Mulher-Maravilha (Wonder Woman) – Crítica

ALELUIA DC!!!

Diana (Gal Gadot, Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça) é a princesa das amazonas, mulheres poderosas e guerreiras que vivem na ilha de Temiscira, um lugar escondido dos olhos dos humanos. Porém, um dia Steve Trevor (Chris Pine, Star Trek: Sem Fronteiras), um piloto de guerra acaba por cair em Temiscira e diz que precisa voltar para impedir a guerra. Diana, acreditando no homem e indo contra todas as vontades das amazonas, o segue para acabar com a guerra e destruir aquele que ela diz ser o criador de todo o caos, Ares.

Após muito sucesso da Marvel nos cinemas, criando seu universo muito bem interligado e que gera bilhões por ano, a DC tentou. Ela começou com O Homem de Aço, um filme bem descente, mas que divide opiniões. Indo para Batman Vs. Superman, um filme inchado e que por mais que dívida opiniões, é cheio de problemas, e depois indo para Esquadrão Suicida que é um tremendo desastre. Já estava na hora da DC desistir, mas ainda bem que não o fez.

Mulher-Maravilha entra para a lista de melhores filmes de super-heróis, facilmente. Como um filme de origem, é sempre presente um ritmo mais lento por termos de ser apresentados a um novo personagem, coadjuvantes, vilões e àquela história em si. Estranhamente, Mulher-Maravilha não segue exatamente este raciocínio.

Diferente da maioria dos filmes de origem que são maçantes, Mulher-Maravilha é pura adrenalina. O filme pega a personagem, apresentada em BvS, e nos mostra como ela se tornou aquela personagem daquele filme. O ritmo é excelente, a ação de Petty Jenkins é estonteante, a história cativante e prende a cada troca de cena e uma comédia bem medida que não se torna tão espalhafatosa como nos filmes da Marvel, mas sem deixar que o longa se torne pura trevas como nos filmes em geral da DC.

Mas, por mais que o filme seja de real qualidade, ele possui algumas gordurinhas que incham o filme. Primeiramente, não são necessários 140 minutos, principal fator que peca no filme. Devido a isso, o filme se prolonga no final, sendo este o único momento em que o filme cansa, mas acontece. A ação, por mais que seja incrível e você consiga entender tudo em tela, há um excesso de câmera lenta. Muitas cenas acontecem de forma rápida e são mais incríveis que as lentas (que também são boas), e acabam passando do ponto em alguns momentos. E por fim algo que posso arrumar briga aqui que são as piadas de empoderamento feminino.

Em uma época com um movimento tão forte como o feminismo, era óbvio que o primeiro filme de super-herói protagonizado por uma mulher não ia perder a oportunidade. Durante todo o primeiro ato, quando Diana chega na Inglaterra, o filme é recheado de piadas de empoderamento feminino, que funcionam muito bem e fazem sentido além de tudo. Mas, como eu disse, o filme ter gordurinhas e essas piadas fazem parte. Chega um momento em que elas passam um pouco do ponto e você cansa daquilo. Porém, o filme acaba deixando elas de lado mais para o final, colocando essas tiradas em pontos mais isolados e não sendo uma overdose a todo momento, o que acaba funcionando mais e incomodando menos.

Além de tudo, o CGI é fenomenal, pecando em um momento ou outro que você nota muito a computação, e a batalha final é digno do melhor IMAX que você tiver por perto.

Os atores também ajudam muito no filme, principalmente os principais. Gal Gadot não é a melhor atriz do mundo, mas como Mulher-Maravilha, eu preciso apreciar o que me foi mostrado. Tem muitas sutilezas, principalmente em olhares sedutores e de confusão, mas algumas vezes acontece um exagero quando a atriz precisa fazer “carões”. Ainda temos Chris Pine, que rouba boa parte das cenas em que focam no seu humor. Connie Nilsen como Hipólita e Robin Wright como Antíope. Danny Huston como o vilão Ludendorff e Elena Anaya como sua comparsa Dr. Maru. E por fim, mas não menos importante, David Thewlis como o personagem mais diferente que já vi em sua carreira.

A fotografia é escura como os filmes em geral da DC, mas surpreendentemente mais colorida também. E essa fotografia, se prepare, ela cria cenas que são magníficas!

E uma trilha sonora excepcional que se mantém sempre no mesmo tom com a música tema da personagem, mas que não decai em momento algum e mantém a adrenalina no alto a todo momento.

Mulher-Maravilha não é o melhor filme de super-herói de todos os tempos como muitos dizem, mas é o melhor filme do universo cinematográfico da DC, e mais importante, é o primeiro filme de super-herói de uma mulher! Antes nós tínhamos um mundo governado por Batman e Superman. A Marvel surgiu e nos trouxe muitos personagens, inclusive a Viúva Negra que não entendo como não teve um filme solo até hoje. Mulher-Maravilha é magnífico, mas antes de tudo, é um novo marco no cinema.

Nota do Autor: 9
Nota do público:(17 votos) 7.3
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Trailer:

Video analise completa (com spoilers)

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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  • Bernardo Manzani

    Batman vs Superman foi melhor