Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story) – Crítica

Não é da saga principal, mas que filmão!!!

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Situado entre o Episódio 3 e 4, Rogue One nos conta toda a conspiração para que a Estrela da Morte pudesse ser destruída. Sendo assim, acompanhamos Jyn Erso (Felicity Jones, Sete Minutos Depois da Meia-Noite), a filha de Galen Erso, um engenheiro responsável por parte da construção da base mortal e que esconde uma falha na base para que a mesma possa ser destruída. Desta forma, Jyn e um grupo da rebelião se juntam para buscar os planos em uma missão suicida.

Dirigido por Gareth Edwards, autor de Godzilla, aqui nós temos uma outra visão de como contar uma história do universo Star Wars, e junto disso, vemos um filme que tenta se desprender da saga principal, admitindo a sua alma de spin off, e que consegue manter a qualidade mesmo assim.

Toda a história é algo bem diferente do que já vimos em 7 filmes da maravilhosa franquia. Aqui, Gareth Edwards se utiliza de uma direção muito menos aventureira, mas muito mais de guerra. O filme quase todo é muito morno, com uma trama que poderia ser melhor trabalhada, as vezes se arrastando mais do que devia em certos pedaços, e de modo geral, previsível e que nos deixa com a impressão de que já vimos aquilo, só que melhor.

Ainda os personagens, infelizmente, não são dos mais cativantes, tendo um ou outro que rouba a sua atenção de forma mágica e graciosa, mas que num geral não chegam a cativar tanto como o impacto de vermos Rey, Finn e Poe Dameron em Episódio 7. Destaques a parte para o personagem de Donnie Yen, Chirrut Imwe, um estudioso da força, cego, e que a segue de forma inquestionável. Foi meu personagem favorito de todo o filme, devido a sua personalidade e justamente as suas cenas de luta incríveis. E também o androide imperial K-2SO, dublado por Alan Tudyk que é o alívio cômico do filme, acertando o tom em uns 60%, mas anima mesmo assim.

Ainda temos no elenco a principal Felicity Jones como Jyn, porém que não tem força e presença para sustentar todo um filme, por mais que esteja bem e que seu personagem seja bom. E também Diego Luna como Cassian Andor, o “Han Solo” desse filme, que não tem o mesmo carisma, com uma personalidade extremamente mal construída e que poderia ser retrabalhado de outra forma. E os veteranos que são Forest Whitaker e Mads Mikkelsen, atores incríveis, como personagens indiferentes e que são descartados em cenas medíocres e sem o menor sentido também.

Porém, Rogue One pode ser morno, mas onde ele acerta, ele é incrível, incluindo o desfecho muito corajoso e até mesmo um tanto quanto inesperado e é inegável como Rogue One é o mais adulto de toso os Star Wars já feito até hoje. Todas as cenas de batalhas são magníficas e somos transportados à um belíssimo filme de guerra, porém no universo Star Wars. É incrível a forma como tudo é conduzido, e as coisas fluem de forma tão natural que esquecemos que naquele universo existem pessoas com sabres de luz. Além de todo o terceiro ato bombástico ser de encher os olhos de lágrimas, com tiroteios terrestres, batalhas “navais” (entre as naves) e os combates aéreos, temos um fator utilizado como puro fan-service, mas que brilha tanto quanto seu sabre de luz vermelho: Darth Vader.

É provável que tenhamos aqui, a melhor cena em que Darth Vader já apareceu. São 5 minutos de filmes mais do que muito bem utilizados, e só esse tempo de tela faz com que todo o longa que é mediano, se torne incrível e de obrigação.

Além de tudo temos a fotografia magnífica. Existem cenas que são feitas para se colocar em um quadro, e como já dito, as tomadas de combate de Gareth Edwards fazem com que o filme seja incrivelmente único e isolado do resto da franquia, com destaques aos combates aéreos.

E por fim a trilha sonora catastrófico. De longe, o pior fator do filme, uma trilha que não se cala nunca, bombástica o tempo todo e que tenta ser original, tenta se desprender daquilo que John Williams fez em 7 filmes, mas sempre que precisa emocionar um pouco, apela para tons nostálgicos e melodias feitas nas faixas dos filmes do passado.

Rogue One: Uma Aventura Star Wars, é uma montanha russa de emoções e qualidade. Obviamente, fãs da saga toda irão curtir incondicionalmente, é um fato, porque o filme é muito bom. Porém, não muda o fato de seu roteiro ser confuso e de decisões duvidosas, com personagens que não cativam tanto quanto deveriam e a sua trilha sonora tenebrosa. Mas esses defeitos não conseguem tirar o brilho daquilo que é incrível: todo o resto do filme. É um filme de guerra com cenas dignas de filmes de guerra; é um filme de conspiração; é um filme de espionagem, mas além de tudo, é um filme de Star Wars, e qualquer filme situado nesse universo, por mais que tenha defeitos, tem cenas que enchem o coração e fazem com que sua ida ao cinema valha a pena de qualquer forma. É o filme mais adulto de toda a franquia, e só por tentar inovar, mantendo qualidade, já vale a pena.

Nota do Autor: 8.5
Nota do público:(14 votos) 9
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Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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  • Maurício Monteiro

    Vi e sai maluco do cinema, mas analisando bem tem seus problemas claro no elenco principal, mas até entendo porque imagina ter que mostrar cada um deles, acho que ficou de bom tamanho. Dou um 9 a nota abaixou mas é um ótimo filme, e merecia as letrinhas