Alien: Covenant – Crítica

Ainda estou tentando entender a existência desse filme.

479684.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Ambientado 10 anos após o filme Prometheus, aqui nós acompanhamos a nave de colonização Covenant. Após um acidente na viagem, a tripulação acorda e recebe um sinal de vida em um planeta chamado Origae-6. Após discutirem se devem ir ao planeta ou seguir o percurso destinado, Covenant pousa em Origae-6, buscando pela origem do sinal de vida, mas descobrindo que o lugar é muito mais hostil e obscuro do que imaginavam.

É impressionante a trajetória de Alien nos cinemas. Começando com um filme espetacular e exemplar de terror, também dirigido por Ridley Scott, Alien foi para as mãos de James Cameron que transformou este em um ícone da ação. Porém, nos filmes 3 e 4, por mais que a franquia tenha passado pelas mãos de diretores como David Fincher, esta se tornou algo voltado para o trash, sem roteiro decente ou personalidade. Em 2012, Alien retornou com Prometheus, um prequel de tudo e voltando para as mãos de Ridley Scott. Porém o filme foi mal, sendo bem fraco, mas deixando pontas soltas para o retorno do monstro agora em 2017 com Alien: Covenant.

231946.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

É impressionante como o criador disso tudo pode se tornar o destruidor também. Scott foi um mito que hoje se afunda cada vez mais nos próprios erros. Criando um ícone do terror com o primeiro filme, Scott parece ter esquecido como se fazer um filme do Alien, tanto em Prometheus quanto em Covenant. Porém, por mais que eu seja um dos poucos que gosta de Prometheus (mesmo sabendo que é fraco) eu não tenho como apoiar nada em Covenant.

Aqui nós temos basicamente o esqueleto do filme Prometheus, porém muito mais piorado. Os erros do filme anterior não fizeram com que o diretor aprendesse, e cometeu os mesmos erros de forma muito mais catastrófica. O filme até começa bem, com um flashback conectando com Prometheus, algo que anima e deixa com vontade de continuar. Porém, logo que esse flashback acaba, o filme já desanda. Personagens são descartados com a maior facilidade do mundo, não os desenvolvendo para que sintamos as suas perdas.

A história é igual a de Prometheus, ou seja, é fraca e assim como explica em cinco minutos as pontas soltas do antecessor, abre outras milhares que fazem menos sentido ainda. Além do mais, conforme o filme anda, nós notamos que até mesmo o flashback inicial que nos animou, era apenas um sinal de que os envolvidos não faziam ideia do que estavam fazendo. O filme não volta com a atmosfera de terror, ele apenas cria violência recheada de um sangue completamente digital e horrendo! E por mais que isso não me anime, devo admitir que algumas sequências são empolgantes. Mas mesmo assim, nem a presença do Alien em si tem uma explicação plausível.

E por mais que aqui nós tenhamos bons atores, o roteiro é tão tenebroso que nenhum deles é desenvolvido, e nos faz ter a impressão de que estamos vendo um filme de Sexta-Feira 13, com personagens completamente burros. No elenco temos Billy Cudrup que faz bem um personagem irritante. Danny McBride como um alívio cômico que não funciona. Katherine Waterston sendo a “nova Ripley” que só nos dá vergonha ao notarmos isso. Temos Michael Fassbender como o real antagonista do filme, sendo puro overacting e dando a impressão que estamos vendo um filme de vilão megalomaníaco genérico. E ainda temos James Franco, que quando vocês virem como o ator é utilizado, vocês vão entender como o filme trata os personagens.

A fotografia é a melhor coisa do filme, ainda conseguindo criar um mundo instigante junto da trilha sonora inquieta que compõe bem o filme.

Alien: Covenant não é um filme digno de levar o nome “Alien” para seu título. É um filme ridículo, com personagens, diálogos, trama e roteiro toscos e malfeitos. Por mais que este seja um filme que pode animar os fãs mais assíduos, ele está bem longe de ser um filme ok, ou até mesmo de se comparar com Prometheus, o filme mais fraco de toda a franquia.

Nota do Autor: 2.5
Nota do público:(4 votos) 2.7
Dê a sua nota:

Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

Arthur Lopes publicou 255 posts. Veja outros.

Publicidade

  • Fabiano Barbosa

    É um filme horroroso mesmo, ele chupa conceitos dos filmes antigos e os executa de forma porca… uma vergonha, sem contar com aquele Alien branco mds… parecia Alien 4… Terrível.