X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse) – Crítica

Depois de Dias de um Futuro Esquecido ter “zerado” a cronologia dos filmes da franquia X-Men, todos estavam curiosos para o que o futuro reservaria para os mutantes da FOX. Então tivemos o anúncio de que finalmente veríamos Apocalipse nas telas, um dos maiores antagonistas da equipe nos quadrinhos e bom… Ele aparece.

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Minhas expectativas não estavam muito altas para X-Men: Apocalipse, talvez seja por isso que tenha conseguido me divertir um pouco com o filme, que apostou alto no visual e deixou de lado a profundidade e o ritmo da história. O filme está longe de ser ruim, mas provou que o terceiro costuma ser o pior (Palavras do próprio filme!).

X-Men: Apocalipse trouxe várias caras novas para a franquia e mesmo sabendo que era difícil apresentar e aprofundar todos os novos personagens durante o tempo de filme, é difícil não se sentir frustrado com alguns deles. Começando com o grande vilão, En Sabah Nur. O primeiro mutante brilha pouco no filme que carrega seu nome, Oscar Issac até se esforça no papel, mas Apocalipse é repetitivo e cansativo, por mais que tenha algumas boas cenas do personagem, todo o seu potencial é afogado em diálogos redundantes.

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Os cavaleiros do Apocalipse também são mal explorados no filme. Psylocke é visualmente estonteante, desde o seu uniforme até a demonstração de seus poderes, tudo muito fiel aos quadrinhos, mas falta qualquer tipo de motivação para a personagem. Já a Tempestade de Alexandra Shipp, sofre do mesmo mal, o filme até tenta mostrar um pouco da origem pobre da personagem, mas prefere deixar qualquer tipo de desenvolvimento de lado.

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Outra coisa que me incomodou foi a participação da Mistica. A personagem de Jennifer Lawrence está longe ter a profundidade ou a personalidade que deveria apresentar, nada da duplicidade ou do mistério que a cercam está presente. Ela é apresentada como uma “líder” para o novo grupo contra Apocalipse, se mostrando mais um replay da Katniss do que a própria Mistica.

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Mas vamos falar de pontos positivos, que acreditem ou não, o filme tem. O novo grupoé apresentado logo no começo do filme, Noturno, Ciclope e Jean Gray retornam com caras novas, e durante varias cenas vamos conhecendo suas origens e a extensão de seus poderes. Devo admitir que esperava mais desse trio, mas o filme deixa vários espaços para que sejam mais bem-explorados como equipe em um filme futuro. O maior destaque está para a personagem de Sophie Turner, que traz uma Jean Gray muito superior do que a da primeira trilogia, nos dando até pequenos vislumbres do verdadeiro potencial da personagem.

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Assim como em Dias de um Futuro Esquecido, o personagem que acaba roubando todos os aplausos do filme é Mercúrio, que não só consegue ser melhor explorado, como traz novamente a melhor cena do filme. A cena é intensa, divertida e acompanhada de uma trilha-sonora incrível, que é de deixar qualquer um sem ar.

O filme também consegue trazer diversas boas referências ao universo dos mutantes, incluindo uma boa participação do Wolverine, que é apresentado mais selvagem do que nunca, como visto em quadrinhos como Arma X. E a cena pós-créditos, que deixa uma pista do provável vilão do próximo filme.

X-Men: Apocalipse é um filme que tinha um ótimo potencial e que por mais que tenha pontos positivos, perde brilho com personagens mal explorados e um roteiro confuso.

Nota do Autor: 7
Nota do público:(24 votos) 5.8
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Guilherme Vitoriano
Devorador de Livros e Quadrinhos, domador de jogos.e Nerd assumido. Apreciador de uma boa música e apaixonado por suas meninas.

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