A Grande Muralha (The Great Wall) – Crítica

Estranhamente divertido.

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William (Matt Damon, Jason Bourne) e Torva (Pedro Pascal, Game of Thrones) são dois guerreiros mercenários que se encontram na China para buscar o misterioso pó negro. Sendo assim, eles acabam por se deparar com a Grande Muralha, um muro imenso que protege a população de criaturas místicas. No entanto, os dois agora terão de lutar ao lado dos chineses em busca de liberdade.

Dirigido pelo mestre Zhang Yimou, o mesmo diretor de Flores do Oriente, O Clã das Adagas Voadoras e o fantástico Herói, eu não tinha fé alguma coisa esse filme.

Os filmes americanos são excelentes, mas quando mesclam com outra cultura, normalmente são horríveis. Porém aqui, ao menos foi divertido.

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A Grande Muralha é um filme simples tanto de se ver quando de se analisar. A história é objetiva e conta uma mera aventura com dois guerreiros misteriosos em um mundo desconhecido. O filme não se leva a sério em momento algum, já começando pela direção de Zhang Yimou que está aqui fazendo um blockbuster utilizando os seus artifícios excelentes, mas que aqui não têm significado nenhum, e aí é que está o problema.

É fácil notar a interferência hollywoodiana em A Grande Muralha, tornando certas cenas completamente americanizadas e destoando do que Zhang quer fazer com suas câmeras lentas, mulheres camicazes, entre outras. Sendo assim, o filme tem dois polos: americano e chinês. Mas o chinês é justamente o que funciona de forma perfeita, mas é quase ofuscado pela parte americana.

Mas o ruim mesmo é o roteiro que não sabe criar nada. O filme deve possuir meia dúzia de personagens com maior foco e que os que interessam são na verdade dois, o que faz cenas completamente ridículas como a morte de um general chinês ser a coisa mais importante do mundo, sendo que ele nem havia feito nada na história do longa. Ao menos isso origina a melhor cena do filme.

O filme também tem diálogos pobres, mas o que chama a atenção aqui mesmo é a ação que diverte. É um filme descompromissado que cria ótimos conceitos para seu filme, e por mais que não os aproveite de forma boa, ao menos consegue divertir o suficiente.

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O elenco está ok, mas a questão é seus personagens inúteis. Matt Damon é o grande protagonista, mas é claro que ele atua no filme de modo automático. Não tem carisma seu personagem e da mesma forma que entra mudo, sai calado. Pedro Pascal é inútil e não serve para nada, por mais que seja um badboy legal no filme. Temos Willem Dafoe completamente desperdiçado. E Jing Tian que é a melhor atriz do filme, que além de ser bonita, faz bem o que se propõe a fazer.

A fotografia é bonita e cria cenas excelentes, mas o CGI não é uma obra-prima, fazendo cenas ótimas, mas em outras deixa evidente que é algo digital.

E a trilha sonora que é magnífica, com batidas fortes orientais de guerra que te enchem de energia nas batalhas.

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A Grande Muralha é uma diversão e nada mais. A história é simples, seus diálogos pobres, personagens sem exploração alguma e que sentimos mais o dedo americano presente que o chinês. Porém, quando o chinês surge é algo único, e isso traz o seu diferencial, com uma ação divertida e um filme simplesmente descompromissado.

Nota do Autor: 6.5
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Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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