Time Lapse – Crítica

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2014 foi um grande ano para a Ficção-Científica. Interestelar, Predestination e Coherence, só para citar alguns, são prova disso. E no finalzinho do ano passado ainda houve tempo para este Time Lapse (2014) ser lançado nos EUA. No entanto, o resultado da produção, apesar de sua premissa intrigante, está bem longe do resultado dos filmes citados acima.

O filme apresenta o jovem casal formado por Finn (Matt O’Leary, de A Mão do Diabo) e Callie (Danielle Panabaker, de Instinto Secreto), que ao lado do melhor amigo da dupla, Jasper (George Finn), dividem um pequeno apartamento no condomínio onde Finn trabalha como zelador.

Um dia, ao verificar o apartamento de seu velho vizinho, Finn o encontra morto, e faz ainda uma incrível descoberta: uma gigantesca máquina fotográfica, que tem o poder de tirar fotografias do futuro. Sempre do dia seguinte.

É claro que Finn e seus amigos descobrem um jeito de usufruir financeiramente do poder da máquina, mas ao mesmo tempo, descobrem que ao se aproveitarem dos benefícios do aparato, devem pagar um terrível preço.

Time Lapse começa muito bem, prendendo a atenção e mantendo o espectador adivinhando o tempo todo. Mas o filme do diretor e roteirista estreante Bradley King é uma daquelas ficções científicas que imploram por um plot twist ou mesmo uma grande revelação, que infelizmente não acontece, deixando o resultado final da produção morno demais.

Ainda assim, é visível o esforço de King principalmente em explicar a física em torno do funcionamento da enigmática máquina fotográfica, assim como também é nítido o comprometimento do talentoso trio de protagonistas, que evitam que o filme escorregue completamente.

Time Lapse não consegue corresponder ao intrigante circo que arma, mas não pode ser ignorado como uma tentativa de construir uma boa ficção, sem contar com o inchado orçamento das grande produções. E este tipo de tentativa é sempre louvável.

Nota do Autor: 5
Nota do público:(57 votos) 8.2
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Galeria de Imagens:

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Trailer:

Eduardo Kacic
Fanático pela sétima arte. Roteirista de longa-metragens (com duas obras registradas na Biblioteca Nacional) e crítico de cinema com mais de 2.000 textos publicados, Eduardo assiste à todo tipo de filme, desde blockbusters até experimentais, mas seu Olimpo é habitado por Spielberg, Eastwood, Scorsese e Tarantino. Seu filme preferido (e insuperável) é Os Bons Companheiros, do Scorsese. https://www.facebook.com/eduardo.kacic.7 https://www.instagram.com/kacicedu/ https://br.linkedin.com/in/eduardokacic https://twitter.com/edukacic1

Eduardo Kacic publicou 132 posts. Veja outros.

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  • mau_franco

    Eu já estava intrigado com este filme por que a ideia é realmente boa.
    Restava saber se desenvolveram bem, parece que não…vai pro fim da fila…

    Agora uma dúvida que fiquei ao ver o trailer, a maquina tira a foto do dia seguinte mas de lugares onde ela (a máquina) não está? O filme tenta explicar isso?

    • Eduardo Kacic

      SPOILER (mais ou menos, rsrsrs)… Na verdade, a máquina é fixa, e está apontada para o apartamento dos três protagonistas. Portanto, cada nova fotografia que a máquina tira, é de um momento do dia seguinte no apartamento dos três. 😉

      • Carol Maria

        Uma dúvida que tive: Se a máquina tira foto do dia seguinte, POR QUAL MOTIVO a garota tirou uma foto escrito: Não seja pega na janela? Pq hora nenhuma mostrou que existia alguma fotografia assim, apenas a fotografia com o sangue na janela e aquele objeto pintado e depois com as fitas de cena de crime.

        • Douglas

          Ai que está a questão amigo. A foto noturna que seria tirado as 20:00 com a plaquinha “não seja pega na janela”, nunca pode acontecer, já que a mulher foi pega pela policia e a sua plaquinha caiu como mostra no final do filme. Logo a policia faz o cordão de isolamento e a foto que vai ser tirada é a mesma que o doutor inicialmente havia visto e achou se tratar da morte dele.

          • Marcelo Eising

            Mas pq ela achou q daria certo o “não seja pega na janela”, se ela já tinha a foto com o cordão de isolamento?

          • Tátila Lima

            Ótima pergunta! Alguém por favor pode responder? ??

          • Tátila Lima

            Acho que ela, assim como o Jasper estava muito crente na máquina ou seja, tudo que ela (máquina) mostrasse Callin reproduziria sem nem mesmo saber o pq. Apenas faria pq ja estava totalmente cega por aquela máquina Mas… No filme tudo tem o PQ

          • Esse foi o erro dela, achar que poderia mudar as coisas… o futuro já tava decidido. O Finn percebeu isso ao pintar o último quadro.

          • Tátila Lima

            Me explica uma coisa: Aquelas fotos da Callin transando com o Jasper aconteceram, certo? Mas eram a noite pelo q entendi e a noite eles sabiam a foto q deviam tirar. Então ela fez pq quis? E… Pq ela decidiu mostrar a foto dela transando com o jasper pro namorado se ja havia escondido tantas?

          • Ela fez isso de propósito mesmo, pra causar esse ciúme no Finn, como ela já tava fazendo desde o início mandando mensagens pela manha. Essa foto deles transando aconteceu bem antes da máquina, e como a mesma disse, ela meio que queira que o namorado descobrisse pra “valorizar” mais o relacionamento deles.

  • William Souza

    Muito interessante…valeu pela dica… vou assistir hoje

    • Eduardo Kacic

      Show, William!! Obrigado pela visita!

      • William Souza

        Assisti ontem, muito bom. gostei…

  • Juan Rossi

    Muito, mas muito instigante, altamente tensionante e nos pressiona à tela durante todo o tempo. Boas atuações, inteligentes situações.

  • Denis

    Eu assisti o filme, eu e minha esposa ficamos com muitas duvidas, porém não é um filme ruim.Gostei mais do coherence.

  • Jailton Rocha

    O argumento do filme é totalmente chupado de um episódio chamado: “A Most Unusual Camera” da série de TV clássica Twilght Zone (Além da Imaginação) da década de 60. Não sei se foi homenagem, remake ou plágio mesmo. Até o lance de adivinhar o resultado da corrida de cavalos é igual.

  • Tátila Lima

    Já que a máquina tirava 2 fotos por dia (umas as 8h e outra as 20h) será que a foto tirada de manhã era pra NÃO fazerem e a da noite era pra fazerem? Pq no final, a Callin cola o papel (“NÃO SEJA PEGA NA JANELA”) no vidro e é pega pelo namorado dps de matá-lo ela cola novamente o papel na janela e tenta reproduzir a foto mas é pega pelo Big Joe. Então, a foto q aparece ela com essa mensagem colada no vidro nunca aconteceu. Sugestões? Palpites? Esclarecimentos?

    • Na verdade, “Não seja pega na janela” era pra a foto das 20:00 (apesar de está de dia), como ela mesma disse ao Finn. Acontece que ela achava que poderia mudar o futuro fazendo isso, mas o tempo já está escrito, o próprio fim percebeu isso ao pintar o último quadro. Naquele mesmo dia a foto das 20:00 seria a casa interditada. Então não importa o que façam no presente deles, nada poderá ser alterado, porque já aconteceu.

  • Gabo Marcos

    Nossa! Amei o filme. O melhor que assisti na Netflix, junto com Hush. 10/10

  • Isabella Oliveira (Bella)

    As fotos retiradas da parede não são apenas as diurnas, já que mesmo assim eles sabem que a máquina tirava as fotos pela manhã (oq significa que tem fotos diurnas na parede). Ela apenas tirou as fotos da transa (que já havia acontecido) para que o Fiin não visse. E aí o jogo continuou acontecendo. Enfim, ela traga o ele a um certo tempo como a mesma admitir no final.

  • Coreano Virtual

    Essa informação está nos créditos do filme.

  • Coreano Virtual

    Callie nunca viu a foto do seu Bezerides com a mancha de sangue que ele pensou ser dele. Mas ela viu a foto com as fitas da polícia, a qual ela deveria ter mostrado ao Finn, quando ele estava já de mala pronta para partir. Ela tentou mudar a foto com as fitas, mas em toda história uma foto nunca é modificada, e mesmo sabendo o que vai acontecer, ninguém sabe como vai acontecer. Ela já estava confusa quando teve a idéia de mudar a foto…

  • Coreano Virtual

    E outra coisa: a mensagem “Não seja pega na janela” se referia ao flagra do Finn quando ela estava tirando a foto com os bilhetes daquele dia.

  • Coreano Virtual

    Ela leu o bilhete: “Troque a foto da noite” e “Mate Jasper para salvar o Finn”. A foto noturna mostrava as fitas da polícia e se ela mostrasse ao Finn ele iria embora. Era a melhor solução na verdade, os dois apenas irem embora dali. Mas ela quis fazer ciúmes e mostrou a outra foto. Na manhã do outro dia ela põe os bilhetes: “Mate Jasper para salvar o Finn” e “Troque a foto da noite”. Depois, já bastante confusa, ela se arrependeu de tudo e tentou botar o bilhete: “Não seja pega na janela”.

  • Coreano Virtual

    O filme sugere paradoxos: Jasper copiando os resultados das apostas direto das fotos, Finn desenhando somente depois de ver seu próprio desenho nas fotos, etc. De modo geral eles tinham medo de contrariar o que estava nas fotos e começaram a agir de forma meio automática, mas ao mesmo tempo eles só agiam de acordo com seus próprios temperamentos e as circunstâncias do momento… Callie chegou a confessar que só fazia o que os bilhetes diziam que era pra ela fazer, mas quem escrevia esses bilhetes?

  • Coreano Virtual

    Essa mensagem se refere ao flagra do Finn quando ela estava colocando os bilhetes “Troque a foto da noite” e “Mate o Jasper para salvar o Finn”. Ela não queria ser pega na janela pelo Finn, pra evitar aquela discussão, etc. Como eles estão de partida, essa mensagem só vai ser fotografada naquela noite, sendo revelada pela máquina na noite anterior, pra aparecer no lugar da foto com as fitas da polícia. Esse era o plano dela, que não aconteceu. Mas o bilhete tem uma mensagem muito vaga, não sei o que ela pretendia fazer depois de os ler. Faria as mesmas coisas e colocaria os mesmos dois bilhetes, desta vez sem se deixar flagrar pelo Finn? Acho que era isso, pois ela já estava bastante confusa.

  • Coreano Virtual

    Se não viu o filme não leia este comentário. Seu Bezerides fotografa com uma ou duas semanas de antecedência. Ele vê na foto seu chapéu, mancha de sangue na janela e o desenho com um cilindro que ele tem num outro quarto dele. Pensando que a mancha é dele, ele vai até o quarto procurar o cilindro e sofre um acidente e morre. A Callie descobre que a máquina tira uma foto diária e outra noturna. Ela escreve seus bilhetes por saber o que vai acontecer vendo as fotos noturnas. Quando Finn chega com a mala pronta para partir ela deveria ter mostrado a ele a foto noturna com as fitas da polícia, mas preferiu trocar esta por outra, para causar ciúmes. Jasper nunca tinha visto esta foto, e nenhuma das outras, feitas em noites de bebedeiras e drogas. O Finn, que também não era nenhum inocente, desenha o cilindro para atrair seu Bezerides para o quarto, pois precisa da chave que está no bolso dele. Quando termina o desenho, ele fica intrigado, pois Jasper já está morto, mas ele não está vendo a mancha de sangue na janela. Depois Callie ainda achou que poderia mudar a foto com as fitas da polícia enviando outro bilhete para ela mesma na foto noturna.