Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft) – Crítica

Mais de 20 anos se passaram desde a primeira vez que conhecemos Azeroth, depois de uma espera que parecia interminável, finalmente Warcraft chega as telas em uma adaptação decente dos eventos do primeiro jogo da franquia.

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Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos tinha uma tarefa difícil: Apresentar uma história complexa e rica onde tanto os Orcs quanto os Humanos tivessem papéis vitais, mas sem o clássico conceito de herói/vilão. Nisso o filme se saiu bem, já que ambos os lados são bem apresentados e explorados. Desde os Orcs nas planícies áridas de Draenor até os Humanos na grande cidade de Ventobravo, o filme mostra bem as duas facções que existem nos jogos.

Já os eventos do filme seguem até que de forma bem fiel aos conhecidos como a primeira guerra, mas como estamos falando de uma adaptação, se prepare para diversas mudanças, algumas para melhor e outras, nem tanto. O filme em diversos momentos tenta criar tensão, apelando para clichês e assim, deixa de lado momentos do jogo que teriam o mesmo impacto e tem a sua devida importância na franquia.

Mas ainda assim, o filme retrata bem o cerne da história do primeiro Warcraft, mas se saí anda melhor na ambientação. Desde a primeira cena do filme, fiquei maravilhado em finalmente poder ver Azeroth na tela do cinema e digo que ele está mais lindo que nunca. O filme retrata fielmente não só as localizações dos jogos, como Ventobravo (Stormwind) e Altaforja (Ironforge), mas como diversos elementos dos jogos, desde murlocs até as flags de duelo. Isso sem citar as outras raças que podemos ver no filme, como Elfos, Anões e Draenei.

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Os personagens são bem apresentados, personagens icônicos como Durotan, Orgrim, Gul’Dan, Anduin Lothar, Rei Llane e Garona estão bem fiéis as personalidades e história que conhecemos, mas é com Medivh que o filme falha. O filme deixa de dar o background esperado para o personagem, o que deixa várias das ações e falas do personagem, muito desconexas e confusas para qualquer um que não conheça o lore de Warcraft. O filme claramente visa recompensar os fãs que tem certo conhecimento do jogo, não só pelas diversas referências, mas por deixar muitos detalhes sem um aprofundamento maior nos eventos, o que pode desagradar o público geral.

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Trazer a vida Azeroth e seus habitantes é um dos maiores méritos do filme, os efeitos estão lindos, não apenas no que se diz de personagens, montarias e paisagens, mas as demonstrações de magias e as batalhas são um espetáculo a parte, cade item do filme é absurdamente detalhado, aumentando ainda mais a imersão naquele universo. A trilha-sonora também é muito pontual, remetendo a temas dos jogos, principalmente World of Warcraft.

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Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos é uma adaptação decente de um dos maiores jogos de todos os tempos, mas tinha potencial para ser ainda melhor, dando prioridade a um plot mais simples recheado de clichês além de explorar mais profundamente toda a mitologia que a franquia possui. Mas ainda consegue entreter com personagens carismáticos e diversos detalhes que vão tirar sorrisos dos fãs dos jogos.

Nota do Autor: 8
Nota do público:(14 votos) 6.2
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Saindo do Cinema

Trailer: 

Sinopse: A região de Azeroth sempre viveu em paz, até a chegada dos guerreiros Orc. Com a abertura de um portal, eles puderam chegar à nova Terra com a intenção de destruir o povo inimigo. Cada lado da batalha possui um grande herói, e os dois travam uma disputa pessoal, colocando em risco seu povo, sua família e todas as pessoas que amam.

Guilherme Vitoriano
Devorador de Livros e Quadrinhos, domador de jogos.e Nerd assumido. Apreciador de uma boa música e apaixonado por suas meninas.

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