Cuphead – Primeiras impressões e nota

Cuphead é tudo isso mesmo?

Após o lançamento do game, minha timeline e canais os quais que eu sou inscrito no youtube enlouqueceram, só tinham amigos jogando e endeusando o game. A ponto de eu ter que reativar minha conta na Steam apenas para comprar o jogo.

Primeiro me deixa explicar que não tenho nada contra videogames serem jogados no PC, sei que esses equipamentos são até mais potentes que os consoles, mas como eu sempre joguei em console e tenho péssimas habilidades para configurar jogos (e principalmente o joystick) nos PCs, eu meio que me afastei da tão idolatrada Steam.

Mas Cuphead foi lançado apenas para Xbox One e PC, então ou eu me renderia ao teclado ou ficaria a ver navios.

Após realizar a compra (menos de R$40 em um game o que é ótimo) e passar quase 10 minutos apanhando para configurar o joystick, cheguei a desistir no inicio mas é praticamente impossível jogar Cuphead no teclado. Só então eu consegui começar a jogar.

Foram praticamente 4 horas de jogatinas.

Estamos batendo nostalgia na sua cara, mesmo se você não viveu ela nos anos 70 ou 80

Graficamente o game é tudo isso mesmo, ou você se lembra dos clássicos desenhos antigos do Mickey ou se for mais novo e pegou a geração 16Bits pode se lembrar de um game como Mickey Mania: Timeless Adventures of Mickey Mouse. A sensação de você estar controlando um desenho é incrível, é um jogo com um visual atrativo para quem joga e para quem assiste.

O visual dos inimigos são lindamente nostálgicos e underground, seus ataques usando as características de cada inimigo são a “cereja do bolo” (como a cebola que chora e ataca lagrimas ou a cenoura com o poder da visão). Mas a Lua até agora é o chefe mais icônico.

Sonoramente o game não é tão marcante, as musicas e efeitos sonoros seguem sim o estilo animação, mas não senti nenhuma trilha marcante a ponto de ter que aumentar o som das caixinhas (ou colocar o fone de ouvido).

O Game:

Ele se classifica na categoria “Run and Gun” (corre e atira) e é praticamente isso que você deve fazer. Por mais que tenha um mapa para se aventurar e buscar fases, o jogo é um prato cheio para quem gosta de jogos no estilo Metal Slug ou até games de navinha. Algumas fases você apenas ira percorrer matando inimigos simples até chegar a um confronto com uma espécie de mini chefe. E outras fases são apenas os chefões em batalhas (com tela parada).

As fases onde se percorrem são excelentes para coletar moedas e assim poder ir à loja que existe no mapa e dar um Up no seu personagem, como comprar mais um coração e assim poder tomar quatro ao invés de três danos, antes de morrer.

A loja e os itens adicionais, como outros tiros que você vai adquirindo durante o game é fundamental para aumentar o fator replay, ou sinceramente o game poderia ficar muito frustrante.

Apos você morrer umas 10 vezes, já vai conseguir pegar os padrões de ataque de cada chefe

Dificuldade:

Pois é, o game poderia ficar frustrante já que sua dificuldade é acima da média. Seu personagem até consegue encher uma barra de energia para dar um super tiro, outros tiros e itens de vida podem ser adquiridos durante o game, mas pra nova geração de jogadores esse game pode ser extremamente impiedoso. Você também tem dois outros golpes que podem ser muito utilizados, o primeiro é o golpe em cima do inimigo, mas para isso não basta apenas você pular em cima deles (no melhor estilo Mario Bros) e sim apertar o pulo dupla bem no momento exato, dessa forma o personagem dá uma girada que dá o efeito destruidor. Outro botão de ação que deve ser utilizado é o dash, mas esse é apenas para ou escapar de golpes inimigos ou alcançar lugares distantes.

Isso quer dizer que não é apenas atirar, se você não usar essas outras habilidades com certeza vai empacar.

Não despreza as moedas no meio do jogo, las serão muito uteis

Calma, que existe solução:

Assim como nos games com famas de impossíveis dos 8 e 16bits, Cuphead também tem seus truques e na verdade é algo que os jogadores antigos já estão bastante acostumados, o simples decoreba do ataque dos inimigos, todos os inimigos tem ataques padrões que se repetem, então após você morrer trocentas vezes, já vai saber como escapar e corre o risco de derrotar alguns inimigos sem tomar nenhum dano.

Jogo de navinha <3

Cuphead é o melhor game do ano? Ou da minha vida? Ou do universo?

Vamos lá, hoje em dia ou temos games blockubsters no estilo Uncharted ou Assassins Creed, que seguem basicamente a formula do sucesso de jogos anteriores. Ou temos algum game indie que se destaca mais por ser um game arte do que um game com alto fator diversão.

Cuphead é bom sim, por mais que seja difícil, ele usa a tática de muitos jogos “Runners” de celulares, que mesmo você morrendo muito não vai se decepcionar, pois a próxima tentativa já está engatilhada e começa muito rápido e as fases são curtas, ou seja, nada de ter que começar “tuuuudo de novo” para chegar ao ponto de onde você morreu anteriormente.

Mas isso é apenas uma tática que os produtores fizeram para o game não ser abandonado pelos jogadores menos inexperientes. Sem dizer do modo “simples” que é possível escolher antes de entrar nas fases, com esse modo, você não enfrenta todas as formas dos chefes de fase e consegue passar com mais facilidade.

O jogo é bacana, mas o hype de elogios que a galera está sobre o mesmo é um pouco exagerado, após eu começar a jogar confesso que fiquei até meio decepcionado, afinal a minha expectativa era muito alta em relação ao game, ele não é um jogo inovador e tenta ganhar o publico pela nostalgia. O game é bom sim, mas a sensação do gameplay enquanto joga não chega perto de bons clássicos desse estilo como Gunstar Heroes (que é muito superior).

Esse ainda é um texto de primeiras impressões do game, pode ser que eu mude meu ponto de vista, estou na metade do game. E em breve colocarei a minha análise critica completa por aqui.

Se você já jogou, escreva nos comentários o que achou e dê a sua nota do game.

Nota do Autor: 8.5
Nota do público:(8 votos) 7.8
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Leandro Vallina
Formado em Comunicação Social. Tem como prioridade na vida cuidar da filha, jogar videogame, alimentar e passear com os cachorros, alimentar e passear com a esposa e jogar mais um pouco de videogame.

Leandro Vallina publicou 1142 posts. Veja outros.

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  • Flávio Antônio

    Olha, o game é de fato ótimo, tem um fator nostalgia, principalmente para mim, que sou um gamer das antigas, o jogo está com um grande Hype, sim, de fato, pois impressionou a muitos, está certo que você tem sua opinião, mas pelo que você vê, as opiniões estão muito favoráveis ao jogo, mas muito mesmo, várias pessoas, youtubers e tal, então sim, como todo o jogo, tem lá seus pontos fracos, mas o jogo entrega muita diversão. Infelizmente essa nova geração, é um pouco chata na questão de jogos, e quando se trata de jogos na pegada retrô, muitos começam a reclamar….O que eu tenha raiva dessa nova geração é justamente isso, não procuram divertirem, só procuram reclamar, falar mal de gráficos, e blá, blá,blá… O bom que antes não havia disso, a galera se divertia, hoje não se divertem, hoje brigam para saber o que é melhor, ou se os vai agradar apenas visualmente, as vezes até deixando o game de lado… Cuphead tem um visual lindo, mesmo que trazendo o retrô, tem um visual mais atual, graficamente, pois o mesmo foi feito com engine Unity, e não sendo ele pixelado….Bem, enfim, espero que possa sim gostar do game, no mais valeu ai pelo seu post.

  • Diego Phiłł

    Concordo com tudo o que você disse Leandro. Mas achei o game sensacional, com músicas excelentes e uma dificuldade que acorda o velho “gamer mega man style” que estava a muito adormecido. E o melhor foi o fator diversão pois pude dividir o tempo de jogatina com meu filhote. Apesar do hype em cima do jogo já mencionado, consegui extrair muito deste game!