A Lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan) – Crítica

Lendas costumam ser incríveis. Mas pelo visto, A Lenda de Tarzan não chega a isso.

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Desesperado em pagar suas dívidas, o rei da Bélgica envia o seu homem mais confiável, Capitão Rom (Christoph Waltz, Django Livre) para explorar o Congo. Lá, o capitão se depara com uma tribo que retém valiosas pedras preciosas, mas a única condição para que elas sejam entregues é o belga trazer a eles Tarzan. Sendo assim, Tarzan (Alexander Skarsgård, O Doador de Memórias) e Jane (Margot Robbie, Golpe Duplo) são enviados em uma missão disfarçada para o Congo, e lá o homem selvagem será obrigado a reviver seus instintos mais primatas.

Eu nunca irei dizer que A Lenda de Tarzan não é divertido. O longa se esforça muito para manter a animação da Disney viva na mente dos espectadores, com muitas referências ao mesmo, por mais que este filme não esteja realmente ligado à animação. A Lenda de Tarzan é uma releitura de toda a história, e que se foca em outro momento da vida do homem-macaco, como se fosse logo depois da animação da Disney quando Tarzan vai para a Inglaterra.

O problema deste filme é a falta de identidade em saber se ele é um longa mais realista ou se a fantasia predomina. Todo o longa é focado no realismo da lenda, tratando o filme até como se fosse algo um pouco dark e bem sério. Porém, quando lhe convém, a o fantástico é utilizado de forma absurda, que foge do modo realista que o mesmo estava abordando. Alguns momentos assim acontecem como um cipó infinito ou até mesmo os animais interagirem de forma estranho com o mesmo. Sem contar que o longa utiliza de alguns deus-ex machina no seu final e um excesso incomodo de flashbacks que acaba pesando e comprometendo no ritmo do filme, e também entediando o espectador.

Em compensação de tudo isso, o longa consegue mesclar bem o drama com a comédia, que funciona muito bem principalmente vindo personagem de Samuel L. Jackson, e a ação é excelente, por mais que tenha um excesso de slow motion que David Yates não sabe utilizar tão bem quanto Zack Snyder.

O elenco é bom e se encaixa muito bem nos personagens. Alexander Skarsgård vive muito bem Tarzan, e consegue interpretar bem a dualidade de como é estranho estar na cidade grande, e também como o mesmo quer negar a floresta em que vivia. Margot Robbie como Jane está bem, porém é uma personagem que qualquer uma poderia fazer. Christoph Waltz é um talento completamente desperdiçado já que o ator tem um grande potencial e apenas o contratam para criar vilões que o mesmo está acostumado a fazer, sendo quase uma atuação genérica. E também temos Samuel L. Jackson que está sendo ele mesmo em tempos mais remotos.

A fotografia é boa, porém é prejudicada por causa dos flashbacks. O tempo em que o longa acontece possui uma fotografia ao estilo Homem de Aço, sendo cinzenta e sombria. Porém, quando flashbacks mostram o passado de Tarzan, existe outro filtro, e mais outro filtro em flashbacks de Tarzan conhecendo Jane, e isso enjoa, sem contar que de resto a mesma é um tanto artificial, como os efeitos que em muitos momentos são sensacionais, mas quando algum animal está do lado de um humano, aí sim o efeito fica bem evidente e artificial.

E a trilha sonora é boa, consegue completar bem as lacunas do filme, sendo instrumental e original, mas completamente esquecível.

A Lenda de Tarzan se leva a sério demais, tentando ser um longa sombrio, mas que se perde não sabendo seu foco, perdendo a mão ao ser fantasioso, e acaba extrapolando na dose. Porém, não deixa de ser um filme divertido e que consegue nos fazer rir em alguns momentos e curtir o longa em outros, mas não quer dizer que isso faça dele um filme realmente bom.

Nota do Autor: 5.5
Nota do público:(3 votos) 5.8
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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