For Honor – Análise crítica e Gameplay

Não adiantar esmerilhar o botão de ataque.

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Hack and Slash tem uma péssima fama entre “alguns” jogadores, já que são considerados jogos sem estratégias onde a ideia é o jogador apertar igual um maluco o botão de ataque. For Honor (da Ubisoft) acabou de ser lançado e por mais que muitos não o considerem ser dessa categoria, justamente pelas estratégias de combate que se diferem muito do padrão, ele é sim um hack and slash, só que muito mais aprimorado.

Game e enredo:
Eventos da natureza (terremotos entre outros) acabaram com uma boa parte da vida nas vilas, os poucos que sobraram (que se dividem entre Vikings, Samurais e Cavaleiros) lutam por cada pedaço de terra para conquistar e sobreviver. For Honor tem um modo campanha, mas seu ponto alto é o multiplayer. O game lembra bastante os “clássicos” Dynasty Warriors (PS2) onde o seu personagem sai lutando contra uns exércitos de outros inimigos simultaneamente.
Mas a comparação acaba por aí, já que o modo de batalha é o grande diferencial do jogo. Você luta de forma extremamente personalizada.

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Gráficos e som:
Bonito? Sim! Inovador e diferentão? Nem tanto, o game tem cenários bem caprichados e detalhados, mas após algumas horas de jogo já parece ser tudo a mesma coisa, a trilha sonora tenta ser estilosa mas se torna repetitiva. O grande destaque no game é a excelência que tiveram com a dublagem (em PT BR). Esse é um daqueles games que vale a pena tirar do Inglês e cair dentro da imersão com a dublagem. A violência do game também é um destaque, já que eles abusam do esquartejamento, mas que cabe totalmente no enredo e na época que o game se passa.

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Jogabilidade e dificuldade:
É aqui que vemos a grande diferença, não adianta você sair apertando o botão de ataque sem parar, só vai acabar com o “vigor” do seu personagem (deixando ele vulnerável) e todos os seus golpes serão em vão.
Esquerda, em cima, direita, esse é um dos três lados que você escolhe para atacar, também consegue enxergar de qual lado seu oponente ataca, dessa forma conseguindo se defender.

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O início do jogo é meio complicado, justamente por estarmos acostumados a apenas bater e não calcular o ataque, que é exatamente o que o game pede, mas após algum tempo de prática, você irá perceber que ao contrário de games como Dynasty Warriors, For Honor pode até te colocar contra 100 inimigos simultaneamente, mas você irá lutar quase que como um game de luta 1 a 1. Já que ele consegue se focar (e fixar) em cada inimigo.

A dificuldade é essa, quebrar a barreira da mesmice dos jogos hack and slash (mesmice que eu amo muito) para saber lidar com lutas estratégicas. Power ups também fazem parte das batalhas e você vai precisar avançar com calma nas fases e quebrar muitos vasos para coletar o máximo possível deles.

Campanha ou online:
A campanha é um grande tutorial, por mais que seja “curiosa” no início, começa a ficar monótona no final. O modo Online, dividido em três tipos de jogatinas, trazem a diversão e o fator replay de que o game precisava.

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Conclusão e nota:
Talvez For Honor seja um divisor de águas nos próximos jogos hack and slash (talvez não), esse é um daqueles jogos que pede bastante empenho do jogador, já que o gamer casual pode não conseguir se adaptar com os comandos de ataque. Com uma curva de aprendizado um pouco mais difícil do que o convencional, mas toda essa dificuldade é recompensada justamente quando essa barreira é ultrapassada, só aí o game fica extremamente divertido e empolgante, então a dica é: insista.

Nota do Autor: 8
Nota do público:(3 votos) 8.3
Dê a sua nota:

O Filmes e Games testou e gravou (no formato Live) para você ter uma ideia do gameplay do game:

 

Leandro Vallina
Formado em Comunicação Social. Tem como prioridade na vida cuidar da filha, jogar videogame, alimentar e passear com os cachorros, alimentar e passear com a esposa e jogar mais um pouco de videogame.

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