Meu Amigo, o Dragão (Pete’s Dragon) – Crítica

Uma aventura mágica, com pitadas certas de nostalgia, se torna em algo capaz de divertir, rir e emocionar.

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Pete (Oakes Fegley, Sete Dias Sem Fim) é um garoto que está viajando com sua família, até que o carro em que estão capota e o único sobrevivente é o próprio Pete. Com medo dos perigos, Pete foge para a floresta onde descobre um imenso dragão verde o qual nomeia de Elliot. Sendo assim, Pete e Elliot passam a viver juntos na floresta, como uma família, até o dia em que uma empresa começa a desmatar a floresta, e ao ir olhar, as pessoas descobrem Pete o levando para a civilização. Agora, os dois amigos lutarem para ficarem juntos de novo, enquanto alguns caçam o lendário dragão, e outros mostram o mundo real para Pete.

Meu Amigo, o Dragão é um forte exemplo de como criar um incrível filme com fortes influencias de outros, tendo assim, fortes inspiradores. Sendo uma refilmagem do filme de 1977, Meu Amigo, o Dragão traz uma trama recheada de comédia, aventura, magia e muita nostalgia.

Não é um filme essencialmente aventura, pois todo o seu primeiro ato é lento e roda em torno da apresentação de todos os principais pontos no longa. A relação entre Elliot e Pete, os madeireiros, o velho que conhece a lenda do dragão e alega o ter visto, é tudo bem desenvolvido de forma minuciosa e clara, não deixando dúvidas ao espectador daquilo que assistimos, e por mais que seja de forma lenta, é uma narrativa que avança com sua história e prende a todo momento.

Já no seu segundo ato, Meu Amigo, o Dragão se torna um mix de tudo aquilo que se é nostálgico, sendo um filme atual com alma dos longas de 1980. Há tantas influencias e homenagens e Meu Amigo, o Dragão se torna único e original por ter a sua própria cara. A comédia é bem desenvolvida, assim como toda a aventura de Pete na cidade, e até mesmo na floresta, e o drama pessoal do garoto com a separação do seu melhor amigo, o único ser que conhece de verdade, e que não diz uma única palavra, algo que o filme em si trabalha de forma espetacular, o silêncio. Em muitos momentos o longa conversa apenas pelos olhos de seus personagens, tratando todas as situações como sendo incríveis demais para que palavras a possam descrever.

Aliás, algo que o longa consegue desenvolver de forma brilhante é o próprio Elliot. Com uma computação gráfica esplêndida e de primeira, nós realmente acreditamos que Elliot está ali, que ele existe. O imenso dragão verde, com atitudes de cachorro, cativa e emociona com seu olhar imensamente expressivo e resmungos fofos e furiosos. E junto dele temos Pete, o personagem principal, mas que além de tudo, é a chave para o relacionamento dos dois que é honesta, tratada com muito carinho e que teve a dose certa de amor embutido no roteiro. Inclusive, todo o terceiro ato de Meu Amigo, o Dragão é totalmente oitentista, e provoca as emoções do espectador de forma fervorosa, indo desde a raiva a excitação e por fim, muitas lágrimas.

O elenco é perfeito para o filme tendo Oakes Fegley como principal, passando muita credibilidade no papel de um garoto que não conhece a civilização e estranha aquilo à primeira vista, mas tem muito mérito por demonstrar imensa felicidade ao estar com Elliot, que é completamente digital. Ainda temos Bryce Dallas Howard como a guarda florestal e tutora de Pete em meio a civilização, junto da atriz mirim Oona Laurence. Ainda temos Robert Redford, que pouco aparece, mas está perfeito no papel do adulto que acredita em magia e fantasia, tendo um monólogo de quando encontrou Elliot anos atrás, incrivelmente emocionante. E por fim Wes Bentley como um dos madeireiros, assim como Karl Urban que também é o vilão do filme.

A fotografia é boa, muito bonita, mas tem o defeito de ser densamente escura em cenas em meio a floresta, algo que os óculos 3D acabam por prejudicar. Tirando isso tudo é lindo, a forma como a cidade é tratada, a própria floresta e o céu estrelado.

E por fim a trilha sonora que compõe boa parte do filme de forma bem melódica, instrumental e original. Como já dito, o filme trabalha muito com o silêncio além de tudo, e o que ajuda a compor as emoções do mesmo é justamente a música lindíssima que não perde o tom em momento algum, seja para nos momentos de aventura ou até para nos emocionar.

Meu Amigo, o Dragão é pura magia. Tudo no filme funciona de forma espetacular, seja o que é original ou simplesmente as inúmeras influencias que filmes como E.T., Meu Monstro de Estimação e até Onde Vivem os Monstro tiveram. Tudo que é visto consegue tocar o coração de quem o está vendo, divertindo na medida certa e também emocionando como tem que ser. É um filme essencialmente Disney que consegue agradar crianças e adultos como tudo que é apresentado, mas Meu Amigo, o Dragão tem o toque, o toque fantástico e mágico que faz dele um filme perfeitamente lindo e encantador.

Nota do Autor: 9
Nota do público:(2 votos) 9.5
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Karl Urban is Gavin in Disney's PETE'S DRAGON, the story of a boy named Pete and his best friend Elliot, who just happens to be a dragon.

Oakes Fegley is Pete in Disney's PETE'S DRAGON, the story of a boy named Pete and his best friend Elliot, who just happens to be a dragon.

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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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