Moana – Um Mar de Aventuras (Moana) – Crítica

Divertido, bonito, melódico e estonteante. Moana é uma jornada do herói digna!

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Há milênios, Maui, um semideus roubou o coração (uma pedra mágica) de Te Fiti, uma deusa que criou a vida na Terra. Com seus poderes e seu anzol mágico, Maui teve que proteger o coração de Te Fiti de Te Ka, um monstro de lava que desejava possuí-la, porém, após combates mortais, tanto o anzol quanto o coração de Te Fiti se perderam no mar e seus paradeiros nunca mais foram mencionados. Anos depois, Moana, uma jovem corajosa, filha do chefe de uma ilha na Polinésia descobre encontra o coração de Te Fiti e embarca nesta aventura para devolver a pedra mágica, mas terá de contar com a ajuda de Maui para leva-la até o lugar que a pertence.

Moana é uma mistura de coisas que resultam em algo maravilhosa. Imagine a famosa jornada do herói, com a animação Hércules, O Hobbit e até mesmo o visual de As Aventuras de Pi. Este é Moana.

Talvez o mais interessante de Moana seja justamente a sua mitologia fortemente predominante durante todo o filme. O longa não tem medo de utilizar nomes temáticos, assim como suas músicas, criaturas e toda a cultura predominante. É um filme muito corajoso nesse sentido, justamente por tirar o espectador da sua zona de conforto em relação a isso, assim como Kubo e as Cordas Mágicas fez este ano, mas este ainda puxa para um lado mais adulto. Moana, diferente de Kubo, é um filme Disney por completo, você possui aventura, comédia, fantasia e seu resultado é fantástico.

A trama é envolvente, a história convincente de forma que é muito fácil comprar as motivações de todos os personagens ali. Não há ninguém que não tenha um pano de fundo para suas ações principais, o que faz com que seus personagens sejam incrivelmente instigantes e carismáticos. Temos Maui como o semideus convencido, porém frustrado que tem uma alteração de caráter gradativa durante o filme. Moana entra para essa nova leva de princesas girlpower da Disney que não possuem príncipes, juntamente com Elsa, e que é fascinante a sua construção.

Toda a aventura é magnífica, e o que acha ainda mais a atenção são as sequências de tirar o fôlego em meio à uma ação magnífica nos momentos certos em que todo o clima é agitado e frenético, mas o longa não se esquece de focar no sentimentalismo que é fortemente utilizado no filme todo, junto do visual estonteante e as músicas dos personagens que são cantadas. Sim, Moana é um musical como Frozen.

Porém, Moana acaba por pecar em ser óbvio demais com a sua jornada do herói padrão demais, com direito a muitos clichês (diferente de Kubo que muda em muitos momentos) e um vilão que, apesar de ser extremamente bem feito, não cativa por ser apenas um gigante Elemental como eram os titãs que ajudavam Hades no filme Hércules. E também há um alívio cômico muito bom no começo do filme, mas que é utilizado em extremo excesso até cansar.

A dublagem é muito boa, porém a única ressalva é justamente nos momentos de música em que dá para se notar que em alguns poucos momentos o áudio é um pouco dessincronizado da boca dos personagens. Mas isso ocorre muito pouco.

A fotografia é algo estupendo! A animação de Moana é possivelmente mais bela e linda do ano, com sequências marítimas ao estilo As Aventuras de Pi, em que os olhos chegam a encher de lágrimas com a animação maravilhosa e de sentimentalismo a flor da pele. É lindo de forma que contribui para sua narrativa e não simplesmente gratuito.

E por fim temos a maravilhosa trilha sonora, está que traz a música tema How Far I’ll Go, uma música linda digna de indicação e até de ser vencedora do Oscar, e temos as outras que compõe todo o filme de forma pontual e precisa para que todo o clima do filme seja perfeito. E ainda a trilha sonora original e instrumental com direitos a momentos Mad Max: Estrada da Fúria.

Moana é um filme divertidíssimo e mágico. Sua aventura é magnífica, bonita e contagiante. É uma das melhores animações do ano, categoria que estará extremamente acirrada no Oscar, mas que merece o seu lugar, e a sua ida ao cinema acompanhar esta aventura belíssima cheia de amor e magia.

Nota do Autor: 9.5
Nota do público:(3 votos) 9.8
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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  • Bruno Passos

    Excelente critica Arthur, adoro as animações dos diretores John Musker e Ron Clements, nesse quesito acho ridículo e é uma pena que a Disney, o cartaz e todo marketing vendem o filme como sendo dos criadores de Zootopia e Frozen, sendo que o desenho tem corpo e alma de John e Ron (A pequena sereia, Aladdin, Hércules, A princesa e o sapo), tanto no que tange nas sequências musicais, como nos traços caricaturais dos personagens (especialidade do genial Ron Clements, que inclusive é notório dentro da própria Disney por fazer caricaturas dos próprios funcionários da empresa).