Kingsman: O Círculo Dourado (Kingsman: The Golden Circle) – Crítica

Está explicado por Matthew Vaughn não faz continuações.

Após um ataque dizimar quase toda a Kingsman, Eddsy (Taron Edgerton, Kingsman) e Merlin (Mark Strong, Kingsman) recorrem aos seus parceiros dos EUA, os Statestman. Lá eles descobrem que uma organização chamada de O Círculo Dourado está por traz dos ataques, cuja responsável é Poppy (Julianne Moore, Simplesmente Alice) uma super traficante a qual terão de derrotar.

Kingsman tinha tudo para dar certo. A forma como o primeiro filme criou uma paródia dos filmes de espionagem ala James Bond era incrível. E por mais que fosse uma paródia e o filme se tratasse como tal, ele sabia ser sério. Ele tinha uma comédia muito boa, uma história e ritmo envolvente e além de tudo, uma ação fenomenal que marcava por causa da cena da igreja. E foi dessa forma, de um jeito despretensioso que Kingsman ficou na mente de todos.

Mas diferente do seu antecessor, Kingsman 2 consegue ser completamente esquecível e piorar tudo que tinha feito de bom no primeiro filme.

A história em si não é ruim. Aqui nós temos a apresentação de coisas novas e que acabam por enriquecer o universo. O fato dos Statesman existirem e como suas armas são diferentes e que combinam com seus agentes. Os codinomes dos agentes ser diferente dos Kingsman também é outro fato. Mas enriquecer um mundo não faz dele bom. A impressão em Kingsman 2 é que ele é um filme muito gente e vazio ao mesmo tempo.

Aqui nós temos uma história que é basicamente a mesma do primeiro. Nós temos um vilão megalomaníaco que que mesma forma que Samuel L. Jackson no primeiro filme, seu plano é uma crítica, que no caso aqui, é sobre as drogas. Mas o filme não sabe se organizar. Em momentos ele tem um bom andamento e em outros ele se torna chato, simplesmente porque não está acontecendo nada! Além disso é incrível como a tal cena da igreja subiu a cabeça de Matthew Vaughn.

A cena da igreja era incrível justamente por não estarmos esperando aquilo e pelo fato dela ser magnífica e única. Porém, no segundo filme nós temos essa cena a todo momento. Eles tentam criar uma em específico mais para o fim do filme que funciona de forma maravilhosa, mas todas as cenas de ação são uma tentativa muito falha da cena da igreja, coisa que era completamente desnecessário. Por mais que as cenas sejam bem dirigidas, mas tudo tem uma impressão de artificial a todo momento. A comédia desse filme não funciona por completo, sendo que a maior parte do tempo eles tentam fazer cenas com sexo anal…

E estranhamento, esse é um filme que conseguiu fazer algo que o antecessor fez brilhantemente, a criação de personagens. Na Statesman você é apresentado a personagens interpretados por atores milionários, e que não possuem desenvolvimento algum. E personagens que nós conhecemos no primeiro filme são completamente descartados no segundo. Mas o pior de tudo é que personagens que sobraram, como o Eggsy que agora tem uma namorada no filme, tem arcos insuportáveis por causa desse relacionamento que não funciona.

E no elenco nós temos Taron Edgerto como Eggsy, que faz bem o papel, mas o roteiro não ajuda. Mark Strong como Merlin que é o único do filme anterior que tem um desenvolvimento interessante, mas mínimo. A volta de Colin Firth como Galahad, completamente desnecessário. Julianne Moore como a vilã que é o personagem mais interessante do filme. Pedro Pascal que se sai bem, e o trio de descartáveis que são Halle Berry, Channing Tatum e Jeff Bridges. Sem contar a presença tenebrosa de Elton John como ele mesmo.

A fotografia é boa, como dito, o filme é bem dirigido. As cenas de ação são incríveis, você presencia sequências incríveis e que é impressionante a forma como Vaughn coloca a câmera na cena. E ainda temos uma trilha sonora boa que é destacada em momentos pontuais com um rock de primeira.

Kingsman: O Círculo Dourado é uma completa decepção. O filme em si é assistível. Um bom passatempo com boa ação e que consegue divertir até certo ponto. Mas não dá pra negar que tudo que funcionou em Kingsman: Serviço Secreto foi descartado aqui. O filme se vangloria demais de destaques do anterior e não faz nada que marque. É um filme que dá pra se ver, mas é esquecível ao extremo, diferente do que seu antecessor foi.

Nota do Autor: 5.5
Nota do público:(2 votos) 9
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Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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