Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales) – Crítica

Faz anos que está franquia devia ter acabado.

Após voltar dos mortos, o Capitão Salazar (Javier Bardem, 007 Skyfall) busca vingança contra Jack Sparrow (Johnny Depp, Animais Fantásticos e Onde Habitam). Sendo assim, junto de sua tripulação, Jack procura a única coisa que pode salvá-lo do Capitão Salazar: o Tridente de Poseidon.

Piratas do Caribe já foi uma franquia que nos trazia filmes bons. Com o primeiro filme, A Maldição do Pérola Negra, nós fomos apresentados a um mundo fantástico, com personagens únicos assim como sua trama. O Baú da Morte continuou e nos trouxe o clássico vilão Davy Jones, rendendo uma continuação que pode ter começado a desgastar a franquia, mas mesmo assim, encerrou de forma boa. Já em Navegando em Águas Misteriosas, tivemos um filme claramente feito apenas para tirar mais dinheiro dos fãs, sendo um filme muito fraco e que manteve esse patamar agora em A Vingança de Salazar que eu considero o pior de todos.

O problema de A Vingança de Salazar começa por ser um filme que não tem uma história para contar. De início, o filme até empolga. Temos sequências interessantes, com personagens promissores e novos sendo apresentados, e a utilização de personagens antigos apenas traz o sentimento de nostalgia ao filme. Durante 30% do filme, temos a impressão de que estamos mesmo vendo um filme do Piratas do Caribe, com comédia, ação, uma história que até aceitamos e Jack Sparrow. Mas então, tudo desmorona.

A partir de um ponto, A Vingança de Salazar se mostra ser um filme perdido e cheio de problemas, conveniências e chato. O filme começa a se arrastar, cansando quem está assistindo. Além disso, os personagens promissores se transformam em personagens irritantes com motivações infantis e sem sentido, roubando a cena e transformando o próprio Jack Sparrow em um mero coadjuvante. Sem contar que Sparrow se tornou muito mais caricato do que já era, em que tudo que faz se resume a no final uma piada e dando a impressão que estamos em um filme dos Trapalhões. E ainda por cima, esse é o filme da franquia com o final mais ridículo que já existiu! Coincidências e conveniências tomam conta de tudo, e se torna brega, forçado e beirando o ridículo dando vergonha alheia.

E para melhorar, a computação do filme é tenebrosa. Tirando os efeitos práticos, todo o resto é feio e completamente digital, não sendo algo que se pode relevar.

Algo que poderia salvar, mas não ajuda por completo, é o elenco. Johnny Depp volta para sua zona de conforto, mas parece que seu personagem é outro. O Jack Sparrow deste filme não é o mesmo dos anteriores, ele é mais sem graça, menos presencial e não empolga. Ainda temos Brenton Thwaites como Henry Turner e Kaya Scodelario como Carina Smyth, os novos personagens que estão ali apenas para substituir Orlando Bloom e Keira Knightley, e obviamente não conseguem. Ainda temos Geoffrey Rush com cara de quem não quer estar no filme, e por fim Javier Bardem como o vilão que é o único que consegue empolgar de certar forma.

A fotografia do filme é bem bonita, e como todos os filmes da franquia, faz cenas únicas e de tirar o chapéu. Nesse quesito, a franquia nunca errou, assim como a trilha sonora, não mais composta por Hans Zimmer, mas que se aproveita das músicas clássicas do compositor.

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é um filme que não agrega nada na franquia assim como seu antecessor. Esse é um filme feito apenas para conseguir tirar mais dinheiro dentro de uma franquia que foi realmente boa um dia, e que agora afunda mais que seus navios. Não tem motivos para se ver esse filme, e espero que não encontrem mais motivos para continuar essa franquia muito boa de apenas três filmes.

Nota do Autor: 3.5
Nota do público:(3 votos) 6.6
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Trailer:

Arthur Lopes
Canal pessoal - Marmota Frita Fanático por cinema e video games em geral desde sempre, estuda administração mas seu verdadeiro amor permanece no mundo da sétima arte. Ama qualquer gênero cinematográfico, indo de romance até terror mas com preferência no drama, o que fez com que Batman - O Cavaleiro das Trevas se tornasse o seu filme favorito, consagrando Nolan como o mesmo. Mas também admira outros mestre do cinema como Eastwood e Tarantino. Escreve nas horas vagas e está adaptando um conto no intuito de transforma-lo em um roteiro para longa-metragem.

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