Ben-Hur – Crítica

Um resumo mal feito, mas até que vale.

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Judah Ben-Hur (Jack Huston, Orgulho e Preconceito e Zumbis) é um nobre que vive a vida ao lado de seu irmão adotativo, Messala (Toby Kebbell, Planeta dos Macacos: O Confronto) que abandona a família para entrar no exército romano. Ao retornar para a terra de seu irmão, uma confusão acontece, e Ben-Hur acaba sendo condenado por traição e é escravizado pelo próprio irmão. Sendo assim, após anos como servo, Ben-Hur busca vingança contra o irmão que o traiu.

Remake de um dos maiores filmes da história do cinema, este Ben-Hur consegue bem adaptar o clássico, mas se desvinculando do longa em certos pontos também. Mas não vamos olhá-lo como um remake, mas sim como um longa a parte e se funciona, coisa que acontece em partes.

A história é bem contata e o enredo consegue ser redondo de forma que faça a história funcionar. O problema de Ben-Hur nem é tanto o roteiro, pois como eu disse ele é bem contado, por mais que ele encurte muitas coisas de forma brusca, assim sendo não temos uma impressão de tempo no filme, tudo parece acontecer de forma instantânea e rápida demais, o que compromete no longa. E outro ponto fraco do roteiro é o ritmo que cai de forma brusca quando Ben-Hur se encontra com Ildarin, personagem de Morgan Freeman, lá para o meio do segundo ato, e torna o filme extremamente cansativo e desinteressante.

A direção é de Timur Bekmambetov, e ele não tem um grande currículo, dirigindo filmes como O Procurado, Abraham Lincoln: O Caçador de Vampiros e até mesmo Amizade Desfeita. Porém aqui ele se sai bem, mostrando que tem jeito para cenas de ação, mas não para atores ou para conduzir um drama. A corrida de bigas é alucinante e frenética, assim como outros momentos do longa, mas o diretor opta por fazer algo que é colocar a câmera em primeira pessoa como fez no seu novo filme Hardcore: Missão Extrema, o que fica completamente fora de contexto de todo o longa que está contando. Sem contar que o diretor ainda opta por um fim totalmente anticlimático, com direito a pessoas andando de cavalo no horizonte e música pop ao fundo.

No quesito atores, o filme tem altos e baixos. Jack Huston consegue fazer bem Ben-Hur, nada que seja de comparar com Charlton Heston, mas consegue passar confiança e dor que são os principais elementos para o personagem. Algo que fazem aqui, e que não é do meu agrado, é galantizar o protagonista, fazendo o personagem de épocas medievais tem rosto de galã atual, que é algo que tira o protagonista do filme. Ainda como Toby Kebbell, essa galantização também acontece, e Toby Kebbell mostra, mais uma vez, que não é bom ator tendo feito apenas um bom trabalho no Planeta dos Macacos, onde usa motion capture. Morgan Freeman mais uma vez, faz um filme que desvinculada o seu nome do sinônimo de qualidade, o ator interpreta a si mesmo como tem feito há alguns anos, e é completamente esquecível. E o melhor ator do filme vai para Rodrigo Santoro na pele de Jesus Cristo, conseguindo interpretar bem, porém em muito pouco tempo de tela.

A fotografia é bonita, passa um ar medieval mesmo, com algumas panorâmicas muito boas, e consegue ser competente mesmo que o diretor opte pelo primeira pessoa muitas vezes.

E temos a trilha sonora que faz bem o seu papel, mas nada que mereça grande destaque ou algo do tipo.

Ben-Hur de 1959 é como se fosse aquele livro do ensino médio que você não quer ler. Então você vai para a internet e pesquisa um resumo do livro e se depara Ben-Hur de 2016, que é um resumo meio mal feito, mas serve pra você que não leu o livro. Basicamente, isso é Ben-Hur.

Nota do Autor: 5.5
Nota do público:(4 votos) 4.1
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Jack Huston plays Judah Ben-Hur in Ben-Hur from Paramount Pictures and Metro-Goldwyn-Mayer Pictures.

Nazanin Boniadi plays Esther and Jack Huston plays Judah Ben-Hur in Ben-Hur from Metro-Goldwyn-Mayer Pictures and Paramount Pictures.

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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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