Terminus – Crítica

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Nem sempre as boas intenções podem salvar um filme. Um exemplo perfeito disso é a sci-fi de baixo orçamento Terminus (EUA, 2016), produção que apesar de transbordar boas intenções com sua natureza anti-bélica, sofre com a falta de budget e os parcos valores de produção.

O filme, situado em um cenário pré-Terceira Guerra Mundial, em que EUA, China, Rússia e Oriente Médio vivem um turbulento caldeirão, conta a história do humilde mecânico viúvo David (o inexpressivo Jay Koutrae), que voltando de uma bebedeira noturna na cidadezinha onde vive com sua filha, Annabelle (Kendra Appleton), avista a queda de um meteoro, e em seguida, sofre um acidente com seu carro. Ao entrar em contato com os resíduos do meteoro, David começa a experienciar estranhas visões, que estão diretamente ligadas à seu doloroso passado, e à uma esperança para o futuro, em um mundo à beira do holocausto nuclear.

A boa ideia inicial de Terminus é desperdiçada em uma produção excessivamente pobre, que peca por seu elenco amador, a começar de seu péssimo protagonista, Jay Koutrae, incapaz de elaborar uma única expressão facial sequer. Os efeitos especiais também são sofríveis, e o roteiro a quatro mãos de Gabriel Dowrick (Skin Trade: Em Busca de Vingança) e Shiyan Zheng (Airlock), não consegue cativar o espectador, apesar de alguns personagens secundários interessantes. A direção do estreante em longas Marc Furmie (que também colabora com o roteiro) não é das piores, mas fica nítida a maneira canhestra com que o diretor lida com algumas situações.

À seu favor, a produção tem o seu tom pacifista, que protesta contra os conflitos armados (especialmente os intermináveis que acontecem no Oriente Médio) e sua conclusão instigante, que redime um pouco os excessivos deslizes que acontecem ao longo do filme.

Entretanto, Terminus termina por ser uma sci-fi que dá sono, ao invés de escalar o nível de interesse do espectador, que em determinado momento, já não está nem aí se o mundo vai acabar ou não, e só quer que o filme acabe logo.

Nota do Autor: 4.5
Nota do público:(13 votos) 4.9
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Eduardo Kacic
Fanático pela sétima arte. Roteirista de longa-metragens (com duas obras registradas na Biblioteca Nacional) e crítico de cinema com mais de 2.000 textos publicados, Eduardo assiste à todo tipo de filme, desde blockbusters até experimentais, mas seu Olimpo é habitado por Spielberg, Eastwood, Scorsese e Tarantino. Seu filme preferido (e insuperável) é Os Bons Companheiros, do Scorsese. https://www.facebook.com/eduardo.kacic.7 https://www.instagram.com/kacicedu/ https://br.linkedin.com/in/eduardokacic https://twitter.com/edukacic1

Eduardo Kacic publicou 132 posts. Veja outros.

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  • Thiago Zod

    É um bom filme, com um bom roteiro, simples e fácil de assistir, que o tema pré-guerra com um toque alien, não é exagerado, nem apelativo, e para um filme assim, não precisa de efeitos em CGI.

  • Nay Marquèz

    Não gostei. Fraco em roteiro, fraco em expressão, fraco em elenco, fotografia um lixo, efeitos uma negação e esse protagonista me deu sono do início ao fim.