Approaching The Unknown – Crítica

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Depois do sucesso de Perdido em Marte no ano passado, sci-fi dramática dirigida pelo mestre Ridley Scott, qualquer produção subsequente envolvendo o planeta vermelho fatalmente será comparada ao filme estrelado por Matt Damon. Este Approaching The Unknown (EUA, 2016) no entanto, não pode e nem deve ser comparado com a produção citada acima. Trata-se de uma produção pequena, de enfoque muito mais íntimo e reflexivo.

O filme traz o sempre competente Mark Strong (Rede de Mentiras, Kingsman: Serviço Secreto) como o brilhante e compenetrado astronauta William Stanaforth, que está prestes a se tornar o primeiro homem a colocar os pés no planeta vermelho. Criador e desenvolvedor de uma genial invenção que possibilita a geração de H2O à partir do solo seco de Marte, Stanaforth planeja também ser o colonizador do planeta, já que sua maior exigência para a missão, é que sua viagem seja só de ida. Entretanto, quando as coisas começam a dar errado com a missão, Stanaforth precisará lutar contra seus próprios demônios para não enlouquecer e comprometer a missão por completo.

Bem dirigido pelo estreante Mark Elijah Rosenberg, Approaching The Unknown tem boa ambientação e bom ritmo, apoiado na performance solitária e carismática de Strong. Já o roteiro, do próprio Rosenberg, segura bem a primeira metade da produção, prendendo a atenção e levando o público a realmente torcer pelo resultado da missão espacial. Entretanto, ao longo de sua segunda metade, o filme vai se aprisionando em sua própria narrativa, limitando o range de sua conclusão e tornando-se excessivamente previsível, o que pesa muito contra um filme deste gênero.

Entretanto, é uma produção que justifica sua existência, graças à maneira humana com que trata seu protagonista e as pesadas implicações de sua missão. O filme é efetivo em elucidar as motivações do astronauta, criando um personagem de fácil identificação com o público, que segura as pontas da produção à medida que o filme vai perdendo força.

Approaching The Unknown passa longe do brilhantismo de um Gravidade, por exemplo, e também está bem longe da grandiosidade de Perdido em Marte. Mas é justamente em sua simplicidade para falar de um tema que nos leva à reflexões tão infinitas quanto o próprio espaço sideral, que reside sua verdadeira força.

Nota do Autor: 7
Nota do público:(7 votos) 6.5
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Eduardo Kacic
Fanático pela sétima arte. Roteirista de longa-metragens (com duas obras registradas na Biblioteca Nacional) e crítico de cinema com mais de 2.000 textos publicados, Eduardo assiste à todo tipo de filme, desde blockbusters até experimentais, mas seu Olimpo é habitado por Spielberg, Eastwood, Scorsese e Tarantino. Seu filme preferido (e insuperável) é Os Bons Companheiros, do Scorsese. https://www.facebook.com/eduardo.kacic.7 https://www.instagram.com/kacicedu/ https://br.linkedin.com/in/eduardokacic https://twitter.com/edukacic1

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