Imperium – Crítica

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Nate Foster (Daniel Radcliffe, Saga Harry Potter) é um agente do FBI que em meio a uma investigação, descobre detalhes sobre um ataque terrorista que poderá ser causado pelos fanáticos crentes da supremacia branca. Sendo assim, Nate acaba por entrar em meio aos skinheads e neonazistas para que descobrir as informações do plano e erradica-lo de uma vez por todos antes que pessoas comuns acabem por se ferir.

Neonazistas, skinheads, raça ariana, supremacia branca, todos esses itens que abordam a mesma coisa são chaves para história impactantes, ou no mínimo muito interessantes. Imperium não foge da regra.

Filmes sobre infiltrados sempre possuem alguns focos que são utilizados em quase todos, entre eles estão: o infiltrado que começa a se perder em seu disfarce e ideologias daquele vive, ou até mesmo o infiltrado que vive em constante medo sempre olhando por cima do ombro. No caso de Imperium, o segundo caso é mais aplicado, mas ainda assim de forma sutil.

O roteiro cria um longa minucioso e lento, sem muitos momentos agitados e aborda a política por traz disso tudo. Dentro do longa é mostrado a hierarquia formada, a família que as pessoas que seguem a ideologia criam, mas nunca combates ou ataques e guerras. O filme não quer dar a lição de moral e mostrar que a supremacia branca é errada (com exceção de alguns momentos), esse não é o foque, mas sim demonstrar que essas pessoas também são gente, e contar a missão do agente em que elas estão envolvidas.

Nisso o filme trabalha muito bem, é um bom filme policial e investigação. A muito interessante como o diretor Daniel Ragussis aborda a tensão que vive em torno de Nate, e como esse agente que nunca viveu nada igual acaba por se adaptar, mas nunca esquecer seus ideais. Porém o filme acaba se alongando demais em certos detalhes e diálogos, tendo uns 15 minutos a mais do que deveria. Mas mesmo assim a história continua sendo interessante. E por mais que eu tenha dito que o foco não é chocar com a ideologia abordada, eles ainda assim utilizam uma ou duas cenas que são compostas de inúmeras fotos e videis da KKK, entre outros grupos que utilizam da mesma mentalidade e conseguem fazer com que o espectador tenha um certo choque de realidade.

A escolha do elenco é o ponto mais forte do filme, independente de não haverem interpretações fantásticas.

Daniel Radcliffe se encaixa bem no agente que sempre viveu atrás da burocracia de seus casos e agora está em campo. O interessante da atuação é que Daniel constantemente transita entre o skinhead que precisa fazer e o agente que realmente é. Toni Collette como Angela Zampino, a chefe de Nate, está muito bem também, passando autoridade e imponência em seu papel. E ainda temos o personagem mais interessante que é Jerry Conrad, interpretado por Sam Trammell. Seu personagem é aquele que segue a ideologia, mas não é um skinhead que vive em meio a brigas e etc. Seu personagem é um engenheiro, bem sucedido com esposa e filhos. Porém, Sam Trammell não convence tanto por mais que tenha boas cenas.

A fotografia é boa, mas o que mais chama a atenção são os movimentos de câmera do diretor, que se mostra bem à vontade na forma como conduz o filme.

E por fim a trilha sonora violenta e impactante que consta com fortes baques no som e músicas originais e instrumentais que agregam para a violência das pessoas que estão no meio, assim como o perigo que cerca Nate.

Imperium é um bom filme sobre infiltrados e skinheads. Sua trama é bem trabalhada, assim como a tensão nela existente e seu elenco. Porém, ele acaba ficando muito abaixo em filmes com a mesma temática. No mundo nós já temos obras como Os Infiltrados e até mesmo A Outra História Americana. Mesmo assim, Imperium cumpre seu papel.

Nota do Autor: 7
Nota do público:(2 votos) 6.5
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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