Kong: Ilha da Caveira (Kong: Skull Island) – Crítica

Vem com o monstro!!!

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Bill Randa (John Goodman, Rua Cloverfield, 10) é um pesquisador que descobre a existência de uma ilha isolada nunca explorada. Sendo assim, ele consegue a autorização e um grupo contendo soldados e especialistas para investigar a ilha. Porém, ao chegar no lugar, eles se deparam com Kong, um imenso gorila que protege a ilha. Agora, o grupo de intrusos terá de buscar uma saída da ilha enquanto Kong anda por ela.

Quem nunca curtiu um filme com um bichão gigante destruindo tudo? Existem um monte de filmes deste estilo e em 2014 a Warner nos trouxe um novo filme do monstro Godzilla. E agora nós temos Kong: Ilha da Caveira, filme que está sendo feito, principalmente para criar um universo o qual os monstros se enfrentam.

Mas falando de Kong, como é esse filme?

Kong, diferente de Godzilla, não se leva tão a sério. É um filme de aventura, com muito tiro, porrada e bomba para todos os lados e até mesmo sangue e algumas cenas mais chocantes, mas nada que tornasse o filme para maiores de 18.

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No caso aqui, nós temos uma fórmula e estilo completamente iguais a de filmes sobre a guerra do Vietnã. Tudo é muito semelhante. Existem claras homenagens a Apocalypse Now, Nascido para Matar, O Franco Atirador entre outras homenagens. Seja em cenas idênticas, assim como fotografia e até mesmo a trilha sonora. Mas o que impressiona é como eles conseguiram fazer o esqueleto de um filme sobre a guerra do Vietnã ficar extremamente bem encaixado com King Kong.

E nesse sentido, tudo é muito bom. Cenas com muito estilo, muita ação e sequências que ficam na cabeça, destacando justamente o momento em que os americanos se encontram com Kong que traz um plano sequência magnífico dentro de um helicóptero em queda, junto com todo o resto. E com isso nós também temos a forma como Kong é utilizando, aparecendo muito mais que Godzilla em seu filme solo, e sendo mais imponente da mesma forma que é mais marcante.

Mas o filme derrapa algumas vezes, porque durante todo esse trajeto estamos vendo um filme sobre um macaco gigante, mas que se leva a sério. E conforme o filme vai discorrendo, notamos que a intenção da produção é ser algo mais descontraído, então temos muitos pedaços que destoam um do outro. O filme ainda tem o terrível erro de querer criar frases de efeito com muitos personagens e desenvolver cada um deles. Digamos que nesse quesito, o filme é inchado e ocupa tempo de tela desenvolvendo personagens que não damos a mínima, ao invés de nos mostrar mais de Kong (mesmo defeito de Godzilla).

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No entanto o elenco é fenomenal, mais em nome do que em atuações. Ninguém aqui é fenomenal, mas todos fazem o papel de forma ok. John Goodman é uma espécie de professor louco. Tom Hiddleston faz o ex-militar misterioso, bad boy e galã. Brie Larson é uma jornalista que vai junto, mas pouco tem a oferecer. E ainda temos John C. Reilly, Jign Tian sem utilidade nenhuma, Toby Kebbell, Jason Mitchell e Samuel L. Jackson como um militar que está interpretando a si mesmo.

A fotografia é incrível e se você já viu algum filme da guerra do Vietnã você sabe do que estou falando. Paleta alaranjada, aquele constante efeito de mormaço no ar e constantes focos no sol.

E também temos uma trilha sonora incrível que mantém predominante a banda Creedence Clearwater Revival (típica de filmes de guerra), mas também tem artistas como Ozzy Osbourne e David Bowie. É bom mesmo.

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Kong: Ilha da Caveira é um filme pipoca e nada mais. É melhor do que muitos que ficam na média, mas não chega a ser muito superior. As vezes o filme se leva a sério, outras horas não, e acabamos ficando em dúvida do que estamos realmente vendo. Mas no fim das contas, é um filme estiloso, com cenas legais, outras toscas, mas que na balança vai mais satisfazer do que te decepcionar. Ver o urro do Kong no cinema sempre vale a pena.

Nota do Autor: 7
Nota do público:(7 votos) 9.2
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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