muito no primeiro episódio, fica claro que elas terão um belo peso no decorrer da história. Uma experiência diferente e animadora, Life is Strange deve surpreender nos próximos episódios.

O primeiro episódio de Life is Strange já está disponível para download para PC, PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One.

Nota do Autor: 8
Nota do público:(5 votos) 9.2
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Guilherme Vitoriano
Devorador de Livros e Quadrinhos, domador de jogos.e Nerd assumido. Apreciador de uma boa música e apaixonado por suas meninas.

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