Black Butler – O Mordomo de Preto (Kuroshitsuji) – Crítica

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Até onde você iria por vingança? Fingiria ser do gênero oposto? Faria alianças com os inimigos do estado? Venderia sua alma a um demônio?

Kuroshitsuji  (Black Butler – O Mordomo de Preto no Brasil) é um filme japonês de ação, aventura, fantasia, ficção científica e suspense, dirigido por Kentarō Ōtani e Keiichi Sato. O filme foi baseado no mangá homônimo escrito por Yana Toboso e foi lançado no Japão em 2014, finalmente chegando aos cinemas brasileiros esta semana.

A história se passa em 2020, quando o mundo foi dividido em duas nações, o Ocidente e o Oriente. O Ocidente é uma monarquia e emprega espiões pelo Oriente – também conhecidos como Cães de Guarda da Rainha. O enredo é repleto de elementos de ficção científica e fantasia, com temáticas como experimentos biológicos e demônios, o que fortalece o suspense do filme, pois o expectador nunca sabe o que pode surgir a cada cena.

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Shiori Genpō, uma jovem espiã do Ocidente, teve seus pais assassinados quando ainda era criança, vendendo a alma a um demônio para que não fosse assassinada junto aos parentes e para garantir a sua vingança. Hoje, ela se disfarça de rapaz e responde pelo nome Kiyoharu para liderar sua família tradicionalmente patriarcal e conduzir suas investigações em segredo.

O demônio assumiu a identidade de Sebastian Michaelis e o disfarce de mordomo, zelando pelo conforto e pela vida de sua senhora, pois o contrato determinou que ele só possuirá sua alma caso ela complete sua vingança ou cometa suicídio. Sebastian é incorrigivelmente cordial e amável com sua senhora, tanto quanto implacável contra qualquer um que ameace sua segurança – apesar de ficar bem claro que o seu único objetivo é a alma de Shiori.

O filme encontra um equilíbrio incrível entre o suspense e a ação, trazendo inúmeros mistérios a serem desvendados e batalhas de tirar o fôlego. Diferente dos filmes ocidentais, que trazem cada vez menos surpresas em seus enredos, O Mordomo de Preto perde a conta em suas reviravoltas, fazendo com que o expectador evite piscar os olhos para não perder nenhum detalhe. E como esperado de um filme de ação oriental, as coreografias das cenas de ação são tão excitantes quanto as revelações da história.

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Há duas diferenças proeminentes entre filme e mangá. A primeira é que, no filme, a ambientação foi mudada para 2020 na Ásia; já no mangá original, a série foi ambientada no século XIX em Londres – o produtor Shinzô Matsuhashi afirmou que o cenário foi alterado porque, caso contrário, não poderiam haver atores japoneses. E a segunda é o fato de que, no mangá, o protagonista não é uma menina disfarçada de menino, mas um rapaz chamado Ciel. O filme foi lançado no Japão em janeiro de 2014, ficando em terceiro lugar em sua semana de estreia nas bilheterias japonesas e arrecadou um total de ¥5.243.260 ienes só no Japão (isso equivale a pouco mais de 180 mil reais).

Com certeza O Mordomo de Preto irá agradar aqueles que apreciam um bom filme de ação e de suspense, oferecendo um enredo muito mais elaborado e dinâmico do que estamos acostumados aqui no Ocidente.

Nota do Autor: 9
Nota do público:(4 votos) 7.5
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Bernardo Stamato
Vencedor do Concurso Cultura "Eu, Criatura" da Devir Livraria, formado em Letras, professor de Game Design e 3D Fundamental na empresa Seven Game e escritor (http://entrevirtudesevicios.blogspot.com/). Quando dá tempo para respirar, lê e joga PS3 também.

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