Namorados para sempre (Blue Valentine) – [Especial dia dos Namorados]

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O filme de hoje pode ser um pouco melancólico para algumas pessoas, mas para outras ele traz em seu enredo uma aproximação com a vida real. O título dele em português é diferente do original, Blue Valentine, que se assemelha a Dia dos namorados triste. Ele conta a história de Cindy e Dean, fazendo um paralelo entre o começo do namoro, repleto de sonhos e alegria, e o casamento atual, caído no marasmo da rotina. Ainda há Frankie (Faith Wladyka), a filha deles, que tem um papel fundamental na história do casal.

O filme é estrelado por Ryan Gosling (Ryan, seu lindo, me liga!) e Michelle Williams. A atuação deles foi bastante convincente, mostrando o despretensioso e singelo começo de namoro, até o drama de um casamento em crise. Os atores participaram da produção do longa, o que trouxe um comprometimento a mais nesse sentido, acredito. Michelle, inclusive, foi indicada ao Oscar de melhor atriz por esse ótimo trabalho ao lado de Ryan, com quem teve uma ótima química.

Da paixão intensa do início do romance...

Da paixão intensa do início do romance…

Através dos flashbacks, conseguimos perceber o frescor da juventude de ambos e comparar com o aparente fracasso do casamento. Fica claro que nenhum dos dois sonhou com aquela vida, porém o passado teve seu encanto. O filme parece que se arrasta, mas esse é o objetivo, mostrar um casamento que se arrasta pela vida deles. Ao contrário do que acontece nos flashbacks, em que há paixão e romance.

Existe uma propaganda do Serenata de amor que fala o seguinte: segundo alguns psicanalistas, quando nos apaixonamos, nós não nos relacionamos com uma pessoa, e sim com a projeção dela. Essa projeção que criamos é perfeita e com o tempo ela se desfaz. Se o que ficar for suficiente para os dois, a relação continua. Se não, ninguém sabe o que faz iniciar uma nova projeção, ou seja, ninguém sabe quando vamos nos apaixonar novamente. Blue Valentine exemplifica o que a propaganda traz. No início, ambos estavam apaixonados. Com o tempo, essa paixão foi se esvaindo, tornando a relação difícil de sustentar.

...até a tentativa de salvar um casamento em crise.

…até a tentativa de salvar um casamento em crise.

Mas por que escrever sobre um drama no Especial dia dos namorados? É simples, porque nem só de amor e paixão vive um relacionamento. Há crises, conflitos e dificuldades numa relação a dois. Cindy e Dean demonstram isso muito bem. E quando a paixão do começa do romance acaba, o que resta? Essa foi a pergunta que o filme me deixou no final, que, aliás, ficou em aberto. Além da pergunta, Blue Valentine me recordou um poema de Vinicius de Moraes, Soneto da Fidelidade, especialmente os dois últimos versos: “Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”

Porque o amor sempre vale a pena

“Porque o amor sempre vale a pena”

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Nota do Autor: 8.5
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Rayana Lima
Formada em Psicologia e, atualmente, está terminando o Mestrado também em Psicologia. Adora diversos tipos de filmes e sempre gosta de assistir várias vezes aqueles que mais lhe agradam. Seu estilo preferido é suspense e terror, mas também adora um romance, uma comédia ou um drama bem construído. O estilo musical também é bem eclético, mas não peçam pra ela escutar Annita e afins. No seu tempo livre, ama dançar e gosta de jogar videogame. Mas só os de corrida, porque os de plataforma e RPG são lentos demais pra ela.

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