Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Darker) – Crítica

Ao menos é melhor que o primeiro.

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Após terem terminado devido às atitudes obsessivas e dominadoras de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) começa a investir na sua carreira até que é, novamente, atraída por Christian. Porém, desta vez, Anastasia começa a tomar as rédeas do relacionamento, não sendo mais apenas um objeto.

Adaptado do segundo livro e E.L. James, aqui nós temos a segunda parte de 50 Tons de Cinza que foi denominado 50 Tons Mais Escuros.

E digamos que o filme não é ruim, porque em termos técnicos como direção, fotografia e até mesmo figurino, ele é muito bom. Mas é evidente como 50 Tons Mais Escuros não tem uma história para ser contada.

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Infelizmente o filme se resume a isto: Christian e Anastasia brigam, porém fazem as pazes e fazem sexo na sequência. Todo o filme possui essa linha, que se umas cinco vezes seguidas em looping. E infelizmente esse é o grande defeito de 50 Tons, uma história inexistente e pobre.

O filme ainda dá indícios de coisas que podem ser conflitos na história. No caso aqui temos o chefe de Anastasia que tenta seduzi-la, assim como outros fatores mais chocantes que são spoilers. Mas no caso, tudo é pobre no seu desenvolvimento. As coisas são descartadas da forma mais tranquila possível, sem ter o mínimo de decência para tentar criar um desenvolvimento, um conflito que possa criar algo de diferente ao invés de só vermos Christian e Anastasia com dificuldades amorosas, e transando para resolver isso.

Sem contar que quando o filme tenta criar algum momento mais cativante, a cena tem desfechos ridículos, absurdos e dignos de novelas mexicanas.

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No entanto, o que funciona muito bem e de importância para ao menos nos convencer, é a química dos seus dois atores protagonistas. Jamie Dornan e Dakota Johnson não são os melhores atores do mundo, são medíocres e Dornan chega a criar momentos ridículos em cena quando tenta “sofrer” em alguns momentos.

Mas o filme todo se apoia nos dois personagens, e você que está vendo consegue acreditar no romance dos dois, por mais que seja repleto de diálogos tenebrosos e uma história quase inexistente. Com algumas cenas de sexo, que estão um pouco mais eróticas aqui do que no anterior, a coisa fica fluida nas mãos de James Foley e na química de Dornan e Dakota.

Ainda no elenco nós temos Eric Johnson como o chefe de Anastasia, que está bem dentro do proposto e Kim Basinger horrível no papel.

A fotografia é bonita, o filme consegue criar takes precisos seja romântico quanto eróticos. E uma trilha sonora ok, que faz bem o seu papel, porém o talento de Danny Elfman aqui só é utilizado para dar play em músicas autorais de outros artistas (todas ótimas) em cenas de sexo.

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50 Tons Mais Escuros é um filme que tem altos e baixos, mas infelizmente, mais baixos que altos. É um filme sem história alguma que quase repete o primeiro filme inteiro, tem atores que pouco convencem nos seus papéis, mas ao mesmo tempo têm uma química a ponto de você acreditar no romance, uma direção boa, fotografia legal e só isso. Não acho que é um filme indispensável, mas vale muito a pena apenas se você é um grande fã dos livros ou amou o primeiro filme. Para quem não se empolgou, apenas passe longe.

Nota do Autor: 5.5
Nota do público:(4 votos) 3.5
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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  • Ok. Assisti ao filme, sim! a direção é bem melhor que o primeiro, também gostei muito da fotografia e também do figurino, o filme em si não é dos piores, foi bem melhor que o primeiro, poderia ter sido perfeito, mas como no primeiro, a história ficou muito pobre em detalhes, muita coisa no enredo poderia ter sido mais explorado, alguns dramas exposto no filme poderiam ter tido desfechos melhores. Focaram mais na história do casal Christian e Anástasia e sua reconciliação e seu sexo selvagem. Bem, o casal de ator até tentou dar um colorido a mais nas falas acrescentando um pouco de humor nos diálogos, mas confesso, esperava mais, o livro é rico em vários detalhes da vida de Christian , e o filme não mostrou. O filme merecia mais sustância, poderiam ter explorado mais , gente! Kim Basinger fez parte do filme, poderiam ter explorado algumas cenas de submissão de Christian e Miss Robson, mas não fizeram isso, Kim Basinger ficou como uma mera figurante no filme. Mas se você me perguntar se vou assistir novamente, pode apostar que vou, a química entre o casal Dornan e Dakota é contagiante. Dornan na minha opinião não é um bom ator ( acho-o mecânico demais quando está atuando) , mas algo nele que prende a nossa atenção, alimenta a imaginação, existe algo inexplicável neste homem. Que nos leva a fantasiar horrores com ele. Bom, quer um conselho? Não leve a sério o que eu disse, assista ao filme e tire suas próprias conclusões. Bjos no coração.