Ouija: Origem do Mal (Ouija: Origin of Evil) – Crítica

Mais um filme qualquer de suspense que é esquecido logo que sai do cinema.

294204-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Ambientado na década de 60, acompanhamos Alice (Elizabeth Reaser, Mad Men) uma viúva que vive com suas duas filhas, e que trabalha como vidente, mas que na verdade é uma farsa. Certo dia, Alice compra um tabuleiro de Ouija para aplicar em seus golpes, mas quem se interessa mesmo pelo tabuleiro é Doris (Lulu Wilson, Livrai-nos do Mal), sua filha mais nova, que tenta se comunicar com o pai falecido, mas que acaba por descobrir inúmeros espíritos malignos que habitam a casa em segredo e que, agora, fazem da vida da família um inferno.

A direção deste filme está por conta de Mike Flanagan, este que é um bom diretor de suspense e foi responsável por filmes como O Espelho, O Sono da Morte e também Hush: A Morte Ouve. Porém, aqui, Flanagan é um utilizado como um mero diretor contratado à mercê de seu estúdio, igual ao diretor David F. Sandberg que dirigiu Quando as Luzes se Apagam neste mesmo ano.

Aqui em Ouija: Origem do Mal, encontramos nada mais, nada menos, que um compilado de filmes de suspense dos últimos 10 anos, tudo amassado e misturado, gerando um filme ruim que você já deve ter visto, no mínimo, umas 10 vezes.

Não há material para se trabalhar aqui. A trama tenta ser amedrontadora a todo momento, trabalhando os irritantes jump-scares que tentam ser colocados no filme em todos os momentos, seja com personagens abordando outros de forma histérica ou até mesmo o áudio sendo jogado às alturas mesmo quando um personagem acende um simples fósforo. Tudo é telegrafado, você sabe exatamente quando os sustos irão acontecer, e pior, até mesmo o andamento da trama é evidente, óbvia e clichê.

O filme ainda é recheado de conveniências e deus ex machina, tudo sempre para que o andamento de sua história ocorra de acordo, e como já dito, da forma mais óbvia e comercial possível. Para não dizer que tudo é ruim, Flanagan ainda consegue incorporar uma ou duas cenas que realmente amedrontam e se destacam muito.

Porém, essas cenas não preenchem o filme em si, e ele continua sendo ruim a cada cena seguinte que apresenta, e essas cenas que eram realmente boas se tornam banais, principalmente pela utilização corriqueira de um CGI perceptível.

No caso do elenco, ele tenta.

Elizabeth Reaser tenta ser uma mãe preocupada com suas filhas e a estabilidade que está passando para as mesmas, mas é só isso. Annalise Basso, a filha mais nova, faz a adolescente rebelde, mas seu personagem é chato e cansa demais. Ainda temos Henry Thomas como o Padre Tom, a peça que simboliza a salvação dos personagens na trama, e Lulu Wilson como Doris, a única atriz que acaba mandando bem (mesmo não sendo essas coisas).

A fotografia é ótima e faz com que o filme realmente aparente ter uma estética setentista, tornando tudo um pouco mais amarelado em sépia, mas nada de forma exagerada.

E também a trilha sonora padrão de filmes de suspense genérico que não vai mudar sua vida.

Ouija: Origem do Mal é só mais um. Ele tem um bom diretor que, infelizmente, não tem com o que trabalhar. O roteiro é padrão dos filmes de suspense da atualidade, cheio de clichês e acontecimentos que ainda estão por vir, mas o espectador sabe exatamente o que acontecerá, nem para assustar ou ser minimamente decente ele consegue. É uma pena, mas na próxima vez, invistam em criatividade e criem algo decente.

Nota do Autor: 4
Nota do público:(1 voto) 4
Dê a sua nota:

214132-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx 431687-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx 434968-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx 436218-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx 472726-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

Arthur Lopes publicou 264 posts. Veja outros.

Publicidade