Macbeth: Ambição e Guerra (Macbeth) – Crítica

Belo, mas restrito.

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Macbeth (Michael Fassbender, 12 Anos de Escravidão) é o general do exército escocês e que após uma batalha contra seus inimigos acaba conhecendo três bruxas que dizem ver o futuro do general. Sendo assim, Macbeth recebe a mensagem de que deixará de ser um general para se tornar o novo monarca. Para que isso aconteça, sua mente é distorcida por sua própria mulher, Lady Macbeth (Marion Cotillard, O Pequeno Príncipe) para que o ainda general assassine o rei e tome o trono. Macbeth, cego pelo poder que receberá e seduzido por sua mulher mata o próprio rei e assume o trono, mergulhando em um abismo de ambição, cobiça e loucura.

Macbeth é uma obra do todo poderoso, um dos escritores mais importantes da história, William Shakespeare, autor de outras obras como Hamlet, Coriolanus, Romeu e Julieta, Sonho de Uma Noite de Verão, etc. Sendo esta a sétima versão da história de Macbeth, podemos encará-lo de muitas formas, tanto boa como ruim. Algo que Shakespeare via além de seu tempo eram suas histórias, que até hoje podem ser adaptadas de diversas formas tanto de maneira medieval quanto atual. Mas quando as obras são adaptadas de forma natural, tentando transmitir na tela o livro, algo é mantido que não vai do gosto de todos: a linguagem rebuscada e complicada.

Isto é algo que afeta principalmente este Macbeth, com a linguagem rebuscada da época, fazendo com que mesmo que tenhamos legenda, seja de difícil assimilação momentânea do que está sendo dito, e com certeza este é o maior problema junto do ritmo lendo e mórbido que perdura por todos os 113 minutos, incluindo as cenas de luta que utilizam quase o tempo inteiro o fator slow motion, algo que torna as cenas belas, mas cansativas e densas, o maior defeito de todo o filme. Mas aqui eu estou analisando Macbeth apenas como filme e não livro, porém, o filme comete o erro de nos contar a história pela “metade”, fazendo com que os personagens não tenham uma real importância para nós, e sendo descartáveis a qualquer momento incluindo Macbeth.

Mas o pouco que sentimos de simpatia por eles, e que nos faz admirar a obra está nas atuações que foram dirigidas de forma que tornasse o filme mais teatral. Este não é o melhor trabalhado de Fassbender, mas com certeza merece destaque com um trabalha belo, honesto e admirável. O mesmo não podemos dizer de Marion Cotillard como sua esposa, que mesmo estando bem, não chega perto de muitos outros trabalhos que já havia feito.

E então temos a fotografia, linda e magnífica que faz Macbeth se tornar, em muitos momentos, uma pintura plástica com movimentos. Há um cuidado evidente, e o filme é composto de basicamente três cores: vermelho (e derivados), cinza e azul. Todas as três cores criam um contraste entre elas, e fazem inúmeras cenas, por mais densas, serem uma bela paisagem que arrepia os pelos de nossos pescoços e arrancam admirações internas.

O mesmo de sua trilha sonora, discreta, densa e mórbida, completamente instrumental e original que traz músicas maravilhosas, competentes e que condizem com todo o filme, incluindo o seu clima de desolação enquanto acompanhamos a queda de general adorado que se torna um rei odiado.

Macbeth: Ambição e Guerra está longe de ser a melhor adaptação da obra, justamente por não conseguir cadenciar tudo, e acaba sendo obrigatório apenas para os fãs da obra, pois para quem quer ver apenas como entretenimento ou conhecer, é quase certo que será um filme odiado. Porém, Macbeth é um bom filme, com maravilhosos detalhes em sua composição, mas que são ofuscados por defeitos ou incômodos mais realçados.

Nota do Autor: 7
Nota do público:(2 votos) 3
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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