Inferno – Crítica

Infelizmente decepcionante.

065978-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Robert Langdon (Tom Hanks, Negócios das Arábias) está em Florença. Porém, ele não sabe como foi parar lá. Ao acordar, Langdon está em um hospital cuja doutora que o está atendendo é a chamada Sienna (Felicity Jones, A Teoria de Tudo). Instantes após o ocorrido, Langdon e Sienna são envolvidos em um tiroteio em meio ao hospital e correm pelas suas vidas, buscando entender o que está acontecendo e caindo em meio à uma conspiração que envolve a obra A Divina Comédia de Dante.

Não é novidade que os filmes inspirados nas obras de Dan Brown (O Código da Vinci, Anjos e Demônios) não são grandes filmes. Independente de seus livros e a forma como são escritos, os filmes nunca chegam a ter metade do glamour cujas obras originais. Infelizmente, Inferno entra para esta lista.

Porém, Inferno é o pior da trilogia dirigida pelo competente Ron Howard, porém não deixa de ser um pipocão, mas também tem suas ressalvas já que aborda um tema bem específico. Com isso, os problemas de Inferno estão quase todos justamente por causa da direção. O filme não tem um ritmo adequado, sendo que seu primeiro ato é preenchido de tédio que só é encoberto por um pouco de curiosidade e mistério da trama, seguida de um segundo ato morno, mas que flui bem e por fim o terceiro ato que chega a ser explosivo até demais, porém outros artifícios contribuem para isso.

Além do ritmo extremamente mal trabalhado, este é provavelmente o filme da trilogia que mais envolve ação, e Ron Howard parece estar dirigindo em cima de uma britadeira, fazendo a câmera mexer incessantemente de forma cansativa, enjoativa e confusa. Sem contar que o longa, em seu decorrer, possui tantas reviravoltas pouco marcantes que as seguintes acabam perdendo a credibilidade e força em seu impacto. Sem contar que Inferno tem o mesmo problema de seus antecessores, justamente a adaptação.

Os livros de Dan Brown são cheios de relatos históricos, artifícios fundamentais para trama, e a forma como são trazidos para o filme o deixa cansativo, principalmente na apresentação desses fatos. Mesmo assim, Inferno consegue ser um thriller policial legal, mas principalmente aos fãs dos livros. É legal ver todo o enredo abordando a história do mundo para seu desenvolvimento juntamente com todo o suspense que o longa aborda.

Mas, infelizmente, o elenco não sai impune dos defeitos do filme. Tom Hanks faz um papel de pouca dificuldade para o ator, sendo o mesmo Robert Langdon dos filmes anteriores, o que é legal. Porém todo o elenco de apoio é ruim, com pequenas ressalvas. Felicity Jones não é uma grande atriz, muito menos de grandes expressões, e aqui ela mantém a mesma feição do início ao fim, sem mudar um instante até mesmo em momentos extremamente impactantes. Ainda temos Omar Sy, talvez o melhor dos de apoio, mas sem grande destaque. Bem Foster que está completamente afetado durante o pouco tempo em que aparece, sendo ele quase inteiramente composto de flashbacks fatigantes. E também temos Irrfan Khan e Sidse Babett Knudsen que não chamam a atenção em nada.

A fotografia é boa, nada que se de grande atenção e a trilha sonora é cheia de altos e baixos. Lembra quando eu disse que o terceiro ato chega a ser explosivo até demais? Muito se deve a trilha sonora que é grandiloquente, cheia de tons altos que não deixa o espectador pensar no que está vendo junto da câmera tremida insuportável de Ron Howard.

Inferno é o pior de toda a trilogia feita. Porém, não é segredo para ninguém, que nenhum dos livros de Dan Brown deveriam ter sido adaptados para o cinema. O longa é enfadonho, cansativo e chega um ponto o qual começa a ser piegas. Infelizmente é uma tremenda decepção, mas torçamos para que acertem na próxima.

Nota do Autor: 6
Nota do público:(6 votos) 5.9
Dê a sua nota:

057631-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx 186033-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx 287840-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx 288777-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx 463685-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

Arthur Lopes publicou 264 posts. Veja outros.

Publicidade