The Crown Stones: Mirrah – Análise

Hoje temos um post atípico, afinal essa que vos fala sempre escreveu sobre filmes. Dessa vez, vamos falar sobre The Crown Stones: Mirrah, um jogo brasileiro de produção independente. Então, vamos a ele.

A Frater Studio, desenvolvedora de The Crown Stones: Mirrah desde o ano de 2016, trabalha constantemente para criar um jogo brasileiro com qualidade de jogos internacionais.  Apesar de vários percalços ao longo de sua concepção, a demo foi encerrada de forma satisfatória. O investimento financeiro próprio demonstra o grau de comprometimento dos desenvolvedores em buscar a melhor qualidade para criação do jogo. As animações bem fluídas denotam o nível elevado e profissional da produção, como vemos em jogos da era 16 bits.

The Crown Stones: Mirrah é um Metroidvania, um estilo de jogo que une elementos do Super Metroid e do Castlevania, criando uma nova jogabilidade. Os movimentos do personagem principal são limitados, assim como sua barra de stamina, pois ela restringe os ataques, as corridas, a esquiva e a rolagem. Isso torna o jogo bem mais difícil, com uma experiência bastante desafiadora, o que lembra um pouco o estilo de jogos antigos como Blackthorne e Demons Crast. Além disso, o ambiente tenebroso e pesado nos remete a série Dark Souls.

TCS: Mirrah, desde seu primeiro conceito, foi pensado como uma vivência no mundo dos mortos, mostrando o ambiente em questão e seus habitantes. Com uma história imersiva, TCS: Mirrah se diferencia dos jogos superficiais, já que mostra uma riqueza de detalhes tanto no background quanto em partes escondidas. Isso denota o aprofundamento do universo do jogo.

A priori, o jogo é voltado para os órfãos de Castlevania, mas os amantes do estilo plataforma e RPG terão uma ótima experiência. TCS: Mirrah também agrada aos jogadores da série Souls. Com um fundo musical pesado que remete ao mundo dos mortos, a trilha sonora de TCS: Mirrah foi inspirada na Moonlight Sonata de Beethoven. A cada nível avançado, a música se torna mais densa, enquanto seu personagem adentra ainda mais nesse mundo.

TCS: Mirrah tem seu espaço garantido no Steam. O jogo foi rapidamente aprovado no antigo Greenlight, pois teve uma ótima aceitação entre os jogadores. O que demonstra a real qualidade do jogo. Despertando nosso interesse desde seu trailler e imagens, o jogo nos deixa sempre com um desejo de quero mais.

Toda essa qualidade pode ser conferida ao jogar a demo que está disponibilizada na página do financiamento coletivo do jogo. Dentro da página do Indie gogo, você tem a oportunidade de garantir a cópia completa do jogo, como também ganhar recompensas exclusivas da desenvolvedora, contribuindo com o desenvolvimento do jogo. Com uma meta base de 10 mil dólares, a Frater Studio garante a produção de 7 níveis no jogo completo, sendo The Crown Stones: Mirrah somente o primeiro.

https://www.indiegogo.com/projects/the-crown-stones-mirrah#/

Experimentem TCS: Mirrah, atestem a qualidade desse jogo e valorizem a produção brasileira independente, pois, como puderam perceber, a dedicação e o comprometimento da Frater Studio está presente em cada detalhe do jogo. Acessem o site e contribuam com a construção de The Crown Stones: Mirrah. E lembrem-se de colocar a nota de vocês aqui quando jogarem a demo!

 

Galeria de imagens:

Nota do Autor: 9
Nota do público:(4 votos) 10
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Rayana Lima
Formada em Psicologia e, atualmente, está terminando o Mestrado também em Psicologia. Adora diversos tipos de filmes e sempre gosta de assistir várias vezes aqueles que mais lhe agradam. Seu estilo preferido é suspense e terror, mas também adora um romance, uma comédia ou um drama bem construído. O estilo musical também é bem eclético, mas não peçam pra ela escutar Annita e afins. No seu tempo livre, ama dançar e gosta de jogar videogame. Mas só os de corrida, porque os de plataforma e RPG são lentos demais pra ela.

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  • danielgfm

    Há muito não me impressiono com coisas na internet, mas agora essa foi bem acima do normal, ela escrevendo sobre um jogo, principalmente sobre o The Crown Stones: Mirrah, no qual joguei a demo dele a cerca de um mês.

    O seu estilo metroidvania é até interessante e parece que explorar a Umbra vai ser cercado de mistério e revelações, mas estou preocupado com a curva de dificuldade que se mostrou gigantesca já na sua demo – talvez esteja mais difícil só para dar aquela vontade de replay do jogo.

    Uma coisa que eu percebi deste jogo é que o mesmo faz parte de uma história maior, talvez este seja apenas o primeiro capítulo onde vai mostrar os outros ao decorrer da coroa.

    O jogo em si lembra mais os Castlevania, principalmente os que saíram para GBA, no caso o Harmony of Dissonance, Circle of the Moon e o Aria of Sorrow, pois os seus gráficos estão bem mais próximos deste, pode até fazer um comparativo com Blackthorne e Demon’s Crest, mas estes estão um pouco distantes do Mirrah.

    Um fato interessante é que a música usada, moonlight sonata ficou extremamente conhecida pelos gamers por conta de Resident Evil, pela Jill Valentine.

    https://www.youtube.com/watch?v=6AI-E8R3qTs

    Esperando desde já por mais reviews de games de sua parte, principalmente de Mario Kart 64 e Sonic and All-Star Transformed.