A Bela e a Fera (Beauty and The Beast) – Crítica

Visualmente bonito, mas completamente desnecessário.

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Após ter seu pai sequestrado pela Fera (Dan Stevens, O Quinto Poder), uma criatura que vive isolada em um castelo, Bela vai atrás do pai e se oferece para ficar no lugar como prisioneira. Sendo assim, Bela começa a viver no castelo, e acaba por descobrir que a Fera é na verdade um príncipe amaldiçoado que precisa ser amado para voltar a sua forma humana.

A Bela e a Fera é originalmente uma animação de 1991, também da Disney. Sendo a primeira animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme, A Bela e a Fera se tornou um dos grandes clássicos do cinema.

No entanto, a Disney anda fazendo alguns remakes de filmes clássicos, mas em live-action, não utilizando mais os desenhos. Foi assim com Malévola, Cinderela, Mogli e chegou a vez d’A Bela e a Fera, com outros filmes já confirmados que virão neste formato.

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Se você já assistiu a animação de 1991 você automaticamente já assistiu A Bela e a Fera de 2017. Aqui não há originalidade alguma. Ao menos em Malévola tínhamos uma visão diferente da história e Cinderela algumas pequenas alterações. Já Mogli acaba sendo uma cópia, mas é de um nível tão perfeito que pouco temos o que reclamar com seus efeitos maravilhosos. A Bela e a Fera de 2017 é apenas uma cópia com muito menos charme que o seu original.

As músicas são as mesmas, as cenas são as mesmas, até mesmo as roupas dos personagens são iguais, e nada de criatividade ou ousadia para que tenhamos alguns detalhes diferentes ou até mesmo uma “releitura” como foi o filme francês d’A Bela e a Fera em 2014. Obviamente filme são para dar dinheiro, inclusive todos esses remakes, mas aqui é muito mais notável que estamos vendo a um “caça níquel”.

Mas isso faz o filme ser ruim? Não, ele só não tem nada de especial por si só.

É um filme completamente sem propósito que até mesmo momentos realmente mágicos que conseguem fazer isso com pouco no seu original, não tem efeito algum aqui. A única coisa que pode ser realmente elogiado é o seu visual, com a direção de arte impecável e o CGI que funciona basicamente só na parte dos móveis e utensílios da casa, porque quando vemos a Fera é como se estivemos jogando um Playstation 1.

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No elenco temos muitos nomes, todos desperdiçados por completo. Emma Watson que é boa atriz aqui só consegue ser igual a Bela da animação, não estando bem no filme, não tem o charme que a personagem merece e instigando nada sendo completamente inexpressiva. Dan Stevens é a Fera, mas passa todo o filme sendo feito por computação e quando surge como humano tem cenas e falas ridículas. Ainda temos Kevin Kline desperdiçado, Luke Evans como Gaston, o personagem mais interessante e sendo quem está melhor no filme também. Ainda temos Emma Thompson e Stanley Tucci completamente apagados, e Ewan McGregor que faz Lumiere que faz um sotaque francês caricato. Mas a melhor dublagem vai para Sir Ian McKellen como Cogsworth.

E por fim temos uma fotografia muito bonita devido a direção de arte, e uma trilha sonora legal, mas que se você quiser ver junto de um filme realmente bom, vale mais a pena a animação de 91.

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A Bela e a Fera é um “caça níquel” descarado que não se preocupa em fazer nada que não seja arrancar o dinheiro do bolso dos mais fãs. Não tem nenhuma originalidade, não tem coragem de fazer algo diferente e ainda por cima não tem metade do charme do filme original. A única coisa que vale realmente no filme é o visual, que não faz o filme ser algo comprável de qualquer forma. É um filme desnecessário, então se tiver interesse nesta história, o original irá te encantar mais do que essa cópia barata.

Nota do Autor: 5.5
Nota do público:(4 votos) 2.6
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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